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sexta-feira, 13 de março de 2026

Acontece: Guerra, Paz e Futuro

 

Por Juliana Rehfeld

13/03/2026




Há uma escalada evidente na guerra com o Irã, embora de um lado Trump faça de conta que há uma óbvia e breve vitória dos EUA e Israel e de outro, Netanyahu anuncie novas etapas de ataques precisos a líderes e importantes fortalezas bélicas iranianas, para o que estão usando agentes infiltrados em Teerã, debaixo de enorme risco. 

No que concerne à outra frente de guerra, o Hezbollah abriu fogo direto e Israel diz que já que o governo do Líbano, embora queira declaradamente, não tem condições de controlar o grupo terrorista, é ele mesmo quem tem que garantir território vizinho seguro. 

Em termos geopolíticos, muitos analistas dizem que é a maior crise militar regional desde a guerra do Iraque, em 2011… e alguns dizem que o Oriente Médio está no momento mais perigoso desde 1973.

Uma análise sensata que li e que Trump e Netanyahu deveriam considerar, vem de Eil Zir Cohen, ex-chefe do departamento "Tevel" do Mossad: “Não precisamos de uma imagem de vitória no Irã, mas sim de uma nova realidade de segurança. Regimes não entram em colapso apenas por causa de bombardeios aéreos, mas sim quando perdem a capacidade de controlar as pessoas e pagar seus apoiadores. Como comprovado na Síria, a queda de um regime é um processo longo e não um evento "repentino". Israel e os EUA devem criar uma realidade na qual, mesmo que o regime iraniano sobreviva à guerra, permaneça empobrecido e incapaz de financiar o terrorismo.” 

Apesar do enfraquecimento notório do poderio militar iraniano o que não parece diminuir é o poder interno - tanto da Guarda revolucionária Islâmica como da divisão Forças Basij - de esmagar ou eliminar opositores ao regime como os quase 50 mil apenas no ano passado estimados por ativistas e ONGs…  e com o filho de Khamenei no poder, isto só piora. Em Teerã hoje, um grande contingente das Forças Basij é visível nas ruas e nos postos de controle. O regime também está recrutando crianças. A imprensa israelense traz evidências que revelam que o regime está recrutando civis pagos para preencher as ruas com marchas de apoio.

De qualquer forma é de dentro que virá a mudança efetiva… um dado que me surpreendeu é que o Irã apresenta hoje a maior taxa de conversão de muçulmanos ao cristianismo (pela evangelização), tendo alcançado 1 milhão de convertidos desde 2011 - sendo que especialistas estimam que existam cerca de 10 milhões de cristãos em todo o mundo que vieram de origem muçulmana, e o número continua crescendo. 

Ainda haverá muita luta e sacrifícios até que a tranquilidade envolva esta sofrida população… 

E enquanto eu pensava nisso recebi mais uma reportagem extremamente triste neste mesmo sentido de como os conflitos armados afetam jovens que dificilmente conseguem reconstruir uma vida em paz. A guerra em Gaza ainda não acabou totalmente, não só no campo, não só pelos milhares de feridos, mas também porque persistem suicídios de jovens soldados israelenses que lá lutaram o que continua a me mostrar que a humanidade ainda sacrifica futuros ao tentar consertar passados pela beligerância… e para nós, judeus, este tema é ainda mais complexo: 

Há um princípio ético central da doutrina militar israelense que se chama “Tohar ha Neshek - Pureza das armas”. Ele entrelaça as demandas de usar força apenas quando necessário, não ferir civis intencionalmente e manter responsabilidade moral mesmo durante a guerra. Esse conceito foi desenvolvido no movimento sionista e incorporado ao código ético das IDF.

O filósofo israelense Asa Kasher, que ajudou a escrever o código de ética militar israelense, define o princípio assim: Um soldado deve usar sua arma apenas para cumprir a missão e preservar a dignidade humana, mesmo em guerra. 

A guerra em Gaza exacerbou dilemas éticos extremos porque os combatentes operaram dentro de áreas civis, usaram hospitais, escolas e túneis e misturaram-se com a população.

Como manter “pureza das armas” em guerra urbana densa?

Psicólogos militares israelenses dizem que muitos soldados não sofrem apenas de PTSD - Síndrome Pós Traumática. Eles sofrem algo chamado “Moral Injury - ferimento moral”, que acontece quando um soldado participa de situações moralmente ambíguas ou testemunha sofrimento de civis e/ou sente que violou valores pessoais ou religiosos. 

E atualmente uma frase do filósofo Yeshayahu Leibowitz voltou a circular no profundo debate que se trava na sociedade israelense: “O verdadeiro teste moral de um povo não é em tempos de paz, mas em tempos de guerra.”

Tomara que não demorem os dias em que governos autoritários sejam depostos antes que massacrem o futuro de seus cidadãos, e governos mesmo democráticos consigam soluções que permitam a seus cidadãos que vivam em paz com os valores éticos e tenham preservados sua sanidade e seu sorriso… 

Shabat Shalom

terça-feira, 10 de março de 2026

VOCÊ SABIA? - Ciro, o Grande

 

Por Itanira Heineberg

10/03/2026


539 AC - Judeus são liberados de seu primeiro êxodo

Após tomar a Babilônia, Ciro o Grande da Pérsia (hoje Irã), pôs fim ao cativeiro dos Judeus.


Ciro concede a liberdade a exilados judeus presos na Babilónia nesta gravura do século XIX, da autoria do ilustrador francês Gustave Doré.


Você sabia que Nabucodonosor II, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém  em 586 AC?  

Esta campanha resultou na destruição total da cidade e do Templo de Salomão, iniciando o exílio babilônico. A população foi deportada e o rei Zedequias capturado após o cerco que durou de 18 a 30 meses.

E... Você sabia que algumas décadas mais tarde, Ciro, o Conquistador, mais conhecido como o Libertador, liberou os judeus de seu cativeiro na Babilônia?




