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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ACONTECE: MÊS de ADAR - HAVÁ - ALEGRIA - MAZAL TOV

ADAR - O MÊS DA ALEGRIA e da BOA SORTE - MAZAL TOV

Regina Pekelman Markus - 18/02/2026 - 1/Adar/5786


MISHENCHNAS ADAR MARBIM BE SIMCHA
QUANDO ENTRA ADAR Multiplica-se as ALEGRIAS
https://www.enlacejudio.com/2019/02/12/por-que-en-el-mes-de-adar-la-alegria-se-incrementa/

A entrada de um novo mês, na tradição judaica, é sempre comemorada com grande júbilo. Nissan é o primeiro mês do ano e Adar o 12º. Do 15º ao 22º dia do mês de Nissan é comemorada a saída do Egito, o início da história do Povo Judeu como um coletivo organizado e com um objetivo comum. O caminho percorrido por meio das festas e recordações destacadas a cada mês simboliza a migração da era dos patriarcas, ou dos tempos da grande família, para uma comunidade organizada.  Algo que vem sendo frisado ao longo dos séculos, é que o primeiro patriarca, Abrão, destacava de onde vinha, sua terra natal e os demais patriarcas, Isaac e Jacob voltaram para esta terra ao longo de suas vidas. Todos os patriarcas e seus descendentes tinha relação com o Egito. E "sair do Egito" é um simbologia muito especial, que marca o início de um novo tempo. Nissan em hebraico, נִיסָן, vem do  acádio nisānu e do sumério nisag que significa "primeiros frutos". 

Hoje iniciamos o último mês do calendário judaico. O mês de ADAR  é considerado um ponto de ruptura que permite definir, ao longo da história, momentos específicos de grande virada. Neste mês é comemorada a festa de PURIM. A GRANDE VIRADA! De 474 a 473 aEC,  até 2026 são inúmeros os exemplos que o mês da ALEGRIA continua trazendo a toda a humanidade. São momentos de decisão e de VIRADA. Lembro que PURIM ocorreu na Pérsia no reinado de Achashverosh, também conhecido como Xerxes I. 

Apreciem o caminho que iniciamos hoje e anexem comentário no Blogger sobre os acontecimentos deste  mês de ADAR. 

Ao acabar o mês,  faremos um BALANÇO e entraremos em Nissan com olhos mais abertos. _____________________________________________________________________________________


A minha criança interna encara PURIM como um momento de redefinição. A leitura da Meguilá Ester reforça vários tipos de conduta. Mordechai, como líder comunitário judaico, soube calibrar a sua relação com a corte e, ao mesmo tempo, zelar pela comunidade. Ester, também tem seus momentos de silêncio e obediência e os de brilho e decisão. Escolher o momento certo para agir ou observar é uma premissa importante para chegarmos a momentos de MAZAL TOV. Boa Sorte. 

    A boa intenção de um soberano, a astúcia e sabedoria de um líder comunitário e a beleza, conhecimento, sabedoria e noção da oportunidade de cada momento de uma mulher somados fizeram com que uma sentença de extermínio ao povo judeu fosse transformada em uma sentença de proteção e em uma promessa da restauração de um Estado Judeu. Este édito dava proteção a judeus que moravam na vasta extensão territorial desde a Índia até a China.  Um momento de inversão que impediu o holocausto programado por HAMAN e trouxe todo o povo para as ruas, dançando e cantando. Externando a ALEGRIA da virada!!! Este é o contexto da Festa de Purim e o espírito do mês da ALEGRIA. Lembrar que os piores momentos podem ser revertidos e até invertidos. 

    A Rainha Ester, ciente do que poderia estar chegando e sabedora de que precisava recolher energia de todo o povo, pediu ao seu tio, Mordechai, que solicita-se que o povo jejuasse e rezasse para encaminhar energia necessária para ser bem recebida pelo Rei Achasshverosh e ser bem sucedida na missão de anular editos que autorizassem o exterminio do Povo Judeu. O Jejum de Ester hoje é realizado no dia 13 de Adar.  Assim aconteceu a VIRADA RADICAL 

    A escolha deste momento requer uma dose de conhecimento e uma dose de sorte. Purim, a comemoração de um final feliz, de um momento de virada. Esta semana entramos no mes de ADAR. O mes da Alegria!

