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quinta-feira, 16 de julho de 2026

ACONTECE: Mês de AV – o bom e o bem superando ontem e HOJE

 

ACONTECE: Mês de AV – o bom e o bem superando ontem e HOJE

Por Regina P. Markus

2 de Av

16/07/2026

 

Posse dos Kadis – Tribunal da Sharia - Israel


Inicio o texto desta semana no dia 15 de julho, dia 1 de Av. O quinto mês do calendário religioso e o penúltimo mês do calendário civil. Mês de grandes transformações de alertas. Um período que exalta a transmutação de grandes problemas em estopins de importantes legados. Em 2026, como ao longo da história milenar do Povo Judeu, encontramos exemplos fantásticos. É imperativo abrir as portas do mês de Av com cuidado e com esperança no coração. Reverenciar o passado e criar os caminhos para um legado que acompanha gerações. Transmutar dor em alegria sem apagar a memória do passado é a fórmula que transforma o 8 em ¥ (infinito).

A cidade de Bucaramanga na Colômbia hospedou a 56ª Olimpíada Internacional de Física (IPhO). Jovens brilhantes de todo o mundo tiveram oportunidade de apresentar seus trabalhos. Ruth Kozlovsky, medalha de ouro 🥇 na Classificação Geral Individual é uma estudante do 10o ano de Tel Aviv, o que no Brasil corresponderia ao 2o ano do ensino médio, alunos entre 15 e 16 anos. Todos os participantes da equipe israelense receberam medalhas. Os participantes Noam Fleisig, Ahiya Kalner, Eitan Rotman e Elad Agmon receberam medalhas de prata.

Os estudantes brasileiros também mereceram destaques especiais. Bruno Machado Feltran recebeu medalha de ouro 🥇. Henrique Naoto Kojima de prata🥈 , Arthur Spuri, Davi Tolomelli e Lucas de bronze 🥉.

Superação de histórias individuais e muita dedicação pavimenta o caminho destes jovens. Conhecimento disruptivo pavimenta a humanidade.


No photo description available.

Delegação Israelense


Valores individuais que motem movimentar o coletivo é um olhar importante neste mês de Av. Admitir as diferenças e individualidades somam no perfil coletivo. Desde 7 de outubro de 2023 o mundo presencia diferentes fases de ataques à soberania de Israel. As reações negativas ao único país judeu são frequentes. Olhar Israel como um país que segrega tem sido uma tônica. Espelhar sentimentos próprios e transformá-los em problemas coletivos é uma característica básica do ser humano. Aprender a superar este difícil diálogo entre o Eu e o Você requer fatos.

Ao encerrar o mês de Tamuz vivemos um exemplo maravilhoso!

O Presidente de Israel, Isaac Herzog, deu posse a Rula Maslha-Zahalka, junto com outros quatro juízes de direito islâmico (kadis) no tribunal da Sharia em Jerusalém. A cerimônia oficial ocorreu na residência do presidente em Jerusalém. Esta cerimônia vem ocorrendo de forma ininterrupta desde 1948, quando da fundação do Estado de Israel. A juíza assume a corte na jurisdição de Jerusalém. Esta jurisdição foi criada junto com o Estado Judeu. Ao pesquisar na AI utilizando diferentes tipos de entrada, posso perceber que a notícia é divulgada tanto nas mídias israelenses quanto nas mídias árabes. Este tribunal julga causas civis dentro do mundo mulçumano em Israel. Um excelente exemplo de que, para atender o coletivo, é preciso satisfazer o individual. Algo que é aprendido desde os tempos bíblicos pelo povo judeu.

 

Al Arabia – Juíza de Direito Islâmico recebendo diploma de posse do Presidente de Israel


Uma outra notícia da semana que merece destaque: 🏆 Pelo segundo ano consecutivo, a WIZO recebeu a classificação ‘Platinum Plus’, a mais alta possível no Índice ESG (‘environmental, social and governance’) Maala, de Israel.” O prêmio é oferecido pela Bolsa de Valores de Tel Aviv. A CEO da WIZO, Marsel Asulim, informou que atendem cerca de 70.000 pessoas em Israel e contam com 6.000 colaboradoras e 2.400 voluntários.

A evolução da guerra no oriente médio também ganhou novas nuances com a chegada do mês de Av. O grande foco agora é o estreito de Ormuz e a relação entre o Irã e os países que são banhados pelas águas do Golfo Pérsico. Há uma evolução contínua e inesperada. Israel não tem sido alvo direto de objetos voadores, e a população e visitantes podem circular à noite. A Macabiá ocorreu de forma maravilhosa, mostrando o que podemos fazer em tempos de paz!

E vamos nós para a história, começando no dia 9 de Av e seguindo para o dia 15 de Av.

