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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

EDITORIAL: ANTISSEMITISMO & ANTISSIONISMO

Ano de 2019, século XXI - 
80 anos após o início da Segunda Guerra Mundial
HOLOCAUSTO -




ANTIGUIDADE


740 AEC --> Cativeiro Assírio - Os habitantes da Judéia e de Israel são levados para a Assíria. Os habitantes da Samária foram reassentados como cativos da Assíria. O Reino do Norte de Israel foi Conquistado pelo Império Neoassírio 


586 AEC - Reinado de Nabucodonosor II - destruição do Templo de Jerusalém e captura de mais 10.000 famílias judias do Reino de Judá.


475 AEC - Haman tenta promover o genocídio de todos os Judeus da Pérsia - Ocorre o milagre de Purim - SORTE - MAZAL - Lugar certo, hora certa, conhecimentos corretos - e o Rei Arrashverosh elimina Haman e salva os judeus.


175 - 165 AEC - Tentativa de erigir uma estátua de Zeus no Templo de Jerusalém - Judeus lutam e vencem o Império Grego - e esta é a base para comemorar Chanuka.



Brincando com o tamanho das letras, pensando nos dias de hoje, ou nos da mais longínqua antiguidade, nós podemos desenhar alguns marcadores (hallmarks) que identificam o Povo Judeu - o Povo de Israel - o Povo que não apenas tem sua história registrada por mais de 4000 anos, mas que permanece vivo para continuar fazendo História.


Na EshTáNaMídia temos dado grande visibilidade a dois principais pilares desta longevidade: a vivência das tradições, reforçando que muito do que fazemos hoje são costumes herdados da Europa, África e Ásia, e o Programa Educacional Judaico, tradição que também vem dos três continentes e inclui não apenas o aprender, mas muito mais o PERGUNTAR. Assim, ao longo de sua história o judeu pergunta e pergunta e... com isto hoje o Estado Judeu, o Estado de Israel tem a sua principal fonte de riqueza baseada na Ciência Curiosidade (Curiosity Science), por aqui conhecida como Ciência Básica.


MAS - e sempre tem um mas - há uma terceira marca que acompanha os judeus desde a antigüidade - e esta marca é a da inveja, rejeição, difamação, perseguição e destruição. 


Após o holocausto nazista onde foram mortos mais de 6 milhões de judeus, era a expectativa do mundo que a difamação dos judeus deixasse de ocorrer.  EM TEMPO - muitos conhecidos dizem que 6 milhões não é tanta gente, quando comparado com outras perdas no mundo. Para aquilatarem a importância desta cifra em 1939 havia 16,6 milhões de judeus e em 2018 foram registrados 14,5 milhões. 


HOJE, em 2019, observamos o ódio aos judeus reaparecer. E como no passado, o Reino de Judá e de Israel são tratados de forma separada. Para todos é preciso entender que o Estado de Israel, um pequeno pedaço de terra que é o berço da civilização judaica, não pode ser separado dos judeus. Antissionismo e Antissemitismo são expressões que se complementam e referem ao mesmo fenômeno.

Esta semana escutamos religiosos cristãos ligados à extrema direita americana colocando a culpa nos judeus sobre problemas americanos e a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul abriu suas portas para uma exposição de cartazes que difamam o Estado de Israel. Há anos dizemos que é preciso lembrar o que ocorreu na Europa durante o Holocausto Nazista para que não mais volte a acontecer. Não é suficiente lembrar ou conhecer, pois os difamadores usam as mesmas palavras contra os judeus - e não faço diferença entre judeus no mundo ou no Estado de Israel.


NOVOS TEMPOS? TEMPOS SOMBRIOS? não sei.

A única certeza, baseada em fatos que ocorrem desde o ano 740 AEC, é que daqui a 100 anos nossos filhos estarão avaliando o que foram os nossos tempos.

Banias Falls, em Israel 

Espero que estes incidentes fiquem tão restritos que nem possam ser considerados fatos históricos.

Sigamos em frente. 


Regina P. Markus












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