A Alegria de estar na ruas. Esta foi comemorada em todos os locais onde estavam o judeus. Fantasias, máscaras e muitos risos. Veneza, na Itália, que tem um Carnaval muito conhecido e caracterizado por máscaras e fantasias especiais, também tem uma história especial sobre a comemoração de Purim. Desde 1516, data da Fundação do Gueto de Veneza, foram iniciadas as comemorações de Purim. O Carnaval no Gueto, comemorado sempre em 15 de Adar. Como Veneza era uma cidade que admitia o intercâmbio cultural, cristãos e nobres venezianos também juntavam-se na Folia e Alegria. Veneza, conhecida por suas produções teatrais tinha neste dia exibições chamadas de Purim Shpiels. Um homem "cavalgando" um jegue lembrava que Mordechai foi honrado pelo Rei Achashverosh através de um cortejo. E o mais tocante, que dura até os dias de hoje, foi esconder-se atrás de máscaras e fantasias que lembram o Carnaval de Veneza. Estas comemorações originais chegaram ao fim em 1797, quando Napoleão conquistou Veneza e acabou com as muralhas do Gueto.


PURIM NO CASAQUISTÃO

O Casaquistão está localizado na Ásia Central. Nono maior país em extensão territorial. 12 a 15% de seu território, a leste do Rio Ural, está localizado na Europa Oriental. Os judeus chegaram ao Cazaquistão na Idade Média, século XV. Os primeiro registros da presença de judeus está na cidade de Turquistão onde estão ruínas de uma sinagoga e um antigo rolo da Torá. Entre 1941 e 1942 100.000 judeus foram evacuados das partes européias da URSS, escapando do Holocausto. Também existem comunidades de judeus de Bukharim, das montanhas e da Geórgia.

As comemorações incluem a leitura de Meguilá Esther e também um banquete festivo com muita alegria, dança e cantos. Mishloach Manot, o costume de dar cestas de alimentos para amigos e familiares, Matanot le Evonyim - presente aos necessitados.

Com este exemplos digo que ao redor do mundo este mês da ALEGRIA é celebrado! E é neste mes que a virada é preparada.

NOS DIAS DE HOJE, FEVEREIRO DE 2026, Adar chega após a soltura de todos os reféns que estavam em posse do HAMAS. Também abre espaço para a análise dos acontecimentos que levaram a 7 de outubro de 2026 e à Guerra dos 12 Dias em 2025 (13 a 24 de junho). 

Irã está localizado no território da Pérsia. O Império Persa perde sua soberania em 16 de janeiro de 1979 quando o Xá Mohammad Reza Pahlevi, e sua esposa a Imperatriz Farah Diba partem do Aeroporto de Mehrabad em Teerã. Inicia-se então os tempos da República Islâmica do Irã que é governada pelo Ayatolás. 47 anos! E até hoje este é um inimigo importante que atua nas terras de HAMAN. Um dos primcipais próxis do Irão é o HAMAS. Hoje os dois ainda estão ativos, assim como o Hezbolah e a Jirad Islâmica.

Esta semana foi noticiada nas redes sociais contextações em relação aos números defendidos pelo Hamas. Para mim, mais que os números que podem ser manipulados, impressiona a forma como estes movimentos querem formar mais gerações baseadas em ódio. Crianças que servem como escudo e que recebem livros e almanaques que estimulam a morte de judeus. Veja o post abaixo. Não há necessidade de comentários.


E como podemos mostrar isso no primeiro dia do mês da ALEGRIA? Seguindo o espírito da Meguilá Esther, A VIRADA só pode vir do conhecimento! E conhecer os métodos dos inimigos permitiu que a forca erguida para encerrar a vida de Mordechai, tirasse HAMAN de nosso convívio. 

Cantamos ao longo dos anos - "Hava Narisha, Rash, Rash, Rash! Barashanim" - Ao ouvir o nome de Haman, o teco-teco é girado com força para que esste nome possa deixar de ser ouvido. E , com outras letras e em outros idiomas vão surgindo nomes que querem eliminar o povo judeu. E ao longo dos milênios continuamos aqui, nos alegrando em Adar e nos preparando para os novos dias que chegarão com Nissan, Pessach.

E eu que escrevo, e imagino que muitos leitores devem estar pensando - que chatice... que tédio... reduzir a um ato único é quase ter a certeza que milagres acontecem. Isto tira de mim e de todos os meus contemporâneos a responsabilidade quanto ao futuro.

Isto não é verdade!!! Estamos frente a várias escolhas e frente a posicionamento e tomadas de decisão. Além disso, nesta época em que a nuvem pode armazenar informações que apenas estão fantasiadas de fatos, temos que ser atentos e saber discernir, levando em consideração o passado e o legado que deixaremos para as próximas gerações. 

Esta é a semana em que vimos o Irã, através de seus proxis atuando em hospitais, cadeias e zonas de turismo no Brasil. Vimos a ONU pedindo desculpas e depois negando o pedido de desculpas referente ao modo de atuar a representante junto à faixa de Gaza. Idas e vindas sem fim, seguindo um script antissemita e antissionista.