Dia 9 é o dia em que muitos eventos ligados a sofrimento ocorreram ao longo da história e é o dia que encerra um período de memórias difíceis. Acaba com um grito de alegria, preparando o povo para chegar ao dia 15 de Av – dia em que matrimônios e encontros amorosos são celebrados.

Desejo a todos um Shabat Shalom e uma leitura reflexiva da primeira parashat do livro de Dvarim (fala, palavras, discurso) no qual Moshé relata os 40 anos do deserto.

Viver a história é criar um legado. Criar legados que unem gerações é a base da sobrevivência e da vivência do Povo Judeu.

Shabat Shalom e Boa Semana.

Regina.

 

Agradeço a Ju, Ita e Marcela pelas dicas!


Abaixo copiei lista de eventos diretamente da IA Google Chrome. Pode ser completada e comentada!

 

Antiguidade e Destruição dos Templos

·         O Pecado dos Espiões (1312 AEC): De acordo com a tradição bíblica, os espiões enviados por Moisés retornaram com um relatório desanimador sobre a Terra Prometida, fazendo o povo chorar sem motivo; Deus decretou que aquela geração morraria no deserto.

·         Destruição do Primeiro Templo (586 AEC): O exército babilônico liderado por Nabucodonosor destruiu o Templo de Salomão, incendiando Jerusalém e enviando os judeus para o exílio na Babilônia.

·         Destruição do Segundo Templo (70 AEC): As legiões romanas comandadas por Tito destruíram o Segundo Templo, resultando na morte de mais de um milhão de judeus e iniciando a Grande Dispersão (Diáspora).

·         Queda de Betar (135 AEC): O último reduto da revolta de Bar Kochba contra o Império Romano foi esmagado, resultando no massacre de mais de 500 mil judeus e no fim da soberania judaica por séculos.

·         Arada de Jerusalém (136 AEC): O comandante romano Turnus Rufus mandou arar o terreno do Monte do Templo e reconstruiu a cidade como a colônia pagã de Aelia Capitolina, proibindo a entrada de judeus. [1]

 

Perseguições na Idade Média e Moderna

·         Expulsão da Inglaterra (1290): O rei Eduardo I assinou o Edito de Expulsão, forçando todos os judeus a deixarem o país permanentemente.

·         Expulsão da Espanha (1492): Terminou o prazo do Decreto de Alhambra, emitido pelos Reis Católicos, obrigando os judeus que não se converteram ao catolicismo a abandonar o território espanhol.

Século XX e Holocausto

·         Início da Primeira Guerra Mundial (1914): A Alemanha declarou guerra à Rússia no dia 1º de agosto de 1914 (que coincidiu com o 9 de Av), iniciando o conflito que desestabilizou comunidades judaicas europeias e preparou o cenário para a Segunda Guerra Mundial.

·           Deportações do Gueto de Varsóvia (1942): No dia anterior a Tisha B'Av, os nazistas iniciaram a deportação em massa de judeus do Gueto de Varsóvia para o campo de extermínio de Treblinka.

·           Atentado à AMIA (1994): O centro comunitário judaico em Buenos Aires foi alvo de um carro-bomba, matando 85 pessoas e ferindo centenas.

 

Século XXI – lista produzida à parte, informam eventos que podem não ser considerados tragédia pelo mundo, mas marcam fatos que mudaram a história de Israel.

 

·         Evacuação forçada de cerca de 8.600 israelenses que viviam no bloco de assentamentos de Gush Katif, na Faixa de Gaza, começou oficialmente em 15 de agosto de 2005, exatamente no dia seguinte ao término do jejum de 9 de Av (que naquele ano caiu em 14 de agosto).

·         Rezar no Monte do Templo no dia 9 de Av foi transformado em um evento político, porque ativistas árabes impedem a aproximação. Vamos observar o que acontecerá este ano!!!

quinta-feira, 9 de julho de 2026

ACONTECE: A semana - eleições, Copa e percepções

 

Por Juliana Rehfeld



A semana de Israel foi marcada por três tendências centrais: a Campanha eleitoral cada vez mais intensa, mas sem um favorito claro para formar a próxima coalizão; a continuação da guerra em Gaza e da pressão militar contra o Hezbollah, porém com menor intensidade no norte e a sociedade focada nos reféns; na investigação do 7 de outubro e no debate sobre o serviço militar dos haredim, temas que provavelmente definirão a eleição.  Inevitavelmente, mais do mesmo.

Fora de Israel, também mais do mesmo, a semana foi marcada por debates sobre antissemitismo, segurança das comunidades judaicas e divisões políticas, especialmente na América do Norte e na Europa.

