Regina P. Markus
O jantar de Pessach também é ritual. E este começa a ser preparado muitos dias antes. O grande toque é a limpeza do “chametz”. A retirada da casa dos alimentos que contêm farinha de trigo e fermento. Isso nos lembra que na saída do Egito não havia farinha de trigo e que a saída tinha que ser tão rápida que não deu tempo de fermentar o pão. Foram levados suprimentos de pão não fermentado, a matzá.
E como fica o Shabat da semana de Pessach, Shabat Chol ha Moed, isto é, o Shabat que cai nos dias intermediários da festa? Este também é especial e vale lembrar que as leituras da Torá e da Haftará (profetas) saem do seu ritmo e buscam passagens que “falam” com a mensagem de Pessach. São lidos os textos de Êxodo 33:12 – 34:26. Esta passagem aborda os pedidos de Moisés após o episódio do Bezerro de Ouro e a renovação das Tábuas da Lei, mencionando também as três festas de peregrinação. Moisés intempestivamente impede que Adonai destrua o povo. Não foi uma súplica, foi uma chamada à razão. E HaShem volta atrás, criando caminhos para superar o medo e a desconfiança. Na última leitura, chamada Maftir (Números 28:19-25), são enumeradas as oferendas específicas para os dias de Pessach.
A leitura dos Profetas (Haftará) encaixa sob medida no espírito de Pessach (Ezequiel 37: 1-14). O profeta é levado a um vale com ossos secos e Adonai pergunta se aqueles ossos podem voltar a viver. E diz a profecia que os ossos são cobertos com tendões, carne e pele. Quando a brisa (vento) entra por suas narinas, todo um exército se põe de pé. Em hebraico, Ruach (ch com som de r) é a palavra para vento, sopro e alma. E é neste texto que Adonai explica que os ossos representam os descendentes de Israel, que se sentiam sem esperança, serem acordados e estarem prontos para voltar e lutar por sua terra. Um pequeno território a ser deixado como legado para as futuras gerações.
E este é o espírito de Pessach:
Acordar todos para transmitir um legado importante às gerações futuras.
UMA NAÇÃO ENTRE AS NAÇÕES
A Deputada Carla Dickson e o Senador Carlos Viana convidam para celebrar, na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 15 de abril, a Frente Parlamentar Brasil-Israel. Esta frente é composta por 212 parlamentares que reconhecem o direito do povo judeu por sua terra ancestral. Nesta semana também seguimos na expectativa dos desdobramentos da Guerra. Os israelenses seguem com a vida sendo perturbada por objetos voadores de diferentes classes. Hezbollah, o grupo que atua no sul do Líbano, está muito ativo e causando vítimas entre israelenses e libaneses. O espírito de resiliência segue e nesta semana ouvir sobre os preparativos para o Seder e para a Páscoa traz esperança.
Desejo um Chag Sameach para todos que estão comemorando e o Legado da Vida para a humanidade.
Regina P Markus
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