Mas é muito importante lembrar que Israel, a Nação Start Up continua se destacando em vários ramos da ciência, inovação, saúde e comunicação. Os importantes avanços em mecanismos de defesa não existiriam sem estes conhecimentos holísticos e a forma como estes chegam ao público em geral. Outro destaque de grande importância é o papel da mulher nos diferentes setores.

Ciência não tem gênero. Isto vale para o Brasil e para Israel. Tema fascinante que mostra ser a divulgação o principal empecilho para conhecermos as mulheres que são destaque no mundo científico. Israel foge desta regra. E não é dizer que é com mais ALEGRIA que isto ocorre. Muitas mulheres na ciência impõem um perfil que busca a seriedade como fonte de valorização. Israel foge da regra geral que esconde suas mulheres de destaque porque segue os exemplos estabelecidos nos tempos Bíblicos e Talmúdicos. Em sua longa história vem abrindo espaço para mulheres nos diferentes segmentos da vida.

ESPERO que todos se sintam inspirados para aproveitar o mes de Adar, o mes da Alegria, para construir e criar fatos que possam girar a espiral do tempo de forma positiva.

Rosh Chodesh Sameach



Regina Pekelmann Markus - 18/02/2026





 






















quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Iachad (juntos - יחד) - por André Naves: Fé

 



         Oi Pessoal! Como vocês estão? Tudo bem?

         Aqui é a Ana Rosa. Hoje deixei o André descansando um pouco... Descansando? Talvez eu não esteja sendo clara. Estamos voltando de Jacareí, na Ayrton Senna. Céu bonito. Sol forte. Ele aqui do meu lado... Vocês sabem que ele não dirige? Adora falar que só anda de “UberAna”...

         Ele e eu... A estrada... O Sol... Essa é a felicidade! Ontem mesmo ele pegou um livro enorme do Flávio Josefo e ficou lendo. Adora estudar essas questões meio aleatórias e desconexas... Da novela vai pra Filosofia, do Mesa Redonda vai pra Religião...

         Mas deixa eu contar essa! Terminou a novela (na verdade, eu nem lembro qual... Fico mais dormindo que assistido!). Ele pegou o livro do Flávio e leu algumas coisas. Vocês conhecem Antígona, do Sófocles? De repente ele parou com o Flávio, deixou lá aberto, e correu pra Antígona.

         Passou uns minutinhos, eu tava no sofá, “mais pra lá do que pra cá”, e ele veio me acordar. Ele adora fazer isso! Tava no Jornal Nacional. Eles mostravam o sepultamento do Ran Gvili. Ele sentou, assistiu e começou a falar...

         Disse da Moral Absoluta que emana do Altíssimo, e falou também da necessidade universal do sepultamento. É que, segundo ele, todos somos parte de um único corpo social e, a partir dele desenvolvemos nossas individualidades.

         Ou seja, pro André, no sofá, depois da novela, a sociedade não é a junção dos indivíduos. É o contrário, os indivíduos são “pedacinhos” sociais especializados. Não sei se concordo... Nem sei se entendi direito...

         Na verdade, essa dúvida que vai me motivar a perseguir o entendimento. Vou meditar, pensar, refletir e acabar formando minha Fé. Mas não aquela que representa o descanso mental! Não, pelo contrário! A Fé que representa o esforço de ir, pedra por pedra, construindo meu templo.

         Fé é esforço, pessoal!

         É o esforço da Liberdade! Sabe, aquele comichão que faz a gente se mexer, buscar, trabalhar? Essa é a Fé!

         Fé não é aquela acomodação boba. Não é ficar deitado em berço esplêndido. Fé é Liberdade, é Disciplina!

         E agora a gente tá aqui na estrada... Sol... Johny Cash tocando... Essa é a Felicidade!

         Essa é a Fé!

André Naves
Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social e em Economia Política.
www.andrenaves.com
Instagram: @andrenaves.def

 


Acontece: Democracia em risco

 

Por Juliana Rehfeld

12/02/2026


Esta semana foi quente no clima, em notícias e comentários, apesar das olimpíadas de inverno invadirem nosso verão brasileiro…

Os incêndios na Patagônia, a situação de iminentes ataques ao Irã, discussões sobre atentado ucraniano contra ministro russo, etc... mas culminou com as muitas reações às gravações do caso Jeffrey Epstein, e particularmente pelos absurdos ataques antissemitas nisso tudo! 

A mídia teve um prato cheio neste material mas faltou análise crítica sobre abusos jornalísticos delirantes que repetem slogans velhos e gastos falando em conspirações…

Não quero dar voz aqui aos absurdos publicados mas, sim, às críticas.