Nos Estados Unidos ocorreu a divulgação de uma pesquisa nacional mostrando um sentimento crescente de isolamento político entre os judeus americanos. Os principais resultados incluem:

* 63% consideram o antissemitismo um problema sério nos EUA;

* A maioria afirma não se sentir adequadamente representada por nenhum dos dois grandes partidos;

* O apoio a Israel continua importante para muitos judeus americanos, mas há diferenças marcantes entre religiosos e seculares e entre diferentes gerações.

Também chamou atenção a preparação de manifestações em Nova York contra a visita do ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

Na Austrália, a enviada especial do governo para o combate ao antissemitismo voltou a defender maior fiscalização da cobertura jornalística sobre Israel nas emissoras públicas, reacendendo, é claro, o debate sobre liberdade de imprensa e discurso de ódio. 

Saio da semana porque quero relembrar a abrangente pesquisa feita exatamente um ano atrás, em julho de 2025, pelo IBI - Instituto Brasil Israel - sobre a percepção dos brasileiros sobre judeus, judaísmo e Israel, que mostrou que o conhecimento médio dos brasileiros sobre judaísmo e Oriente Médio é limitado. O levantamento apontou cinco conclusões centrais:

1. A maioria dos brasileiros não possui conhecimento aprofundado sobre judaísmo ou sobre o conflito israelense-palestino;

2. Muitos não diferenciam judeus, Israel, sionismo e governo israelense;

3. A opinião pública é mais moderada do que o debate nas redes sociais faz parecer;

4. É possível, para uma parcela significativa dos entrevistados, reconhecer o direito de Israel à autodefesa e, ao mesmo tempo, criticar aspectos de sua atuação militar;

5. A qualidade da informação disponível ao público é um fator importante para a formação dessas percepções.

Deixo aqui o acesso a esta pesquisa, na página oficial do seu lançamento (Instituto Brasil-Israel), que reúne a descrição do estudo e os links para download: Instituto Brasil-Israel – Pesquisa "Percepções e narrativas da população brasileira sobre os judeus, o Estado de Israel e o conflito entre Israel e Hamas".

E voltando à semana, falando do principal evento global que continuou esta semana, a Copa do Mundo de Futebol, demos a informação de que o único jogador judeu a participar da seleção dos Estados Unidos foi Matt Turner, goleiro americano. Descobrimos também, nos últimos dias, o jogador Gilson Benchimol - de Cabo Verde, cujo sobrenome indica provável descendência de judeus marroquinos que se estabeleceram em Cabo Verde no século XIX . Mas ele, que joga no FC Akron Tolyatti (ou Akron Togliatti), clube da Premier League Russa, a primeira divisão do futebol da Rússia, não forneceu nenhuma evidência de sua identificação com o judaísmo.

Por fim quero comentar o que só vi esta semana, a positiva reação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, às manifestações pró-Palestina com que foi recebida - ou quase barrada - a delegação israelense que veio ajudar no resgate de vítimas do terremoto. Ela reforçou que numa hora de tragédia e emergência, é mais importante a humanidade do que qualquer posição política. Postamos aqui um vídeo sobre isso, e torço para que esta opinião seja cada vez mais frequente.

Shabat Shalom

Iachad (juntos - יחד) - por André Naves: Imagina na Copa!

 

Imagina na Copa!

Tô aqui de volta! Que honra. Escrever para o Iachad é a minha alegria. Sabe um drible? Um gol? É minha obra. Ouço bem, tintim por tintim, tudo o que é falado nos nossos encontros. Estudo bastante. Reflito mais ainda. Quando vejo, zaz! Ela tá lá: minha crônica, minhas palavras... Meus pensamentos no “papel”! Sou feliz com isso... Contente!

Mas hoje... Honestidade, mesmo? Tá difícil escrever... Meus pensamentos só voltam pro mesmo lugar. É um beco sem saída. Estou preso num deserto sem bússola... Quando me dou por mim, voltei pro mesmo lugar. Perambulando em círculos... Círculos... Perdido... Deserto... Noruega, 2 a 1. A gente não perdeu. Perder é normal. Todo mundo perde! Tenho uma teoria, até: no fundo, no fundo mesmo, todo mundo gosta de perder às vezes... A vitória é mais doce quando temperada pela derrota...

Mas ontem, não! Não foi apenas uma derrota. Foi uma derrota sem dignidade. A gente desistiu de ganhar! A gente perdeu de WO mesmo estando em campo... Sem dignidade... Estrutura interior! Aquele brio que faz a gente ficar de pé mesmo depois de cada tropicão! O Brasil não caiu lutando. Caiu sem raça, sem luta!

Mas, foi o time que perdeu... Será que a gente, enquanto sociedade, comunidade, coletividade, não pode aprender nada? Só cai sem dignidade, quem não tem disciplina, quem não se esforça, quem constrói “nas coxas”... A disciplina, na medida em que gera o trabalho, é essencial ao progresso. Ela que nos livra dos vícios, das paixões...