A cultura persa era frequentemente comparada com a austeridade de Atenas e Esparta.

Ciro II, (foto acima) conhecido como Ciro o Grande, foi o responsável pela criação do Império Persa Aqueménida, um vasto domínio que se estendeu desde a Ásia Menor até o Vale do Rio Indo – o maior império do seu tempo. Através de uma série de campanhas militares brilhantes, Ciro conquistou todos os grandes estados do Próximo Oriente (exceto o Egito) em pouco mais de 10 anos (entre 550 e 539 a.C.). Conquistou a Média, no noroeste do Irão, o reino da Lídia, governado por Creso, na atual Turquia, as cidades gregas da Ásia Menor e o Império Babilónico, na Mesopotâmia.

Sob Ciro, o Império Persa tornou-se a potência hegemônica do Oriente. Apesar de ter começado o seu reinado como um rei vassalo do Império Medo, que viria a conquistar mais tarde, Ciro era feroz e eficaz em combate. No entanto, também ficaria para a história como um líder e libertador humano, que respeitava os costumes, leis e religiões dos povos cujas terras conquistava. Esta faceta do seu reinado foi elogiada no mundo antigo e definiu a sua caracterização ao longo dos séculos.




Ciro conquistou assim a Babilônia, incorporando a Mesopotâmia ao Império Aquemênida. A vitória foi estratégica, sem resistência,  libertando os judeus do exílio. Ciro e suas tropas persas desviaram o curso do rio Eufrates para um canal, permitindo que marchassem pelo leito do rio e entrassem na cidade na noite de 12 de outubro de 539 a.C., surpreendendo os babilônios que estavam em festa. Ele então adotou a política de tolerância religiosa e cultural registrada no Cilindro de Ciro.

Este documento, que é considerado por muitos como a primeira declaração dos direitos humanos, foi gravado em escrita cuneiforme, relata a conquista, descreve a libertação de povos deportados e a restauração de cultos religiosos.

Esse édito é registrado na Bíblia como um ato de graça divina, visto pelos hebreus como uma oportunidade de redenção.

Uma das primeiras ações de Ciro foi permitir que os judeus, exilados desde o reinado de Nabucodonosor II, retornassem à sua terra natal, a Judeia, e reconstruíssem o templo.




De lá para cá, muita água passou pelo velho Eufrates ...

A biografia da Pérsia/Irã abrange mais de 3.000 anos, começando com tribos nômades que se estabeleceram no sul do Irã por volta de 2000 a.C..

Os primeiros anos da Pérsia foram marcados pela migração e estabelecimento de tribos indo-europeias (ou arianas) no planalto iraniano, um processo que ocorreu por volta do início do segundo milênio a.C.. Esses povos, inicialmente nômades, fixaram-se na região que hoje corresponde ao Irã, com destaque para a área sul, conhecida como Pars ou Persis, que deu origem ao nome "Pérsia".

Inicialmente, duas tribos principais se destacaram na região: os medos, que se estabeleceram ao norte, e os persas, que se fixaram ao sul, na região montanhosa de Zagros.

Essas tribos eram predominantemente formadas por pastores e agricultores, vivendo de forma descentralizada antes da formação do grande império.

A sociedade era dividida em várias tribos, e a unificação persa só começou a tomar forma com a dinastia Aquemênida, sendo consolida com Ciro, o Grande, por volta de 550 a.C..

A seguir:

- Império Aquemênida (c. 550–330 a.C.): Fundado por Ciro, o Grande, consolidado por Dario I, abrangeu da Grécia ao Egito. Conhecido pelas Guerras Médicas contra os gregos.

- Conquista Macedônica (334–330 a.C.): Alexandre, o Grande, conquistou o império, introduzindo influência grega.

-Império Parta e Sassânida (247 a.C.–651 d.C.): O império foi restaurado, com os sassânidas estabelecendo o zoroastrismo como religião oficial e a maior glória persa pré-islâmica.




O zoroastrismo, uma das religiões monoteístas mais antigas do mundo, surgiu na antiga Pérsia (atual Irã) com base nos ensinamentos do profeta Zaratustra (ou Zoroastro), provavelmente entre os séculos XVII e VI a.C.. O profeta reformou o politeísmo indo-iraniano existente, focando na adoração de um único Deus.

- Conquista Islâmica (Século VII): Árabes conquistaram o território, introduzindo o islamismo, mas a cultura persa e a língua foram preservadas.

- Idade Média e Invasões: Passou por domínio turco e a devastadora invasão mongol no século XIII.

- Dinastias Modernas (Séculos XVI–XX): Safávidas tornaram o xiismo a religião oficial. No início do século XX, o país foi disputado por Rússia e Grã-Bretanha.

- Irã Moderno: Em 1935, Reza Shah Pahlavi oficializou o nome Irã. A Revolução Islâmica de 1979 transformou o país em uma República Islâmica.

 

Data importante 651 da nossa era - Conquista árabe do Império Sassânida

No final da Antiguidade, a guerra com Heráclio, do Império Bizantino, enfraqueceu os persas o suficiente para que os árabes assumissem o controle.

Início da Invasão (633): Sob o comando do califa Abu Bakr e do general Khalid ibn al-Walid, os exércitos islâmicos iniciaram ataques à Mesopotâmia (atual Iraque), que era o centro administrativo sassânida.

Após uma série de batalhas decisivas em 651 aconteceu o fim do império persa com a morte do  último rei sassânida, Yazdegerd III, assassinado enquanto fugia em direção ao leste, consolidando o domínio do Califado Ortodoxo sobre o território.




Mais água sob as pontes do Eufrates ...

Conquista islâmica, Idade Média, Dinastias Modernas, 1935, Irã Moderno com Reza Shah Pahvlavi até 1979.