Eu tenho críticas severas ao movimento Judeus e Judias pela Democracia (D), críticas a sua própria existência pois acho que ao se darem este nome jogam para fora deste apoio todos os demais judeus… e judias… Acham que excluem alguns mas estão errados e certamente dão a errada munição aos inimigos: “vejam, entre os, de maneira geral, odiosos judeus há alguns que se salvam!” Minha opinião é a de que no nome do movimento falta o verbo SER - judeus e judias SÃO pela democracia, até pela própria interpretação liberal da Torá, que nós do Eshtamid, entre tantos outros, fazemos.

Mas aqui quero colocar o link de um artigo que o movimento, ou parte das mulheres desse movimento, publicou na mídia em resposta a estas demonstrações antissemitas. O artigo se chama Democracia em Risco, e o subtítulo é “O antissemitismo revela uma capacidade singular de atravessar campos políticos distintos e de se adaptar a diferentes linguagens ideológicas. Ele se mantém como estrutura explicativa em cenários marcados pela deterioração do espaço público, pela perda de confiança nas instituições e pela crise da imaginação democrática”. 

O artigo expressa minha visão, por isso o publico aqui. 

Não há muitas manifestações desse calibre na mídia, sobretudo na brasileira, o que mostra quão longo é o caminho do combate a esse antissemitismo e da informação.

Shabat Shalom

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

VOCÊ SABIA? - Kiryat Shmona

 Por Itanira Heineberg

10/02/2026


'Nós voltamos, mas a cidade não': moradores de cidade fronteiriça no norte do país alertam para o risco de colapso após a guerra.


Kiryat Shmona após o fatídico e destruidor 7 de outubro de 2023

Você Sabia que meses após a expulsão dos terroristas, os moradores de Kiryat Shmona dizem que a cidade está vazia, os comércios estão fechando e os serviços essenciais estão falhando? E que, sem um plano de recuperação claro do governo, os moradores temem que Kiryat Shmona desapareça para sempre?

Mas em Israel, um país sempre na vanguarda de ajudar o mundo em suas tragédias, o socorro nunca tarda.

Então aqui vem a melhor pergunta para esta página:

Você Sabia que a breve criação de uma Universidade na região será em 2026 um passo importante na reabilitação e fortalecimento de Kiryat Shmona?



Israel aprovou a Universidade de Kiryat Shmona, a primeira nova universidade da Galileia em décadas.

A antiga Faculdade Acadêmica de Tel Hai se tornará universidade em 2026-27, com um investimento de 570 milhões de shekels, novos programas de doutorado, uma faculdade de engenharia e uma escola de veterinária. Os líderes consideram a iniciativa um motor para a recuperação e o crescimento do Norte.

Como é possivel repovoar o norte de Israel com jovens que desejam criar um futuro promissor? A resposta é simples... Anexando a uma excelente escola de nível médio uma Universidade. E com este espírito foi aprovada a Universidade do Galil. O orçamento é de 570 milhões de shekels e oferece programas de doutorado, faculdades de Inteligência Artificial Engenharia, e Veterinária.

 

A auspiciosa medida surge em meio a protestos de moradores de Kiryat Shmona — que retornaram à cidade após a Guerra das Espadas de Ferro — devido ao abandono e à falta de apoio governamental .

 

O Conselho para o Ensino Superior (CHE) aprovou oficialmente  a transformação do Colégio Acadêmico de Tel-Hai na Universidade de Kiryat Shmona, na Galileia. O reconhecimento da instituição como universidade entrará em vigor no ano letivo de 2026-2027, marcando 20 anos desde que o governo decidiu pela primeira vez criar uma universidade na Galileia.

O Tel-Hai College foi fundado em 1957 como uma faculdade regional e reconhecido como instituição acadêmica em 1997. A decisão do governo de elevar a instituição ao status de universidade foi tomada originalmente em 2005, quando Ariel Sharon era primeiro-ministro.

“Desde o início, determinei que a universidade seria parte integrante da cidade e serviria como um pilar para o crescimento, a renovação e o fortalecimento de sua resiliência social", disse ele. "Assim, a transferência do Campus Leste de Tel-Hai para a jurisdição de Kiryat Shmona foi concluída, e ficou definido que todos os futuros prédios da universidade serão localizados dentro da própria cidade. A Universidade de Kiryat Shmona será uma alavanca para o desenvolvimento regional e criará um futuro acadêmico e econômico para a juventude do Norte, mantendo, ao mesmo tempo, um alto padrão de qualidade acadêmica.