Não tem atalho, nem conversa... Não tem choro nem vela! Não tem dom que resista à falta de treino. Nenhum talento sobrevive na preguiça. A disciplina é o que determina a Liberdade de cada um de nós — liberdade pra gente avançar, progredir, vencer e perder com dignidade.

A verdade é que perder com dignidade é uma forma de vitória. É a vitória de quem continua com Esperança quando tudo vira desesperança. É a vitória de quem olha nos olhos do adversário e sabe que, apesar de derrotado, ainda continua de pé! O Brasil de ontem não conseguiu nem isso. Perdeu em todos os sentidos... É nessas horas que eu olho pra Cabo Verde. Eles sim, perderam dignamente. Lutando! De pé! Altivos!

A vida precisa de Dignidade! De Sal! Mas, cuidado! Sal demais deixa tudo intragável! Sal demais é soberba, é presunção, é achar que o mundo deve algo pra gente! Esse exagero estraga tudo. A humildade não. Ela é o sal na medida! Quem aprende a vencer com os pés no chão, quando chega a hora, cai de pé. Quem vive de joelhos, quando tropeça, não levanta mais!

Um verdadeiro líder se preocupa com gerações. Não com o próximo jogo, não com a próxima eleição, não com o próximo contrato. Com gerações! O Brasil acumula derrotas... Humilhações... Isso não é azar, não é coincidência, não é injustiça divina. É falta de projeto. É falta de quem olhe para além do próprio umbigo.

Um líder sabe que um plano pode ser aquele plantio enfadonho e impopular, mas que traz uma colheita de glórias, vitórias e louros. Em outras palavras: a recompensa de fazer o que deve ser feito é o fato de que você fez o que devia ser feito. Não tem troféu nem aplauso! O ato justo já é, em si mesmo, sua própria recompensa. É por isso que aqueles que só fazem quando estão no palco falham quando as luzes se apagam.

O Brasil de ontem parecia um time que jogava pra câmera, não pra camisa. O Brasil queria fazer “stories”... Passou longe de fazer história! Cadê o trabalho duro, o treino sem testemunhas, a disciplina? Faça o seu melhor! Faça! Não vai ter aplauso. Não vai ter holofote. Ninguém tá olhando. Faça! Faça porque deve ser feito. Faça porque a obra é a oração do homem que trabalha. Faça porque amar a D'us não é da boca pra fora! É verbo conjugado com mãos, com pés, com suor.

Eu podia terminar aqui com algum lugar comum... Dizendo que o Brasil vai se levantar, que a esperança é a última que morre, que amanhã vai ser outro dia... Mas, não! Já passou a época da ingenuidade. A vitória só virá quando entendermos que Disciplina não é prisão — é Liberdade. A vida, como dizem, é para quem levanta...

E levanta trabalhando!

André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, Mestre em Economia Política, Comendador Cultural e autor dos livros "Caminho: A beleza é enxergar" e "Beethoven enxergou o Luar". Presidente do “Chaverim” www.chaverim.org.br

 www.andrenaves.com @andrenaves.def


quarta-feira, 1 de julho de 2026

VOCÊ SABIA? - DO HOLOCAUSTO NA LITUÂNIA PARA AS GOLEIRAS DO FUTEBOL

 

Por Itanira Heineberg


Você Sabia que o goleiro americano  Matt Turner é o único jogador judeu da seleção dos EUA na Copa do Mundo de 2026?

Este guarda-redes nascido em 24 de junho de 1994, no ano da primeira Copa da FIFA no país,  não é apenas o único judeu na seleção dos EUA, mas pode muito bem ser o único jogador judeu em todo o torneio.

Turner, natural de Nova Jersey, descobriu sua herança judaica ao encontrar os documentos de emigração de sua bisavó paterna e parte da família que os ajudou a fugir da Lituânia durante o Holocausto. A revelação permitiu que ele obtivesse um passaporte lituano, o que facilitou a busca por oportunidades no futebol europeu, e também aumentou a sua identidade judaica.

Matt e seu pai obtiveram passaportes europeus em 2020; a bisavó paterna de Turner fugiu da perseguição religiosa durante a Segunda Guerra Mundial e, com outros  judeus, emigrou da Lituânia.

 A família de seu pai é judia e anglicizou seu sobrenome de "Turnovski" para "Turner" em Ellis Island quando imigrou, enquanto a família de sua mãe é católica.


Lituânia, 1939, antes da Segunda Guerra 





Escola Hebraica de Eyshishok

Foto de estudantes e professores marcando a inauguração oficial da escola hebraica de Eyshishok, na Lituânia. Em setembro de 1941, o Einsatzkommando 3, juntamente com forças colaboradoras lituanas, realizou o massacre dos judeus de Eyshishok, assassinando a maioria dos moradores daquela cidade.