 A Revolução de 1979 derrubou a monarquia do Shah e transformou o Irã em um estado teocrático, a República Islâmica, sob a liderança de Khomeini.

Os aiatolás são líderes religiosos xiitas de alto escalão que governam o Irã como uma teocracia desde 1979. O Líder Supremo, atualmente Ali Khamenei, é a autoridade máxima, controlando as forças armadas, o judiciário e a política externa, sobrepondo-se ao presidente eleito. O regime baseia-se na aplicação rigorosa da Sharia (lei islâmica).

As águas do Eufrates não se acalmam, não silenciam ...

Grande mudanças no país em março de 2026:

A morte de Ali Khamenei, no poder desde 1989, mergulhou o Irã em uma fase volátil e incerta.

O sistema, uma mistura de teocracia e República, funciona com o Líder Supremo e o Conselho de Guardiões (clérigos) controlando os três poderes, o exército e a aprovação de candidatos.

A influência social se apresenta em leis conservadoras, incluindo a obrigatoriedade do hijab, restrições à liberdade das mulheres e forte repressão a protestos.

O regime é caracterizado pela oposição total a Israel e aos Estados Unidos.

Mas o governo iraniano não se satisfaz com estes inimigos, ele incita e alimenta financeiramente grupos terroristas em vários países do mundo com o objetivo de fazer sua religião dominar e acabar com todos os infiéis, ou seja, todos aqueles que não se converterem ao Islã.

No momento em que escrevo, o mundo, seus governantes e seus habitantes estão em grande alerta, preocupados com o Irã e sua capacidade de enriquecer urânio, produzir a bomba atômica e direcioná-la com exatidão sobre seus inimigos.

Que este regime teocrático, ditador e intolerante com as religiões e diversidades do mundo seja substituído por outro, mais complacente com seus vizinhos e seu próprio povo para que todas as nações de boa vontade possam atingir uma paz mais duradora, estável e conciliatória num ambiente amigável e sem conflitos para todos os participantes desta grande empreitada.

 


FONTES:

https://www.historiadomundo.com.br/hebreus/cativeiro-babilonia.htm#:~:text=Fim%20do%20Cativeiro%20da%20Babil%C3%B4nia&text=O%20Cativeiro%20da%20Babil%C3%B4nia%20acabou,sagrados%20foram%20compilados%20e%20preservados.

https://www.nationalgeographic.pt/historia/seria-ciro-grande-realmente-conquistador-tolerante_5990

https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-16107/mapa-do-imperio-persa-aquemenida-cerca-de-500-ac/

https://estiloadoracao.com/templo-de-zorobabel-segundo-templo/

https://www.thoughtco.com/timeline-of-the-ancient-rulers-of-persia-120250

https://brasilescola.uol.com.br/historiag/persas.htm

https://super.abril.com.br/historia/o-que-e-um-aiatola-e-a-mesma-coisa-que-o-presidente-do-ira/

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/regime-dos-aiatolas-ira-segue-de-pe-mas-proximos-dias-determinarao-sobrevivencia-entenda-sucessao-khamenei.ghtml


quinta-feira, 5 de março de 2026

ACONTECE: Lembrando a História e Vivendo a História!

 Regina Pekelmann Markus - 05 de março de 2026

LIBERDADE DA MULHER - COMO CONHECIDO EM ISRAEL
publicado em 5/03/26 - Jerusalem Post

No sábado 28 de fevereiro, conhecido como Shabat Zachor, foi iniciada a Operação Rugido do Leão. Neste Shabat que precede a festa de Purim o olhar do judaísmo volta-se para a Pérsia. Há aproximadamente 2500 anos Xerxes I (486-465 AEC) abria as portas de Jerusalém para o Povo Judeu. A missão era restaurar o Templo Sagrado no Monte do Templo, também conhecido como Monte de Tzion. No dia 28 de fevereiro de 2026, também Shabat Zachor, foi iniciada pelo Exército de Defesa de Israel uma operação que tem por objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar o mundo com armamentos nucleares e com objetos voadores de curto e longo alcance. Hoje estamos no 5º dia da Operação “Rugido do Leão”. Este Acontece versará sobre o passado histórico, a começar pela descrição da Meguilat Ester, passando por acontecimentos de grande relevância na Ásia, Europa, África e América, até um comentário sobre o que acontece hoje. E como dia 8 de março é quando comemoramos o Dia Internacional da Mulher, vamos tratar de mulheres. Aproveitem a leitura.

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O nome original em persa antigo para o Rei  Achashverosh (אֲחַשְׁוֵרוֹשׁ) é Khashayãršā (Raxaverxe). O nome deriva da palavra Rxaya ("rei") e arxen ("herói"), significando algo como "Rei de todos os homens" ou "Herói entre os reis". Em consultas a diferentes bancos de Inteligência Artificial (IA) surge a explicação sobre o nome Achashverosh em hebraico. Como tudo no mundo da IA, as respostas vão sendo adaptadas de acordo com o tipo de pergunta e com o histórico do usuário. Isto vale tanto para aprender sobre os mundos de ontem, quanto para receber notícias recentes.

Vou exemplificar com o nome AchashveRosh que é considerado uma adaptação fonética do nome persa. Alguns historiadores afirmam que o nome quer dizer Irmão (Ach) do cabeça/chefe (Rosh). E o “Cabeça” seria Nabucodonosor, que saqueou o Templo de Jerusalém, levando seus tesouros para a Babilônia e dispersando o Povo Judeu (Exílio Babilônico). Estas conclusões, segundo a IA, estão baseadas no Talmud (Tratado Megalá 11a). A afinidade entre Xerxes I e Nabucodonosor não deve ser interpretada como um parentesco biológico, mas sim como uma afinidade espiritual e comportamental. 