O professor Ami Moyal, presidente do Comitê de Planejamento e Orçamento, acrescentou: “A criação de uma universidade sólida em Kiryat Shmona é uma iniciativa de planejamento e orçamento de importância nacional. Espera-se que uma instituição acadêmica de pesquisa no norte sirva como motor de crescimento socioeconômico, fortaleça a resiliência da região por meio de pesquisa aplicada conectada às necessidades locais e amplie as oportunidades de mobilidade social para os jovens da Galileia e do Norte.”

"Este é um evento histórico, fruto da estreita cooperação entre o Conselho para o Ensino Superior — liderado pelo Ministro da Educação e Presidente do CHE, Yoav Kisch — juntamente com o Comitê de Planejamento e Orçamento, a Administração Momentum e a Divisão de Orçamento do Ministério das Finanças — uma parceria que possibilita um planejamento responsável, financiamento dedicado e desenvolvimento faseado de uma universidade que terá um impacto a longo prazo na região e em todo o sistema acadêmico."




Após quase dois anos de guerra, evacuação e ensino remoto, 4.800 estudantes retornaram ao campus, trazendo vida e energia de volta aos campi de Tel-Hai.


Repovoando a Galileia em 2026.





FONTES:

https://www.ynetnews.com/article/rytigfth11e

https://www.facebook.com/telhai.col/

bras-il.com/nova-universidade-sera-criada-na-galileia/?srsltid=AfmBOopVOfOOld3LPuwaqO9iKdh3pcYVhjCNMbJFz7w03qV4GR5RsFf4

https://www.telhai.ac.il/en


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Refletindo sobre "Os Tempos"

Por Regina P. Markus

05/02/2026



Esta semana comemoramos Tu B'Shvat (15 de Shvat), o Ano Novo das Árvores. Esta data no calendário judaico é citada na Mishná (Tratado Rosh Hahaná 1:1). É um momento em que se contam os anos para os dízimos dos frutos e as leis que proíbem de comer frutos nos três primeiros anos de produção de uma árvore. Por que esperar 3 anos antes de colher os frutos? Assim como nós humanos, as árvores precisam desenvolver mecanismos de defesa quando uma parte do corpo é cortada. Qualquer um que já seguiu o desenvolvimento de uma árvore percebeu que leva vários anos para que frutos comecem a ser produzidos. E se estes forem colhidos assim que aparecerem, surge uma seiva no local de retirada. Parece que a árvore está sangrando. Anos depois, o fruto pode ser colhido sem nenhuma manifestação da árvore. É o sistema de coagulação sendo desenvolvido. Assim como em humanos, leva anos!

Consultando a IA, temos a informação clássica de que a Mishná, compilação das leis orais, foi escrita no ano 200 da Era Comum (E.C.) pelo Rabino Yehudá haNassi. É formada por seis volumes, conhecidos como ordens, e é a base do Talmud. Cada livro dedica-se a um aspecto das regras do judaísmo: (1) leis agrícolas e orações; (2) Shabat e feriados; (3) casamento, divórcio e contratos; (4) leis civis e penais; (5) doações e Templo; (6) leis de pureza e rituais. Poderia também ter apenas escrito com o que estudamos nas escolas judaicas, mas fica o registro do conhecimento universal do sistema.

Plantar árvores, comer refeições saudáveis e apresentar lindos arranjos de frutas e vegetais para que todos, inclusive as crianças, apreciem estes alimentos é uma antiga tradição. E fica sempre o destaque que estas regras não entram nas leis de cashrut, apresentadas no livro 6, porque devem pertencer a toda a humanidade. 

Ao ler com mais cuidado a Torá, encontramos em Dvarim (Deuteronômio 8:7-9) as seguintes palavras "Porque o Eterno, teu D'us, te traz a uma boa terra... terra de trigo e cevada, de figueira e de romeira; terra de oliveira que dá azeite, e de tamareira. E seguindo a leitura, encontramos as regras do plantio e da colheita e entre elas a regra do Sétimo Ano "Shemitá" no qual a terra deve descansar.

7 espécies - Shivat Haminin

Aqui, faço um retorno aos nossos dias, com o olhar voltado para Eretz Israel. 

O dia 7 de outubro de 2023 entrou para a história do 3º Estado de Israel como um momento de grande vulnerabilidade. Uma invasão feita pelo Hamas a partir de pessoas que já estavam dentro de Israel e aquelas que vieram da Faixa de Gaza. Kibutzim, moshavim e cidades foram invadidos. E também entraram no Festival Nova. Nova é um festival de música que reúne fãs do mundo inteiro. No verão de 2023 este festival ocorreu em Israel. Aquele foi um dia em que atrocidades foram cometidas e reféns foram levados de Israel. Os cidadãos israelenses após o choque inicial reagiram de forma a acolher os sobreviventes, deslocar pessoas para lugares seguros e muito mais. 