Atualmente o mundo parece esquecer o Holocausto, os horrores do 7 de Outubro de 2023, o ódio infundável aos judeus, o antissemitismo grassante no mundo atual.

A História se perpetua além do passado, Inquisição na Península Ibérica, pogroms no Leste Europeu, atentados nas ruas de Paris e em sinagogas americanas.

E aqui está Matt Turner, um jogador judeu, herói de seu time, defendendo seu país  nesta Copa de Futebol de 2026.

Até quando os crimes contra os judeus se perpetrarão e quando poderemos viver despreocupados, esquecendo quando acontecerá o novo ataque, onde, e quantos de nossos irmãos serão mortos?

O Holocausto na Lituânia resultou na destruição quase total de judeus lituanos e poloneses, que viviam em Generalbezirk Litauen do Reichskommissariat Ostland dentro da RSS da Lituânia controlada pelos nazistas.

Dos aproximadamente 210 mil judeus, estima-se que 195 mil tenham sido assassinados antes do final da Segunda Guerra Mundial, a maioria deles entre junho e dezembro de 1941.

Mais de 95% da população judaica da Lituânia foi massacrada durante os três anos de ocupação alemã – uma destruição mais completa que a de qualquer outro país afetado pelo Holocausto.

Os historiadores atribuem isto à colaboração massiva no genocídio por parte dos paramilitares locais não-judeus, embora as razões para esta colaboração ainda sejam debatidas. O Holocausto resultou na maior perda de vidas de todos os tempos em tão curto período de tempo na história da Lituânia.

Celebremos Matt Turner, um sobrevivente do Holocausto e esperemos que seu momento de glória permaneça para sua futura geração.



 Atualmente ele defende o Olympique Lyonnais e a Seleção dos Estados Unidos, sendo conhecido por sua trajetória improvável (só começou a jogar futebol aos 14 anos) até o estrelato internacional.

 

Perfil e Características

Altura: 1,91 m

Posição: Goleiro

Pé preferencial: Direito

Características: Reconhecido pela excelente envergadura, reflexos rápidos e ótima saída de bola.


Matt Turner e Weston McKennie, meio de campo, comemoram a vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai na partida do Grupo D da Copa do Mundo de 2026 no Estádio de Los Angeles, em 12 de junho de 2026.




Turner é casado com a ex- cheerleader (líder de torcida) da NFL, Ashley Herron desde 2022.

Eles têm um filho, Easton (nascido em 2022), e uma filha, Everley (nascida em 2023).

Voltemos um pouco ao esporte conhecido como futebol no Brasil.

Sempre admirei esta modalidade como uma atividade de equipe, um por todos, todos por um. Isto apesar dos comentários desonrosos que ouvia na minha infância: esporte da periferia, jogadores ignorantes, refrega de negros, gente que não quer trabalhar.

Gostava de ver os meninos de minha rua correndo apaixonadamente atrás de uma bola, que às vezes nem bola decente era! Engalfinhavam-se na conquista da pelota e no fim da disputa, voltavam para casa sorridentes, suados, comentando os melhores lances do dia, muitas vezes uns nos braços dos outros.

Ao trabalhar na Escola Graduada de São Paulo como professora, ao final do dia acadêmico, fui durante muitos anos a coach, ou técnica de futebol para meninos de 6 a 9 anos, uma vez por semana. Foi uma experiência deliciosa em companhia de minha querida colega Eloisa Pasquini, que sabia apitar melhor do que eu e com quem aprendi muito sobre as regras e pequenas regras do futebol oficial.

Uma delas, de que nunca gostei, foi o impedimento - o nada simpático Off side. Até hoje fico triste quando um belo goal é eliminado por impedimento.

E assim, recordando meus momentos de futebol, fiquei imaginando o que teria levado Turner a chegar à posição de goleiro.




Como a maioria dos meninos americanos, ele deve ter sido iniciado desde os verdes anos ao Teeball, ao baseball e ao basquete, mas só aos 14 entrou num campo de futebol, ou soccer, como o esporte é lá chamado.

A bola correndo solta no campo é ESPERANÇA!

Mas uma bola que entra vitoriosamente no gol significa tristeza, tragédia para o time que não a protegeu.

Então me ocorreu a ideia de Matt imponente, à frente de seu território, com o objetivo de não permitir que o mal, o sofrimento, o crime, entrem em sua área!

Ele ali é o defensor dos males do mundo - sua missão é não permitir que os dissabores da humanidade adentrem seu quintal.

 Uma homenagem aos seus antecedentes?

 Uma vontade de vingar o seu povo?

Uma resposta ao antissemitismo e uma barreira contra o mesmo ainda que metaforicamente?                      