Exatamente como estamos vendo hoje na Guerra contra os Ayatolás do Irã que iniciou-se no dia 28 de fevereiro de 2026, as “meias verdades” têm que ser pesquisadas. É descrita na Mishná e no Talmud Megalá 11b uma grande festa, que durou 180 dias, realizada no terceiro ano do Reinado de Xerxes I. Havia expandido o Império Persa, que se tornou o maior império do planeta. E, no banquete de encerramento, mandou trazer as peças de ouro e pedras preciosas que Nabucodonosor havia saqueado. A Menorá, candelabro de ouro maciço de 7 braços, milhares de utensílios de ouro e prata, como talheres, pratos, travessas, a mesa de acácia maciça coberta de ouro onde era partirdo o pão, o altar de ouro onde era queimado o incenso, as colunas de bronze chamadas Yaquin e Boaz, que flanqueavam a entrada; elas foram quebradas para que o bronze fosse transportado mais facilmente, e o mar da fundição, um enorme reservatório de bronze sustentado por doze bois esculpidos. 

Esta longa festividade acabou com a presença de Vashti, a rainha que chega ao banquete sem ser convidada.

Sim, esta foi uma etapa da vida de Xerxes I que foi um imperador que soube evoluir dentro de seu tempo de vida. Viveu 53 ou 54 anos. Filho primogênito de Dario, o Grande, com sua segunda esposa, Atosa, filha de Ciro. Sobe ao trono em 486 AEC, após a morte de seu pai e falece em agosto de 465 AEC em Persépolis. 

Anos passaram e muitas águas rolaram. Mantendo o foco, AchashveRosh apaixona-se pela Rainha Esther. E quando esta revela a sua origem, e o que Haman (rash, rash, rash) iria fazer com o líder e professor Mordechai (que era seu tio) e com todo o Povo de Israel, o Rei Xerxes I tem a oportunidade de impedir, com uma canetada, que a história continue a ser escrita da forma que os antissemitas da época desejavam. 

Para achar esta última parte descrita pela IA, tive que consultar com vários tipos de perguntas e diferentes tipos de IA, até que ao perguntar: “Em que banquete Achashverrosh usou os objetos saqueados do Templo – com Vashti ou com Ester?”

A resposta foi reveladora: Quando Ester se tornou rainha, o banquete oferecido em sua honra (Mishtê Ester) foi posterior a esses eventos e não há o mesmo registro enfático do uso dos utensílios do Templo como houve no banquete inicial com Vashti.

Chegando nos dias de hoje, continuamos a ver que múltiplas visões sobre o que acontece agora em Israel, no mundo árabe e islâmico. Algumas versões, totalmente falsas e muitas criadas para reforçar e expandir o sentimento "antixxemita" ao redor do mundo, são divulgadas nas redes eletrônicas e por jornalistas respeitados. Muitos dos nossos também ajudam a divulgar estas mensagens e a somar pontos para que se tornem referências na IA. Devemos ter sempre em mente que estas mensagens não podem ser transmitidas, mas devem ser copiadas antes de receberem as críticas.

E o que aconteceu nestes dias? Um dado muito importante é conhecer o potencial de fogo do Irã dos ayatolás. 


Número de Mísseis Lançados pelo Irã em Israel por dia.
28/02 e 1, 2, e 3 de março. Os números foram menores nos dias 4 e 5. 

O número de mísseis lançados vem baixando dia a dia, e continuam sendo interceptados. Mas os alvos mudaram, ao invés de atacar alvos militares específicos, o regime islâmico está focando cidades, residências sem muita especificação. A maioria dos mísseis é abatida, mas os estilhaços podem produzir estragos.

Houve também uma ampliação dos alvos. Nos últimos dois dias foram atingidos os estados muçulmanos e árabes que estão na região do Golfo Pérsico. 

Perguntando para a IA quais os alvos atingidos pelo Estado Islâmico nos últimos dois dias, a resposta foi a seguinte:

Nos últimos dois dias (4 e 5 de março de 2026), o Irã realizou uma série de ataques de retaliação em larga escala contra alvos em múltiplos países do Oriente Médio: 

Principais Alvos Atingidos

Israel: 

Mísseis balísticos e drones foram lançados contra o centro de Israel e o Aeroporto Ben Gurion. Destroços de mísseis caíram em Ein Keren, Jerusalém, numa área não habitada e o Hezbolah, um proxy do Irã, atacou o norte de Israel. 

Bases dos Estados Unidos da América: 

Localizadas no Kwait, Catar, Iraque, Bahrein.

Infraestrutura e Cidades do Golfo: 

Nos Emirados Árabes Unidos foram atacadas as cidades de Abu Dahbi, Bahrein, Catar e Doha. 

Setor de Energia e Marítmo: 

Instalação de Petróleo da Aramco na Arábia Saudita foi alvejada. Em Omã, um navio petroleiro e um cargueiro foram atingidos por mísseis no Estreito de Ormuz.

OUTROS PAÍSES: No Azerbaijão foi atingido um terminal de aeroporto e no Iraque foram atingidos grupos de curdos (como o Komala) na fronteira ocidental.

Contexto da Escalada

O Irã declarou que estas ações são em legítima defesa e foram executadas após a morte do Líder Supremo, Ali Khamenei, e o bombardeio de infraestruturas críticas pela coalizão EUA-Israel (Operações Rugido do Leão e Fúria Épica). Embora o ritmo dos lançamentos de mísseis iranianos tenha diminuído devido à destruição de seus locais de lançamento, o uso de drones aumentou significativamente nos últimos dias.

Quando entro por bancos de dados de IA produzidos pela Al Jazeera e outras mídias ligadas ao Irã, as informações são diferentes. A que mais chocou o mundo foi uma que mostrou uma escola de meninas com muitos corpos alinhados em camas e embrulhados em mortalhas brancas. Eram corpos pequenos, de crianças ou adolescentes magras. Dias depois foi revelado que este massacre tinha sido realizado na África. Chocou que mídias cristãs condenem Israel por fatos que não têm nenhuma ligação com o Estado ou o Povo de Israel. Seriam resquícios de pensamentos e atitudes inculcados no inconsciente coletivo na época da inquisição? A resposta não temos, mas o que sim podemos fazer é deixar de reproduzir imagens falsas e combater de forma gentil e apropriada aos antixxemitas de plantão.