A seguir vieram os ataques do Hezbollah, da Jirad Islâmica e dos Houtis. Combater as várias frentes, prover vida segura aos atingidos. Iniciar reconstrução e desenhar um futuro que superasse estes momentos foi de grande importância. Paralelamente, era necessário recuperar os vivos e os mortos de todas as nacionalidades que haviam sido levados para Gaza. "Bring Them Home" foi um mote nacional e internacional. Uniu judeus e justos de todo o planeta. Finalmente, no dia 26 de janeiro de 2026, após 843 dias, os restos mortais de Ran Givili Z'L foram recuperados pelo Exército de Defesa de Israel (IDF). Encerra-se um capítulo da história.

O Irã, governado por ayatolás desde 1979, declarado inimigo de Israel, atacou com drones de longa distância durante 12 dias (12 a 24 de junho de 2025). A maioria dos drones foi abatida antes de chegar em território israelense. Os danos materiais que ocorreram foram importantes, mas minimizados pela capacidade de defesa. 

Chegamos então ao período em que comemoramos a volta de todos os reféns, inclusive de dois que estiveram em Gaza desde 2014. Mas ainda há a ameaça do Irã continuar atacando. 

E como chegarmos à PAZ? Na última reunião do Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos, Suíça, concentrada no tema "Um Espírito de Diálogo", o presidente dos EUA, Donald Trump, oficializou a criação do Conselho da Paz, um órgão internacional desenhado para supervisionar a reconstrução e a segurança da Faixa de Gaza e as fronteiras israelenses e egípcias. Na oportunidade Jared Kushner apresentou um projeto de longo prazo para reconstrução de Gaza. A grande imprensa focou na proposta de construção de uma infraestrutura hoteleira de alto luxo para dar sustentabilidade econômica, aproveitando as belezas naturais da região. Destaco aqui que a linha do tempo para a reconstrução inicia-se com a construção de habitações, escolas, hospitais e equipamentos sociais e de recreação nas áreas em que o Hamas não mais atua. Assim, inicialmente é proposto criar condições de vida e reativar a agricultura local para prover autosustentabilidade básica. É importante lembrar que esta zona era o pomar de Israel antes de 2005, quando lá habitavam árabes e judeus. Oxalá, estes projetos possam ser discutidos e implementados de forma harmônica, permitindo que as populações possam ter uma vida livre do ódio fomentado.

O FUTURO

Ao chegar em Israel pelo Aeroporto Ben Gurion, vemos fotos aclamando a vida dos que voltaram. Recuperação, família, integração! Estas são palavras do momento.

Israel está sendo integrado na sociedade e as comunidades judaicas ao redor do mundo encontrando os pontos de união com a sociedade israelense. 

Fica cada dia mais evidente que a sociedade israelense é formada por várias etnias. Algo que salta aos olhos é a quantidade de judeus israelenses de todas as idades que estão aprendendo árabe. Tive a oportunidade de interagir com árabes israelenses que estavam muito orgulhosos de ver seu idioma sendo entendido e apreciado por pessoas do dia a dia. 

Israel continuará sendo um "melting pot". Um conglomerado de pessoas que mantém a sua própria identidade ao mesmo tempo que ganham pertencimento em uma nação que sabe ser um diferencial na humanidade.

Ser um povo entre as nações é uma característica antiga do Povo Judeu. Ser uma nação que congrega povos é uma forma nova de encarar o único Estado Judeu no mundo. 


Le Dor va Dor - de geração em geração


Boa Semana!








quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Iachad (juntos - יחד) - por André Naves: Roda viva

 



        "Shabat Shalom"!

Hora do descanso!

Desligo o computador. Vejo meu próprio rosto refletido na tela escura... É hora...

Vou feliz até a sala. Ligo o som. “Marcïa Baila”, dos “Les Rita Matsuoko”. Ana Rosa sorri e dança. O jantarzinho especial já perfuma o ar. Vamos acender as velas? A Luz dança...  Fé demais não cheira bem... Nem de menos... Ela tem sua medida... Não é um incêndio! É uma prática de constância.

Sentamos. Vamos pro sofá. Eu confesso, sem a menor culpa intelectual, que sou noveleiro. Ligo no Plin-Plin. "Coração Acelerado". Acompanho os desencontros de Agrado Garcia e João Raul. Me divirto, torço, julgo.

Fico pensando no "Vale a Pena Ver de Novo". Por que reprisamos histórias cujos finais já conhecemos? Talvez porque a vida exige a repetição para que a alma finalmente enxergue o que os olhos apenas viram.

Na primeira vez que tomamos conhecimento de qualquer coisa, nosso coração ainda é duro. É pedra bruta, gritando de imediato, sem nem pensar, quem é o vilão e quem é o herói. Somos juízes implacáveis das circunstâncias alheias. Mas o tempo... ah, o tempo é o grande alquimista.