ACONTECE: Os caminhos do Passado e do Futuro

Por Regina Pekelman Markus - 1/07/2026 - 16/Tamuz/5786 





O calendário judaico aponta a data de 17 de Tamuz com determinação. Muitos eventos ocorreram nesta data e nas datas vizinhas. 

No passado bíblico e mishnaico:

1 - Tempos de Moisés: é reportado como o dia em que foram quebradas as primeiras "Tábuas da Lei". Parte dos que esperavam, incomodados pela demora e incentivados por uma liderança interessada em voltar ao Egito, construiu o Bezerro de Ouro. 

2 - Cerco a Jerusalém pelos Assírios (Babilônicos): As oferendas diárias, chamadas de Tamid, foram interrompidas por falta de ovelhas. A palavra Tamid é normalmente traduzida como "eterno". Algo que se repete ao longo dos tempos e garante que muitas gerações presenciarão o mesmo fato.

3 - Tempo dos Romanos: Em 70, Tito ordenou a queda das muralhas de defesa de Jerusalém, iniciando o processo de conquista da capital do Estado Judeu.

4 - Um oficial romano chamado Apostomos queimou publicamente um rolo da Torá.

5 - Uma estátua idólatra foi colocada no recinto sagrado do Templo. 

Estes eventos estão listados no Talmud Taanit 28b. Caminhando pela estrada do tempo, encontramos outros eventos que ocorreram nesta data.

Na Idade Média, este também foi um dia negativo entre os judeus.

1242: Após uma farsa jurídica orquestrada pela Igreja Católica sob o comando do Rei Luís IX, mais tarde conhecido como São Luís, 24 carroças contendo milhares de manuscritos e volumes do Talmud foram queimados em praça pública em Paris.

Séc. XV - Início da Inquisição na Espanha (1478) e em Portugal (1496) - Os dias de jejum eram de grande perigo para os cristãos-novos. Uma interessante herança da época são as mesas com gavetas, das quais costumavam sair pratos prontos quando pessoas de fora das famílias chegavam.

Séc. XVII Em 1666, Sabbatai Tsvi causou uma comoção mundial, atraindo seguidores que viajaram até ele de toda a Europa, Ásia e África. Em um ato ousado, Zevi declarou que o dia 17 de Tamuz e o 9 de Av (seu aniversário) deixariam de ser dias de jejum e passariam a ser datas de grandes celebrações e festividades. Shabbatai Tsvi é obrigado pelo sultão otomano a converter-se ao islamismo. Há muitas lendas atrás desse nome, e as datas colaboram para os mitos.

Séc. XX - 1944: O Gueto de Kovno, na Lituânia, foi completamente destruído. Os nazistas ocuparam o Gueto, deportaram sua população, incluindo crianças, para campos de concentração e de extermínio. Queimaram e destruíram prédios para eliminar os judeus restantes. E, quando o Exército Vermelho chegou à região, encontrou cerca de 3.000 judeus. A população antes da guerra era de 40.000 adultos!

Séc. XX - 1970: O regime líbio confiscou todos os bens dos judeus que viviam no país.


2026

O Povo Judeu e o Estado de Israel adotam o conceito de que o homem é um parceiro importante na sustentação e na evolução do mundo em que vivemos. Ser parceiro é ter uma parte relevante a cumprir na construção do mundo (Tikun Olam). O Estado de Israel foi o primeiro a enviar uma equipe de resgate para a Venezuela. Equipe treinada e que já atuou em outros terremotos ao redor do mundo. Como acontece há milênios, o que importa é salvar uma vida. "Quem Salva UMA Vida Salva a Humanidade".

As comunidades judaicas no Brasil também se organizaram para participar do processo. Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará já estão dentro, e vários outros vão chegando.



E chegamos ao evento mais importante entre Pessach e 17 Tamuz - a assinatura de um documento que visa orientar o caminho a ser seguido por Israel e Líbano para chegarem a uma relação de BOA VIZINHANÇA. Estavam presentes na reunião Nada Hamadech Moawad, embaixadora do Líbano nos EUA; Yechiel Leiter, embaixador de Israel nos EUA; Marcelo Rubio, secretário de Estado dos EUA, que atuou como mediador direto e anfitrião do encontro; e Daniel Holler, conselheiro do Departamento de Estado dos EUA, que assinou o documento. O Presidente do Líbano, Joseph Aun, e o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acompanharam a reunião pela internet, sem direito a voz e voto.

O resultado foi surpreendente. Deixaram registrado que no Líbano apenas o exército oficial terá direito a posse de armas. Não serão tolerados grupos armados de cidadãos não libaneses ou de pessoas pertencentes a grupos estruturados. Todos os nomes relevantes foram mencionados. Também ficou acordado que os exércitos de Israel e Líbano estarão presentes em zonas tampão. Estas zonas foram redefinidas, de modo que haverá uma faixa importante em que cidadãos armados não serão admitidos.