A VIDA no moderno Estado de Israel segue! E nada melhor para exemplificar com o nascimento de um bebê no Hospital Subterrâneo Sheba dedicado aos atendimentos de emergência nestes dias de bombardeio. Uma nova vida! Mais um israelense! Ao escutar o choro, de muitos leitos e de muitos corredores veio o grito Baruch ha Shem, em hebraico, árabe e muitos idiomas cristãos, "Bendito seja o NOME". A vida continua de geração em geração!


Não importam as circunstâncias, a Vida Segue.
Um bebê nasceu de cesareana na sala de operação subterrânea do Centro Médico Sheba


Encerrando, deixo o meu grande abraço, parabéns, solidariedade a todos os israelenses que estão bravamente enfrentando mais um descendente de Amaleque. E sonho com um desfecho como o proporcionado por Xerxes I.

Regina P. Markus, 5 de março de 2026. 



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Acontece: Alinhamento e celebração

Por Juliana Rehfeld

26/02/2026




Esta semana continua o tenso impasse político e militar entre EUA e Irã com um alerta geral em Israel para o que pode ser um forte ataque a seu território. O atual Irã, dos extremistas aiatolás desde 1979, de um governo duro e fanático que restringe os direitos da população e mantém sua fraca condição econômica a ponto de levar, mesmo apavorados, milhares de cidadãos às ruas… este Irã, inimigo ferrenho dos valores e Estados do Ocidente e com potencial de desenvolver devastadoras armas nucleares… este Irã nada tem a ver com o grande e poderoso império persa do século V A.E.C quando lá reinava Achashverosh (Xerxes?) e onde moravam judeus expulsos de Jerusalém no século anterior por Nabucodonosor. Naquele império persa em cuja capital, Susa, segundo  diz o Tanach em Ketuvim (Escritos), morava Esther com sua família, Mordechai, e também Haman… e onde se passou a história de Purim que comemoramos no início da próxima semana. 

Aquele império Persa era o maior do mundo até então, estendia-se da Índia até a Grécia, incluindo Mesopotâmia, Egito, Anatólia (hoje a parte asiática da Turquia) e o Levante (hoje Israel, Líbano, Jordânia, Síria e territórios).

Escavações arqueológicas mostram luxo impressionante, em um império multicultural, multilíngue e multirreligioso. Havia palácios monumentais, jardins reais, administração imperial, arquivos oficiais. 

Era um império próspero com agricultura irrigada, comércio internacional intenso, uso de moeda padronizada (dárico de ouro) e grandes obras públicas. A religião dominante da elite era o Zoroastrismo (associado a Zaratustra) que durou até meados do século VII D.E.C. quando entrou o islamismo. 

Mas o império era relativamente tolerante. Ciro o Grande, sucessor dos assírios e babilônios, fundador desta grande Pérsia, até teria permitido que os judeus retornassem a Jerusalém e reconstruíssem o Templo. Os judeus na Pérsia viviam como minoria étnica espalhada pelo império, mas com liberdade religiosa.

A corte real era marcada por protocolo rígido, banquetes luxuosos, um harém real e muitas conspirações políticas.

A meguilá (livro) de Ester descreve um banquete de 180 dias — isso combina com o estilo grandioso de Xerxes, conhecido por ostentação e poder imperial.

Fiz esse mergulho na história para pensar se houve evolução do passado até o presente, ou somos contemporâneos a tristes retrocessos… Este entre vários outros exemplos.

A celebração de Purim, como até uma comediante israelense informa enquanto pede a Trump para não atacar justo neste dia, é a única que traz apenas elementos lúdicos e alegria, “sem choro, rememoração, rezas e súplicas, ou longas refeições “. De fato é o dia em que, fantasiados, comemoramos a vitória da coragem de Esther que influenciou seu marido, o rei, contra o plano do ministro Haman de destruir a comunidade judaica que, na pessoa do primo Mordechai, se recusou a se curvar para o ministro e ainda desbaratou uma conspiração para matar Achashverosh.

É claro que celebramos isso de maneira leve e festiva mas sempre é bom falar sobre a importância de manter-se alerta para os sinais de risco de genocídio. Porque em tempos de crescentes e concomitantes antissemitismo e ignorância histórica às vezes basta acenderem um fósforo onde o retrocesso cultural impera para que a nossa paz seja interrompida e na maioria das vezes não poderemos contar com a esposa do rei…

No mais, esta semana traz um raro alinhamento de 6 planetas (Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), com destaque próximo a 28 de fevereiro. Vênus e Júpiter serão visíveis a olho nu, enquanto outros podem exigir binóculos ou telescópios. O melhor momento é logo após o pôr do sol, olhando para a direção do horizonte onde o sol se pôs.

A natureza nos dá um lindo e raro exemplo de alinhamento e harmonia como que para dizer aproveite, celebre e busque estes momentos. Celebremos, fantasiados, inebriados pelas maravilhas a nossa volta mas sem nos despir da percepção de que é necessário batalhar pela harmonia entre os humanos…

Shabat Shalom

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

VOCÊ SABIA? - Einstein Hospital Israelita

 

TRANSFORMAR O  MUNDO

MAIS PACÍFICO, MAIS JUSTO, MAIS ÉTICO

MAIS HUMANO...  E COM MUITO AMOR E BONDADE


Por Itanira Heineberg
24/02/2026



Você Sabia que nos últimos 70 anos (1955 – 2025), o Hospital Israelita Albert Einstein tem acolhido a população de São Paulo em um envolvente abraço carinhoso com objetivo de atender a saúde e bem estar de todos, oferecendo os melhores serviços médicos da atualidade, sempre atendendo a todas as camadas da sociedade?