Daqui a alguns anos, ao rever a mesma cena, o vilão de hoje poderá me parecer um herói debochado... Talvez uma alma ferida. O erro imperdoável da Odete Roitman talvez seja só uma gracinha fora de hora. A repetição tira nossa armadura, sabe aquela arrogância?

A Natureza também é sábia pra quem quer enxergar: o Sol nasce todo dia, as estações giram em círculos... Se engana quem pensa que seja falta de criatividade do Criador. É paciência com a criatura!

D'us repete a lição até que a aprendamos.

Às vezes, a gente se assusta com novidade... Sabe como é, né? No escuro, todos os gatos são pardos... Daí, a gente que não entende vai lá e reclama! A vida é assim... Parece uma prosa concreta. Pedra da realidade. Mundão áspero, injusto. Mas só depois, quando a gente cai em si, olha para trás no retrovisor dourado da memória, é que a gente se reconcilia.

É nessa hora que a festança começa!

É aí que a gente CONCORDA!

Vamos pensar, juntos, na palavra CONCORDAR?

É cum (com) + cordis (coração). Concordar é colocar os corações juntos. É alinhar o compasso do meu peito com o ritmo da existência. É ser harmonia na realidade.

Quando a nossa juventude é uma tempestade impetuosa, a gente só quer que a realidade concorde conosco. Depois que o mundo gira e o outono d´alma vem, aprendemos a concordar com a vida. Enxergamos Unidos. Fazemos uma sociedade com D'us, aceitando que Ele é o Roteirista e nós, atores que, aos poucos, compreendem a complexidade da trama.

O Tempo, dizem, gasta as coisas... Tem caboclo que até fala na traça do tempo... Na poeira da memória! Coisa de mané incauto! Eu prefiro dizer que o tempo amarela, doura! É o amarelo que transforma tudo em ouro! Tempo é o Midas que deu certo!

Ele vai lá e arredonda as quinas cortantes das nossas certezas. Ele derrete a cera dos nossos ouvidos e abranda a dureza do nosso coração, transformando a pedra da lei na carne da compaixão.

Aqui, vendo a novela abraçadinho com a Ana, posso afirmar: a repetição é polimento. A gente “revive” a mesma cena, “ressente” a mesma dor, “rerri” da mesma piada, até que um dia, num estalinho, a gente não apenas vê a circunstância.... A gente enxerga...

E concorda!

André Naves
Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social e em Economia Política.
www.andrenaves.com
Instagram: @andrenaves.def

 

        

ACONTECE: Coincidências

 

Por Juliana Rehfeld

Esta semana, coincidências. Isso, em uma história de mais de 5700 anos, não é tão difícil assim de acontecer… 

Em 27/jan - dia da lembrança do Holocausto - celebramos 81 anos da libertação do complexo de concentração e extermínio Auschwitz-Birkenau pelo exército “vermelho” (ucranianos!) revelando à humanidade quão desumano foi este período, até onde a desumanidade da humanidade pode chegar… embora este não tenha sido o primeiro campo libertado e relatos de violência extrema e abundante tivessem surgido nas notícias, foi a entrada neste complexo que trouxe a concretude da “fábrica de matança” nazista, “foi o ponto de virada moral e histórico, quando a negação deixou de ser plausível”. Trouxe imagens que, mesmo já repetidamente expostas desde então em prosa e vídeo, mais nos assombravam até hoje… ou, corrigindo, até 7 de outubro de 2023, quando eventos mais horríveis ainda foram filmados e exibidos com orgulho pelo Hamas.

Na véspera, em 26/jan, o último corpo de um refém israelense mantido em Gaza, identificado como o primeiro-sargento Ran Gvili, foi recuperado pelas Forças de Defesa de Israel e trazido de volta. Acabou uma guerra, encerramos um processo de luta que, no entanto, nunca terminará…

As datas ficam marcadas como fechamento de um pesadelo mas o luto, a dor da perda, nunca terminará. O assombro em relação ao que o ser humano é capaz de fazer persiste mas nos unimos, nós que somos parte desta história, por herança ou empatia, ou simplesmente consciência, e dizemos Nunca Mais! E por um tempo, acreditamos nisso!




