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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Editorial: Israel, diversidade no tempo e no espaço


“O Estado de Israel ... garantirá liberdade de religião, consciência, idioma, educação e cultura; protegerá os Locais Sagrados de todas as religiões; e será fiel à Carta de Princípios das Nações Unidas.”              


Esta semana Israel recebeu visitantes muitos especiais: importantes jogadores do Brasil disputaram um jogo com uma seleção dos mais importantes jogadores israelenses. Você pode ler aqui mais informações sobre este amistoso que recebeu o nome de SHALOM e foi comentado até na Folha de São Paulo. A vitória de gols foi brasileira, a vitória alcançada foi especial para cada um dos que lá estiveram. Muitos dos melhores jogadores israelenses são árabes. Sim, árabes israelenses. Se são mulçumanos ou cristãos não é importante, são israelenses. 



O time de craques brasileiros em Israel


E na mesma semana algumas missões brasileiras de ciência e tecnologia visitaram o eco-sistema de inovação israelense. Chamou a nossa atenção um grupo de jovens empresários de Santa Catarina, que tem um dos mais importantes parques de inovação do Brasil, terem sua viagem noticiada com destaque na Argentina.

         O lado de inovação de Israel vem se tornando muito conhecido. A presença de árabes como cidadãos israelenses tem sido mostrada através de vários ângulos na Esh Tá na Mídia. Hoje queremos ir além e falar um pouco de Israel e religião. Quando pensamos em Israel, vem em mente ser o destino dos judeus, religiosos ou não, e o berço do Cristianismo. O Islamismo nasceu fora de Israel, mas sendo também um religião Abrâmica foi para lá e passa ampliando sua ligação com a Terra Santa.

Mas há muito mais grupos religiosos em Israel. No dia 28 de outubro, o articulista Paul Shindman publicou no Honest Reporting um artigo sobre a Liberdade de Culto em Israel. “A população de Israel (2019) é de cerca de 8,4 milhões de pessoas, sendo 75% judeus, 18% mulçumanos, 2% cristãos e 1,6% drusos. Os 4% restantes incluem imigrantes da antiga União Soviética que não se identificam como judeus e também um grupo que não se ajusta aos critérios da comunidade ortodoxa. Há ainda samaritanos, caraítas, mulçumanos da nominação Ahmadi, Bahais e pequenas nominações cristãs de Israel.

Ao conferir a liberdade de culto, seguindo a Declaração de Independência do Estado de Israel, estes grupos recebem apoio educacional, podendo manter suas próprias escolas, independente do sistema educacional para o público em geral. A educação em Israel é obrigatória. Pais que não propiciam aos seus filhos a frequência a uma escola podem inclusive ser presos. Desta forma, não apenas os judeus ortodoxos, mas a maioria dos demais grupos religiosos, gerenciam escolas próprias.

Assim, a liberdade religiosa não está restrita apenas à manutenção de cultos e tradições, mas também é viabilizada uma educação voltada a interesses de pequenos grupos.

Para inovar em ciências é preciso diversificar, para manter uma floresta ativa é preciso manter a biodiversidade e, os criadores do moderno Estado de Israel tinham a convicção que para manter uma nação saudável, é preciso ter diversidade cultural. Diversidade ao longo dos milênios (tempo) e dentro das Terras de Israel (espaço).

Boa Semana!

Regina P Markus

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