E que este desafiante projeto cresceu, ramificou, teve sucesso, conquistou seus pacientes e em 2024 , esta cultura inovadora rendeu ao Hospital Einstein o cume do Prêmio Valor Inovação, destacando-o como a organização mais inovadora do país entre todos os setores?




O desejo e obstinação dos sonhadores de um grande e generoso hospital enfrentaram o descrédito e desconfiança de muitos que desaprovavam o empreendimento apostando na falta de coerência do mesmo pela escolha do local, distante da cidade, do outro lado do rio, e pelos altos custos de uma obra bastante grandiosa.

Mas ainda assim, os valentes idealizadores desta empreitada, já antes de sua inauguração, estavam observando e ajudando os moradores menos privilegiados do entorno, em especial as crianças em situação de vulnerabilidade social. Dr. Guido Faiwichow e suas voluntárias, chamadas por ele carinhosamente de “anjos de cor de rosa”, bancaram financeiramente a manutenção de serviços de farmácia, entrega de leite em pó, enxovais para bebês, pesagem e medição das crianças, consultas médicas e orientação para as mães, iniciando-se desta forma a criação da Pediatria Assistencial, que com seus serviços gratuitos, passou a ser procurada por moradores de outras partes da cidade e até de outros Estados. 




Vale a pena ler a revista Voluntariar, uma publicação do Voluntariado Einstein Hospital Israelita, onde as voluntárias pioneiras da entidade que se iniciou em 1955, “fizeram das tripas, coração”, vendendo tijolinhos não físicos, cotas simbólicas de papel, em todas as lojas e bancos do bairro do Bom Retiro para seus comerciantes, frequentadores e fregueses.

Juntas, nesses primeiros anos, elas levantaram recursos através de atividades criativas, tais como chás e jantares beneficentes, bazares, desfiles de moda, bingos, leilões de carros e de obras de arte e shows com artistas famosos como Elis Regina e Roberto Carlos.

As grandes idealizações não pararam por aí, tudo era motivo para angariar fundos, modernizar, descobrir, serem sustentáveis, incrementar... prognosticar o futuro.

O pioneirismo e a aposta em tecnologia sempre nortearam o Einstein. Desde o início, estiveram nas fronteiras do conhecimento e atualizados com as novidades. Foram  os primeiros a adquirir um aparelho de ressonância magnética no país — e o segundo também. Criaram a primeira UTI privada em um momento em que isso ainda era inédito. Sonhadores, idealizadores, visionários, fantasistas, devaneadores... Assim sempre serão lembrados seus criadores, aqueles que acreditaram num sonho maior, porém não impossível.

A leitura desta revista é altamente recomendável. Ali se encontra o amor do ser humano pelo seu semelhante. Poderia escrever mais sobre esta obra de caridade, abnegação e perseverança.

Mas me limitarei a quatro vídeos que mais me encantaram, optando por não entrar na vasta área de educação superior e pós graduação oferecida pela entidade:


Programa Einstein na Comunidade Paraisópolis



 Residencial Israelita Albert Einstein


 - Jornada do Voluntariado junto com Einstein nos hospitais públicos


 

- Depoimento de Telma Sobolh, voluntária há  40 anos e atual presidente do Voluntariado Einstein, idealizadora do Programa Einstein na Comunidade de Paraisópolis (PECP), responsável pela presença de unidades físicas totalmente dedicadas à região com a mesma excelência do hospital original.





Atenção às Famílias sendo uma constante nestas décadas dedicadas à missão de fazer justiça social, ou, aperfeiçoar o mundo.


 

“Tudo isso só foi possível graças a uma equipe dedicada e comprometida, composta por colaboradores, parceiros, prestadores de serviços e voluntários, que dedicam seu tempo para fazer a diferença e transformar vidas.”

 

FONTES:

https://voluntarios.einstein.br/revista-voluntariar-2025-2026/

https://voluntarios.einstein.br/paraisopolis/

https://ensino.einstein.br/pos-graduacao/especializacao/especializacao-a-distancia?O=OrderByScoreDESC&utm_source=bing&utm_medium=cpc&utm_campaign=apis3_prf_bing_pos-ead_aon_institucional_search&utm_term=pos-graduacao-albert-einstein-ead&utm_content=pos-ead-search-prf-institucional-geral

https://ensino.einstein.br/einstein-prepara

 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ACONTECE: MÊS de ADAR - HAVÁ - ALEGRIA - MAZAL TOV

ADAR - O MÊS DA ALEGRIA e da BOA SORTE - MAZAL TOV

Regina Pekelman Markus - 18/02/2026 - 1/Adar/5786


MISHENCHNAS ADAR MARBIM BE SIMCHA
QUANDO ENTRA ADAR multiplicam-se as ALEGRIAS
https://www.enlacejudio.com/2019/02/12/por-que-en-el-mes-de-adar-la-alegria-se-incrementa/


A entrada de um novo mês, na tradição judaica, é sempre comemorada com grande júbilo. Nissan é o primeiro mês do ano e Adar o 12º. Do 15º ao 22º dia do mês de Nissan é comemorada a saída do Egito, o início da história do Povo Judeu como um coletivo organizado e com um objetivo comum. O caminho percorrido por meio das festas e recordações destacadas a cada mês simboliza a migração da era dos patriarcas, ou dos tempos da grande família, para uma comunidade organizada. Ao longo dos séculos vem sendo frisado que o primeiro patriarca, Abrão, informava de onde vinha. Os demais patriarcas, Isaac e Jacob, voltaram para esta terra ao longo de suas vidas. Todos os patriarcas e seus descendentes tinham relação com o Egito. E "sair do Egito" é uma simbologia muito especial, que marca o início de um novo tempo. Nissan em hebraico, נִיסָן, vem do  acádio nisānu e do sumério "nisag" que significa "primeiros frutos". 

