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quinta-feira, 20 de abril de 2023

VOCÊ SABIA? - As aparências enganam: Shula Cohen


Por Itanira Heineberg


Shula Cohen, uma pacata dona de casa, mãe de 7 filhos. Codinome: Pérola. 





Você sabia que a espiã Shula Cohen foi encarcerada por suas atividades clandestinas (contrabandear famílias judias do Líbano para Israel) durante seis anos, vindo a ser liberada ao final da Guerra dos Seis Dias numa troca de prisioneiros mediada pela Cruz Vermelha?

Shulamit Kishik-Cohen nasceu na Argentina em 1917 e na década de 1920 mudou-se para Israel com sua família, onde frequentou a Escola Evelina de Rothschild.

Ao completar 17 anos o negócio de seu pai faliu e a família arranjou seu casamento com um rico empresário de Beirute, Joseph Kishik-Cohen. Shula então mais uma vez mudou de país, para o Líbano, onde passou a frequentar a alta sociedade de Beirute. Aos 24 anos já tinha cinco filhos.

Em 1947, em um evento social, Shula escutou oficiais libaneses discutindo operações militares contra Israel. Já em casa, anotou os detalhes da informação em uma mensagem ao Haganah, um grupo então ilegal de judeus que lutava por um estado judeu em Israel. Shula pediu ao irmão que encaminhasse sua descoberta ao grupo e ao cabo de 5 semanas um agente secreto do Haganah a contatou solicitando seus trabalhos de espionagem no Líbano, o que ela realizou durante 14 anos em duas atividades:

- Reunir informações de inteligência sobre atividades militares árabes.

 Para conseguir isso, ela se tornou um membro popular da alta sociedade libanesa. Ela se tornou tão amada pelos altos funcionários do governo libanês, tão bem-vinda em suas casas, incluindo a casa do primeiro-ministro, que eles a consideravam como família. Aliás, o primeiro-ministro libanês considerava Shula Cohen como uma de suas próprias filhas.

- Contrabandear famílias judias em fuga da perseguição no mundo árabe, principalmente da Síria, para Israel.

Nossa agente de Beirute era conhecida no serviço secreto com o codinome Pearl, Pérola, escrevendo sempre com tinta invisível. Ela tomava todas as precauções possíveis mas em 1952, grávida, e perto da data de seu parto, ela foi pega e sua prisão de seis dias em situações muito duras de tortura foi adiada para três semanas após o parto.

Apesar do acontecido, Shula continuou seu trabalho de espiã até que seus amigos a avisaram das intenções das autoridades libanesas em seu encalço. Shula foi para Roma por três meses mas em 1961, em seu retorno, foi presa imediatamente por espionagem.

Condenada à morte por enforcamento, teve sua sentença reduzida para 20 anos por ser mãe de sete filhos.

Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, cidadãos libaneses foram capturados por Israel que os usou em uma troca de prisioneiros por Shula Cohen.

 


Esta admirável heroína, a Vovó James Bond, que foi torturada mas não revelou seus conhecimentos, viveu em Israel até sua morte aos 100 anos.

Seu corpo repousa no cemitério Har HaMenuchot em Jerusalém.

 

Apresentamos abaixo um interessante vídeo contando a história da agente de Beirute:

https://www.tiktok.com/@jakeder3/video/7216411439731313926?_r=1&_t=8b6x0QiVMFP

 

 

FONTES:

http://www.morasha.com.br/biografias/shula-cohen-codinome-a-perola.html#:~:text=Shula%20Cohen%20nasceu%20na%20Argentina,Jerusal%C3%A9m%20especialmente%20para%20conhec%C3%AA%2Dla.

https://blogs.timesofisrael.com/shula-cohen-the-story-of-agent-pearl/

https://www.encyclopedia.com/women/dictionaries-thesauruses-pictures-and-press-releases/cohen-shula-fl-1960s

https://www.jewishpress.com/sections/jewess-press/impact-women-history/shula-cohen-amazing-jewish-heroine/2017/06/30/

https://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4965515,00.html


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