Penso no que ambas as datas trazem com força que é o resgate de corpos. É fundamental, para todas as culturas, mas sobretudo para a judaica, concretizar estas mortes e resgatar os corpos. E assim honrar a vida dos mortos. No Holocausto isso evidentemente não foi possível, pela quantidade e pelo método das câmaras de gás e cremação, e isso foi tratado de modo magistral na construção desde 1953 do Museu Yad Vashem, no Monte da Recordação em Jerusalém. Há uma torre de 21 metros de altura lembrando as chaminés mas uma claraboia no alto faz entrar a luz que simboliza a teimosa esperança de que Nunca Mais. E uma pira eterna (Esh Tamid) localizada no centro da Sala da Memória queima em memória das vítimas do Holocausto. A pira eterna é sempre usada para simbolizar a eterna presença de Deus. E muitos se perguntam se ele estava presente no Holocausto enquanto muitos se perguntam onde estava o homem…




O museu e seu nome são uma belíssima e comovente tradução arquitetônica moderna de um versículo bíblico, Isaías. 56.5 - 

‎וְנָתַתִּי לָהֶם בְּבֵיתִי וּבְחֹמֹתַי יָד וָשֵׁם טוֹב מִבָּנִים וּמִבָּנוֹת שֵׁם עוֹלָם אֶתֶּן־לוֹ אֲשֶׁר לֹא יִכָּרֵת

Venatatti lahem beveti uvchomotay yad vashem tov mibanim umivanot shem olam etten-lo asher lo yikkaret.

“Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará." 

Nunca apagaremos o nome de quem foi morto no genocídio nazista, ou na barbárie de 7 de outubro e sua sequência.

Resgatar os corpos concretiza o “ninguém será deixado para trás”, que é uma obrigação moral, religiosa e nacional. O resgate de reféns é mandamento religioso (Pidyon Shvuyim), um enterro digno é dever sagrado (Kavod HaMet). Por isso para Israel, trocas desproporcionais são aceitáveis e há grande pressão pública por cada indivíduo. 

O corpo não é um objeto descartável. Ele foi a “morada” de uma vida, de uma história, de uma neshamá.

Resgatar o corpo é afirmar: essa pessoa importa, até o fim.

Enterrar permite à família fazer shivá - os sete dias de despedida por toda a família, com a presença da comunidade, fazendo um fechamento, uma “cura” da dor com apoio da comunidade. 

Então, resgatar o corpo de reféns mortos não é só um ato religioso ou político — é um ato civilizatório.

É afirmar que mesmo diante da barbárie, há limites que não aceitamos cruzar.




Em 26/jan o país inteiro acompanhou o caminho do caixão de Ran Gvili, que tinha só 24 anos e morreu em combate no próprio dia 7/outubro/23, desde a entrada a partir de Gaza até sua cidade onde foi enterrado. E o presidente Herzog pediu perdão à família, e às demais famílias de reféns e de mortos no fatídico dia 7 porque o governo não conseguiu protegê-los e mantê-los vivos. Netanyahu rezou o “Sheheianu”, celebrando que chegamos vivos para ver este “momento de fechamento”... ele que é formalmente acusado por muitos como o grande responsável pelo não preparo contra o ataque, pela demora e o fracasso nas negociações e no resultado final - vide vídeo de uma acusação formal na Knesset. 

Se para nós - envolvidos na história por herança, empatia ou simplesmente consciência - libertar campos e resgatar corpos concretiza a violência que o povo judeu tem sofrido na modernidade, isso ainda não parece suficiente para uma opinião pública honesta, forjada por uma imprensa, ou mídia, perversa por desinformação,  omissão e irresponsabilidade. E esta é a pior das coincidências… coincidem e se empilham os danos à verdade cometidos por essa mídia. 

Ainda há meios de comunicação que põem em dúvida os fatos de 7 de outubro, ou que os minimizam em relação à resposta de Israel em Gaza. E há importantes meios de comunicação que foram esta semana incapazes de dizer que seis milhões de mortos no Holocausto eram judeus, disseram que eram pessoas, omitindo a principal razão por aquilo ter sido um genocídio, e ainda desinformando que de fato houve muitos mais mortos do que os seis milhões… 

E onde estão as multidões que protestaram contra os ataques a civis palestinos em Gaza - por um exército em resposta a um atentado bárbaro e em cuidados busca por reféns - onde estão eles e elas quando o governo iraniano incentiva atirar na sua própria população que protesta por direitos de expressão e melhores condições de vida? Algumas informações mencionam 30 mil civis mortos! O silêncio das mídias e dos protetores dos direitos humanos está ensurdecedor. 

E penso que nada mudará enquanto não esperarmos as tragédias acontecerem para aí perguntarmos onde estava Deus? Desinformação, omissão e silêncios seletivos são claros sinais de perseguição e desrespeito, racismo mesmo. E onde estão os homens, onde estamos nós, que não vemos e ouvimos estes sinais? E se os percebemos, o que fazemos com isso? É fundamental observar, vigiar e ao perceber, “botar a boca no trombone”! Há muitos veículos e instrumentos para isso. Vamos usar! 

Shabat Shalom