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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

EDITORIAL: Israel - Tsion - O sonho sionista e a Terra Prometida

Israel - Tsion - O Sonho Sionista e a Terra Prometida





"A Terra Prometida": para muitos, esta é uma frase religiosa. Para outros, é algo sem muito sentido. Para os que prezam a história, é apenas uma das formas da chegada dos antigos judeus à Terra de Israel. Moisés chega à  fronteira, sobe em um monte e avista a Terra de Israel. Assim conta a Bíblia, assim conta a História. Provar que a Bíblia é História é o mesmo que comprovar a história da antiguidade de outros povos - gregos, romanos, egípcios.

A única e grande diferença é que os judeus, apesar de 2000 anos de diáspora, continuaram em todos os continentes a lembrar desta terra e a manter sua presença no dia-a-dia de sua vida religiosa e não religiosa. 

Entre as rezas judaicas, muitas terminam com a frase "Shaná habá be Yerushalaim" - "O Ano que Vem em Jerusalem"- e todas as segundas, quintas e sábados, quando a Torá é lida nas sinagogas, é lembrada a relação entre Tsion e Jerusalém - o Monte e a Cidade.

Mas olhar para Tsion é a Esperança dos Judeus do século XIX na Rússia Czarista e Chaim Weizmann, o químico e primeiro presidente do moderno Estado de Israel, em seu livro autobiográfico que foi finalizado em 1941, relata de forma muito pessoal sua vida do nascimento ao fim da primeira guerra mundial, quando seus achados em química foram essenciais para o término da guerra. 

Weizmann conta o nascer do Sonho Sionista - o movimento agnóstico que busca criar um Lar Nacional Judaico e dar ao Povo Judeu uma pátria física localizada em uma pequena parte do Império Otomano e posteriormente em uma parte ainda pequena das terras que compunham o Mandato Britâncio da Palestina. Estas terras incluíam o que atualmente constitui o Iraque, a Jordânia e parte da Síria. Ao ler o livro de Chaim Weizmann escrito em 1941 é possível entender os movimentos antes mesmo da existência do Estado de Israel, que buscaram abrigar judeus de todas as matizes, religiosos ou ateus, brancos ou pretos, ricos e pobres. 

A História dos últimos 200 anos abragendo séculos XIX, XX e XXI mostra como o sonho se torna realidade, mas ainda falta para ser a realidade completa. A paz, tão almejada com todos os vizinhos, parece muitas vezes distante - mas outras vezes, muito próxima. Se por um lado Israel precisa ser um país alerta porque vive cercado de inimigos, por outro, cada vez mais os países estabelecidos buscam pontes de interação e colaboração de forma a permitir um avanço das relações.

Tumba do Rei David - Monte Sion - Har Tzsion


Se por um lado há grupos de árabes que se denominam palestinos e gostariam de jogar os judeus no mar, há outros árabes mulçumanos e cristãos que são cidadãos israelenses, servem ao exército de Israel, são ativos no "Instituto para Inteligência e Operações Especiais de Israel", conhecido apenas como INSTITUTO - MOSSAD, exercem atividades nas Universidades, Hospitais e também são membros do Parlamento Israelense. Entre estes, há até os que se consideram no direito de ter domínio sobre Israel. Assim, segue uma relação de cooperação e conflito, na dependência de cada um dos indivíduos.

Agora, completando a segunda década do século XXI, podemos observar algumas pequenas mudanças. Apesar dos países árabes terem expulso os judeus na segunda metade do século XX e em muitas regiões destruído edificações históricas de relevância, atualmente há uma onda de aumentar encontros e relacionamentos, e mesmo a abertura de sinagogas em países do Golfo Pérsico e das vizinhanças. Abre de um lado, aumenta a rejeição de outro e seguindo o movimento pendular da história, o Povo Judeu e Israel continuam a singrar os mares do tempo rumo ao futuro.

Boa Semana!

Regina P. Markus



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