Hoje começa o último mês do calendário judaico. O mês de ADAR  é considerado um ponto de ruptura que permite definir, ao longo da história, momentos específicos de grande virada. Neste mês é comemorada a festa de PURIM. A GRANDE VIRADA! De 474 a 473 aEC, até 2026 são inúmeros os exemplos que o mês da ALEGRIA continua trazendo a toda a humanidade. São momentos de decisão e de VIRADA. Lembro que PURIM ocorreu na Pérsia no reinado de Achashverosh, também conhecido como Xerxes I. 

Apreciem o caminho que iniciamos hoje e anexem comentário no Blogger sobre os acontecimentos deste mês de ADAR. 

Ao acabar o mês, faremos um BALANÇO e entraremos em Nissan com olhos mais abertos. _________________________________________________________________


A minha criança interna encara PURIM como um momento de redefinição. A leitura da Meguilá Ester reforça vários tipos de conduta. Mordechai, como líder comunitário judaico, soube calibrar a sua relação com a corte e, ao mesmo tempo, zelar pela comunidade. Ester também tem momentos de silêncio e obediência, e de brilho e decisão. Escolher o momento certo para agir ou observar é uma premissa importante para chegarmos a momentos de MAZAL TOV. Boa Sorte. 

A boa intenção de um soberano, a astúcia e sabedoria de um líder comunitário e a beleza, conhecimento, sabedoria e noção da oportunidade de cada momento de uma mulher somados fizeram com que uma sentença de extermínio ao povo judeu fosse transformada em uma sentença de proteção e em uma promessa de restauração de um Estado Judeu. Este édito dava proteção a judeus que moravam na vasta extensão territorial desde a Índia até a China. Um momento de inversão que impediu o holocausto programado por HAMAN e trouxe todo o povo para as ruas, dançando e cantando. Externando a ALEGRIA da virada!!! Este é o contexto da Festa de Purim e o espírito do mês da ALEGRIA. Lembrar que os piores momentos podem ser revertidos e até invertidos. 

A Rainha Ester, ciente do que poderia estar chegando e sabedora de que precisava recolher energia de todo o povo, pediu ao seu tio, Mordechai, que solicitasse que o povo jejuasse e rezasse para encaminhar energia necessária para ser bem recebida pelo Rei Achasshverosh e ser bem-sucedida na missão de anular éditos que autorizassem o extermínio do Povo Judeu. O Jejum de Ester hoje é realizado no dia 13 de Adar. Assim aconteceu a VIRADA RADICAL.

A escolha deste momento requer uma dose de conhecimento e uma dose de sorte. Purim, a comemoração de um final feliz, de um momento de virada. Esta semana entramos no mês de ADAR. O mês da Alegria!

A Alegria de estar nas ruas. Esta foi comemorada em todos os locais onde estavam os judeus. Fantasias, máscaras e muitos risos. Veneza, na Itália, que tem um Carnaval muito conhecido e caracterizado por máscaras e fantasias especiais, também tem uma história especial sobre a comemoração de Purim. Desde 1516, data da Fundação do Gueto de Veneza, foram iniciadas as comemorações de Purim. O Carnaval no Gueto, comemorado sempre em 15 de Adar. Como Veneza era uma cidade que admitia o intercâmbio cultural, cristãos e nobres venezianos também se juntavam na Folia e Alegria. Veneza, conhecida por suas produções teatrais, tinha neste dia exibições chamadas de Purim Shpiels. Um homem "cavalgando" um jegue lembrava que Mordechai foi honrado pelo "Rei Achashverosh" através de um cortejo. E o mais tocante, que dura até os dias de hoje, foi esconder-se atrás de máscaras e fantasias que lembram o Carnaval de Veneza. Estas comemorações originais chegaram ao fim em 1797, quando Napoleão conquistou Veneza e acabou com as muralhas do Gueto.


PURIM NO CASAQUISTÃO

O Casaquistão está localizado na Ásia Central. Nono maior país em extensão territorial. 12 a 15% de seu território, a leste do Rio Ural, está localizado na Europa Oriental. Os judeus chegaram ao Cazaquistão na Idade Média. Ruínas de uma sinagoga e um antigo rolo da Torá na cidade do Turquistão datam do século XV. Entre 1941 e 1942, 100.000 judeus foram evacuados das partes europeias da URSS, escapando do Holocausto. Também existem comunidades de judeus de Bukharim, das montanhas e da Geórgia.

As comemorações incluem a leitura de Meguilá Esther e também um banquete festivo com muita alegria, dança e cantos. Mishloach Manot, o costume de dar cestas de alimentos para amigos e familiares, e Matanot le Evonyim, presentes aos necessitados.

No mês de ADAR a VIRADA é preparada. A grande virada no calendário judaico é que logo após ADAR inicia NISSAN e chega a Primavera e Pessach.

NOS DIAS DE HOJE, FEVEREIRO DE 2026, Adar chega após a soltura de todos os reféns que estavam em posse do HAMAS. Também abre espaço para a análise dos acontecimentos que levaram a 7 de outubro de 2023 e à Guerra dos 12 Dias em 2025 (13 a 24 de junho). 

O Irã está localizado no território da Pérsia. O Império Persa perde sua soberania em 16 de janeiro de 1979 quando o Xá Mohammad Reza Pahlevi e sua esposa, a Imperatriz Farah Diba, partem do Aeroporto de Mehrabad em Teerã. Iniciam-se então os tempos da República Islâmica do Irã que é governada pelos Ayatolás. 47 anos! E até hoje este é um inimigo importante que atua nas terras de HAMAN. Um dos principais próxis do Irã é o HAMAS. Hoje os dois ainda estão ativos, assim como o Hezbollah e a Jirad Islâmica.