Israel dará apoio logístico ao Líbano, e já se retirou de zonas que o exército libanês tem condição de assumir. 

Como disse a embaixadora Nada Hamadech Moawad, esta é uma oportunidade para que Israel e Líbano tenham uma relação de vizinhos.

No último fim de semana foram desarmadas importantes milícias e eliminados túneis que continham grande quantidade de armamentos e outros suprimentos importantes para manter o estado bélico.

Será tudo flores? Claro que não! As relações entre os EUA e a Arábia Saudita foram alteradas de forma significativa nas últimas semanas. O espaço aéreo saudita foi fechado para aviões americanos. Teremos que acompanhar o desdobramento do alinhamento entre a Arábia Saudita e o Irã.

A VIDA EM ISRAEL

Este é um tema muito difícil de tratar em poucas palavras ou de apresentar um panorama geral. Vamos fechar o ACONTECE, ACONTECENDO com o fato de HOJE.

Linhas Regulares Civis que estão operando Israel:

  • Lufthansa: Voltou a operar em 1 de julho com duas frequências diárias a partir de Frankfurt. Os voos de Munique estão programados para retornar em 1 de agosto. 
  • ITA Airways: Retomou em 1 de julho com dois voos diários partindo de Roma. 
  • airBaltic: Reiniciou, em 1 de julho, sua rota saindo de Riga, com três voos semanais. 
  • Austrian Airlines: Já havia retomado o serviço a partir de Viena no início de junho e ampliou as frequências em julho. 
  • Air Europa: Renovou suas operações diretas de Madri no final de junho. 
  • LOT Polish Airlines: Retomou as rotas para Israel em 31 de maio. 
  • Empresas do Golfo: Companhias como Etihad Airways e flydubai restabeleceram voos regulares (com restrições a voos noturnos em alguns períodos).
  • Outras operadoras internacionais: Ethiopian Airlines, Hainan Airlines, TUS Airways, Smartwings e Bluebird Airways já voltaram a voar para o destino há mais tempo.
  • Companhias israelenses: El Al, Israir e Arkia estão operando com horários ampliados. 

Entrar e sair de Israel é possível e os atletas internacionais estão lá. Inclusive os brasileiros. 25.ª Macabíada!



 


















Um dos momentos mais emocionantes foi protagonizado pelo veterano das Forças de Defesa de Israel (IDF), Evyatar Zeituni, ferido nos ataques de 7 de outubro de 2023. Ele passou a chama para o campeão paralímpico Asaf Yasur e para a judoca olímpica Inbar Lanir, que acenderam a pira juntos.

A delegação brasileira desfilou com uma pegada muito especial e todos estão encantados com o alojamento! Que tal colocarem nos comentários o que estão seguindo nas Macabíadas!

E se quiser assistir, entre na TV JUDAICA! 

E assim, vamos atravessando o dia 17 de Tamuz, passaremos por 9 de Av e chegaremos em Rosh Hashaná.

Uma sequência que, todo ano, nos surpreende, mas que, este ano, foi especialmente chocante!

Uma boa semana para todos.

Regina P Markus



quinta-feira, 25 de junho de 2026

ACONTECE: Quem fala do Paquistão?

Por Juliana Rehfeld

25/06/2026




Aqui usamos este espaço semanal para trazer informações e refletir sobre Israel e sobre judaísmo de ângulos diferentes daqueles que a “grande mídia” produz, seja porque esta não apresenta fatos a que temos acesso em fontes confiáveis porém “deixadas de lado”, seja porque as páginas oferecidas ao grande consumo  distorcem informações e/ou analisam de maneira preconceituosa assuntos judaicos. Esta é a forma pela qual acreditamos, e escolhemos há cerca de 10 anos, que melhor combate a desinformação sobre esses assuntos e o antissemitismo “por manada”, aquele fenômeno que carrega o ódio gratuito, comprado e redistribuído por pressa, falta de filtro ou falta de cuidado, tão simples e comum nos tempos de correria em que vive a maioria das pessoas.

Reproduzimos então aqui notícia e artigo que NÃO “EshTaNaMidia” ou “EshTaNaMidia” mas não deveria estar, não da forma mal intencionada ou descuidada que foi oferecida ao público. 