Esta semana as redes sociais intensificaram as publicações que contestavam os números divulgados pelo Hamas e pela Jihad islâmica. Para mim, mais que a manipulação dos números, impressionam os métodos pedagógicos. Crianças e jovens recebem material que estimula a morte de judeus. Veja o post abaixo. Não há necessidade de comentários.




Como podemos mostrar isso no primeiro dia do mês da ALEGRIA? Seguindo o espírito da Meguilá Esther, A VIRADA só pode vir do conhecimento! E conhecer os métodos dos inimigos permitiu que a forca erguida para encerrar a vida de Mordechai tirasse HAMAN de nosso convívio. 

Cantamos ao longo dos anos - "Hava Narisha, Rash, Rash, Rash! Barashanim" - Ao ouvir o nome de Haman, o reco-reco é girado com força para que este nome possa deixar de ser ouvido. E, com outras letras e em outros idiomas, vão surgindo nomes que querem eliminar o povo judeu. Ao longo dos milênios continuamos aqui, nos alegrando em Adar e nos preparando para os novos dias que chegarão com Nissan, Pessach.

E eu que escrevo, e imagino que muitos leitores devem estar pensando - que chatice... que tédio... reduzir a um ato único é quase ter a certeza de que milagres acontecem. Isto tira de mim e de todos os meus contemporâneos a responsabilidade quanto ao futuro.

Isto não é verdade!!! Estamos frente a várias escolhas e frente a posicionamento e tomadas de decisão. Além disso, nesta época em que a nuvem pode armazenar informações que apenas estão fantasiadas de fatos, temos que ser atentos e saber discernir, levando em consideração o passado e o legado que deixaremos para as próximas gerações. 

Esta é a semana em que vimos o Irã, através de seus proxies, atuando em hospitais, cadeias e zonas de turismo no Brasil. Vimos a ONU pedindo desculpas e depois negando o pedido de desculpas referente ao modo de atuar a representação junto à faixa de Gaza. Idas e vindas sem fim, seguindo um script antissemita e antissionista.

Mas é muito importante lembrar que Israel, a Nação Start Up, continua se destacando em vários ramos da ciência, inovação, saúde e comunicação. Os importantes avanços em mecanismos de defesa não existiriam sem estes conhecimentos holísticos e a forma como estes chegam ao público em geral. Outro destaque de grande importância é o papel da mulher nos diferentes setores.

Ciência não tem gênero. Isto vale para o Brasil e para Israel. Tema fascinante que mostra ser a divulgação o principal empecilho para conhecermos as mulheres que são destaque no mundo científico. Israel foge desta regra. E não é dizer que é com mais ALEGRIA que isto ocorre. Muitas mulheres na ciência impõem um perfil que busca a seriedade como fonte de valorização. Israel foge da regra geral que esconde suas mulheres de destaque porque segue os exemplos estabelecidos nos tempos Bíblicos e Talmúdicos. Em sua longa história vem abrindo espaço para mulheres nos diferentes segmentos da vida.

ESPERO que todos se sintam inspirados para aproveitar o mês de Adar, o mês da Alegria, para construir e criar fatos que possam girar a espiral do tempo de forma positiva.

Rosh Chodesh Sameach




Regina Pekelmann Markus - 18/02/2026


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Iachad (juntos - יחד) - por André Naves: Fé

 



         Oi Pessoal! Como vocês estão? Tudo bem?

         Aqui é a Ana Rosa. Hoje deixei o André descansando um pouco... Descansando? Talvez eu não esteja sendo clara. Estamos voltando de Jacareí, na Ayrton Senna. Céu bonito. Sol forte. Ele aqui do meu lado... Vocês sabem que ele não dirige? Adora falar que só anda de “UberAna”...

         Ele e eu... A estrada... O Sol... Essa é a felicidade! Ontem mesmo ele pegou um livro enorme do Flávio Josefo e ficou lendo. Adora estudar essas questões meio aleatórias e desconexas... Da novela vai pra Filosofia, do Mesa Redonda vai pra Religião...

         Mas deixa eu contar essa! Terminou a novela (na verdade, eu nem lembro qual... Fico mais dormindo que assistido!). Ele pegou o livro do Flávio e leu algumas coisas. Vocês conhecem Antígona, do Sófocles? De repente ele parou com o Flávio, deixou lá aberto, e correu pra Antígona.

         Passou uns minutinhos, eu tava no sofá, “mais pra lá do que pra cá”, e ele veio me acordar. Ele adora fazer isso! Tava no Jornal Nacional. Eles mostravam o sepultamento do Ran Gvili. Ele sentou, assistiu e começou a falar...

         Disse da Moral Absoluta que emana do Altíssimo, e falou também da necessidade universal do sepultamento. É que, segundo ele, todos somos parte de um único corpo social e, a partir dele desenvolvemos nossas individualidades.

         Ou seja, pro André, no sofá, depois da novela, a sociedade não é a junção dos indivíduos. É o contrário, os indivíduos são “pedacinhos” sociais especializados. Não sei se concordo... Nem sei se entendi direito...

         Na verdade, essa dúvida que vai me motivar a perseguir o entendimento. Vou meditar, pensar, refletir e acabar formando minha Fé. Mas não aquela que representa o descanso mental! Não, pelo contrário! A Fé que representa o esforço de ir, pedra por pedra, construindo meu templo.

         Fé é esforço, pessoal!

         É o esforço da Liberdade! Sabe, aquele comichão que faz a gente se mexer, buscar, trabalhar? Essa é a Fé!

         Fé não é aquela acomodação boba. Não é ficar deitado em berço esplêndido. Fé é Liberdade, é Disciplina!

         E agora a gente tá aqui na estrada... Sol... Johny Cash tocando... Essa é a Felicidade!

         Essa é a Fé!

André Naves
Defensor Público Federal. Especialista em Direitos Humanos e Sociais, Inclusão Social e em Economia Política.
www.andrenaves.com
Instagram: @andrenaves.def