Hoje estão disponíveis muitas fontes mais ou menos conhecidas, com maior ou menor investimento, que “garimpam” e “separam o joio do trigo” na imprensa e em redes sociais, e buscam fatos e reflexões honestas ou mais profundas sobre aquele diminuto e jovem país que, apesar disso, é um dos assuntos diários porque “vende” ou “rende”… repete-se o bordão “No jews, no news”, sem judeus não há notícias… ou, “se inserir protesto contra Israel no mais estapafúrdio contexto, já aparecem muitos adeptos“ …

Temos exemplo de conhecido partido brasileiro que em sua plataforma condena o Estado de Israel; há veículos de comunicação, de variados portes, que carregam “quase como sobrenome” as expressões “Israel genocida ou com apartheid”… isso em diversos países países, inclusive Israel. 

O governo de Israel historicamente investiu pouco, ou mal, nessa tarefa de informar o mundo externo sobre seus pilares fundacionais, suas instituições, suas políticas sociais, sua pluralidade, sua diversidade social e política, até porque, como Estado jovem estava mais ocupado em se consolidar, em organizar sua estrutura social, política e econômica. E por isso no mundo da Diáspora Judaica - dispersão geográfica dos judeus - desde os primórdios do Estado, ou antes até da sua declaração de Independência, começou a atividade de Hasbará -  (הַסְבָּרָה, hasbará em hebraico) que significa literalmente “explicação”, “esclarecimento” ou “informação”. É o que fazemos nós hoje aqui nesse espaço. 

E essa informação é muito importante porque esta palavra, apesar de ser neutra, mesmo para muitos que dominam o hebraico, adquiriu uma conotação “qualitativa”…  opositores de Israel usam “hasbará” para se referir ao que consideram propaganda, manipulação da informação ou campanhas coordenadas de influência. NÃO É O QUE SIGNIFICA. E, embora haja muitos, demasiados, opositores, multidões desinformadas ou incautas e apressadas, não é o que quero fazer! 

O foco aqui é mostrar os fatos e as fotos de cidadãos de Israel ou judeus da diáspora que sofrem atentados terroristas que não são veiculados na mídia.  Mas eu não pinto tons de rosa onde há o vermelho do sangue de soldados e soldadas israelenses ou civis em Gaza ou Cisjordânia, derramado por guerra extensa demais, esticada por decisões políticas moralmente condenáveis, embora legais…. 

Na minha opinião, ações do atual governo, sobretudo posicionamento de ministros de extrema direita do governo atual, estão jogando no lixo décadas de Hasbará… e torna para mim mais importante e difícil explicar a diferença entre o que faço aqui como Hasbará e uma simples defesa incondicional do país… 

E neste sentido, quero ainda aqui mostrar o “dois pesos, duas medidas” da mídia e veículos de informação, o viés antissionista e na minha visão, carregado de antissemitismo dessa mídia parcial, voltar ao bordão “No jews, no news”, sem judeus não há notícias… ou, “se inserir protesto contra Israel no mais estapafúrdio contexto, já aparecem muitos adeptos“. Quem fala do Paquistão original, hoje Paquistão e Bangladesh? O ChatGPT quando consultado sobre países jovens fala espontaneamente como cito a seguir: 

Muitos países considerados “antigos” são, juridicamente, bem recentes. Por exemplo:

* Alemanha foi reunificada em 1990.

* Israel existe desde 1948.

* Índia tornou-se independente em 1947.

* Paquistão foi criado em 1947.

Na minha opinião, a resposta “Israel existe desde 1948”, distinta daquela sobre Índia e Paquistão é complicada, mas, sim, o Estado de  Israel existe desde 1948… E você pergunta: como foi criado o Paquistão?

E ele responde detalhadamente, leia no link 

mas eu destaco de maneira honesta: 

“Paralelo histórico

A criação do Paquistão em 1947 e a de Israel em 1948 ocorreram em contexto semelhante de descolonização britânica e debates sobre autodeterminação nacional. Contudo, os processos, fundamentos políticos e consequências foram bastante diferentes. Ambos, porém, resultaram em grandes deslocamentos populacionais e conflitos que continuam influenciando a política internacional até hoje”

Hein? Ambos resultaram em grandes deslocamentos populacionais?? 

Cruzaram a fronteira  entre Índia e Paquistão na época de “10 a 14 milhões de pessoas”.  E “a maioria destes deslocamentos não foi voluntária”. Mas foi rápida! E violenta: “estima-se que 200 mil a 1 milhão (!) de pessoas tenham morrido no processo”.

No caso de Israel, em 1947 os árabes não aceitaram ter um Estado árabe, declararam guerra ao novo vizinho e provocaram a saída (majoritária) ou expulsão (minoritária) de 700 mil árabes para Cisjordânia (administrada pela Jordânia) , para Gaza (administrada pelo Egito) e Líbano e Síria. Não só não foram integrados como hoje se intitulam 3 gerações de “refugiados palestinos” totalizando 5,9 milhões de registrados como tal pela exclusiva agência da ONU chamada de UNRWA

E pergunto: quem fala do Paquistão? 

Shabat Shalom