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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

VOCÊ SABIA? - a tendência "Não sou judeu, mas sou sionista"

UNIDOS COM ISRAEL

Não sou Judeu... mas sou Sionista

I am not Jewish... I am Zionist


Por Itanira Heineberg



Você Sabia que a tendência de 'não sou judeu, mas sou sionista' surge nas redes sociais a partir de 9 de outubro 2023, dois dias após o ataque desumano e assassino ocorrido em Israel, em pleno feriado judaico?

Oren Barsky declarou no X sobre esta tendência nas redes, "uma das coisas mais comoventes que já vi nesta plataforma."

Segundo ele, as descrições religiosas ou de crença incluíam cristão, católico, ateu, muçulmano, hindu e agnóstico.

Shula Rosen também se pronunciou sobre este fenômeno inesperado:

 

“Uma onda de postagens de apoiadores não judeus do sionismo surgiu no X, com 88% das mensagens identificadas em uma resenha do Jerusalem Post sendo publicadas a partir de 9 de outubro, enquanto centenas de usuários adotaram declarações semelhantes de apoio.

O Post identificou 613 postagens de 549 contas entre 4 e 11 de outubro após desenvolver um código para examinar resultados de busca pública contendo variações de ‘Eu não sou judeu’ e ‘sionista’.

 

URLs duplicadas foram excluídas do conjunto de dados final.

Apenas 74 vagas classificatórias apareceram nos primeiros cinco dias estudados.


X Post

Os totais diários foram três em 4 de outubro, 13 em 5 de outubro, 10 em 6 de outubro, 22 em 7 de outubro e 26 em 8 de outubro.

O número subiu para 131 em 9 de outubro e mais que dobrou para 270 em 10 de outubro. Pesquisadores registraram mais 138 em 11 de outubro antes da coleta terminar no meio do dia.

Embora usuários não judeus já tivessem expressado apoio ao sionismo antes, a redação tornou-se cada vez mais consistente durante o período examinado.

Exemplos iniciais incluíam a declaração mais simples: ‘Não sou judeu, mas sou sionista’.

Posteriormente, os usuários começaram a adicionar detalhes sobre suas origens. Uma mensagem de 5 de outubro dizia: "Eu não sou judeu. Sou irlandês e sou sionista", enquanto um usuário de 6 de outubro escreveu: "Sou inglês, não sou judeu, mas sou sionista."

 

Variações identificando usuários como americanos, canadenses e iranianos apareceram com mais frequência até 7 de outubro.

 

O escritor holandês Bart Schut participou em 11 de outubro, escrevendo: "Eu não sou judeu. Sou ateu holandês. E eu sou sionista."

Outros posts referiam-se a identidades iranianas, alemãs, finlandesas, italianas, neozelandesas, polonesas, australianas, britânicas, tchecas, japonesas, portuguesas e nigerianas.

A participação foi amplamente distribuída entre as contas capturadas, com a maioria aparecendo apenas uma vez.

Os resultados não demonstram organização centralizada ou coordenação por trás dos postos.

Os próprios usuários começaram a comentar sobre o fenômeno em 9 de outubro. Oren Barsky chamou isso de "a tendência 'não sou judeu, mas sou sionista' "uma das  coisas mais comoventes já vistas em sua plataforma," basicamente sua ração inteira.

Em 11 de outubro, Barsky disse que era "basicamente seu feed inteiro."



Oren Barsky, residente em Israel, é atualmente fundador e co-CEO da PlanIt - פלאניט.

 

Oren Barsky traz consigo experiência adquirida em cargos anteriores na Webstart.co.il, Oren Barsky, Next Point SOCIMI e Invest 360 Investment Management Ltd. Possui um diploma de bacharel em Ciências Sociais, obtido entre 2001 e 2005, pela Faculdade Acadêmica de Tel Aviv, em Jaffa.





Notícia realmente auspiciosa em meio a tantas outras enganosas, falsas, criadas propositalmente para atiçar o ódio contra os judeus.

Em tempos de altíssimo antissemitismo no mundo e em especial nas redes sociais criminosas e contraditórias, esta notícia traz um alento para o Povo Judeu.



FONTES:

https://unitedwithisrael.org/the-im-not-jewish-but-im-a-zionist-trend-surges-across-social-media/ por Shula Rosen

https://www.jpost.com/diaspora/article-911352


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

VOCÊ SABIA? - Angela Buchdahl, uma Rabina inusitada

Por Itanira Heineberg


“Are you Jewish?”                                                      

“Você é judia?”

 

“Você não parece judia!”                                         

“Sua mãe não é judia!!!”

Estas e outras inquirições duvidosas acompanharam a rabina Angela W. Buchdahl durante sua vida, conforme relata em seu esplendoroso livro.

 

Coração de uma Estranha: A História de Fé, Identidade e Pertencimento de uma Rabina Inusitada

 

Você Sabia que Angela Warnick Buchdahl, nascida em 8 de julho de 1972,  na Coreia do Sul, uma rabina americana nascida em Seul, foi a primeira americana de ascendência asiática a liderar uma grande sinagoga nos EUA?

Aos cinco anos Warnick mudou-se com a família para Tacoma, em Washington, onde seu pai, um judeu reformista americano, e sua mãe, uma budista coreana, a criaram na fé judaica. Musicalmente talentosa, ela não só cantava como também aprendeu a tocar vários instrumentos, incluindo piano e flauta, e aos 14 anos tornou-se professora de música em sua sinagoga local.

Frequentou acampamentos de verão do movimento reformista e, depois de passar um tempo em Israel em um programa para jovens aos 16 anos, decidiu se tornar rabina. Formou-se em Estudos Religiosos pela Universidade de Yale em 1994, onde conheceu seu futuro marido, Jacob Buchdahl, que se tornou advogado.

Warnick completou seus estudos rabínicos e cantoriais no Hebrew Union College – Jewish Institute of Religion, na cidade de Nova York. Ela foi contratada como cantora litúrgica em 1999 e ordenada rabina em 2001, tornando-se a primeira mulher a ocupar ambos os cargos.

Em seguida, atuou como rabina associada e cantora litúrgica no Templo Reformista de Westchester, em Scarsdale, Nova York.

Em 2006 Warnick atuou na Sinagoga Central da cidade de Nova York como Chazan Principal (cantora) e em 2014 a Congregação do templo a escolheu como Rabina Sênior.

Além de exercer suas funções oficiais, começou a escrever artigos e a falar publicamente sobre suas experiências como judia asiático-americana e seu desafio de aceitar sua herança mista.

Em seu instigante livro, em parte autobiografia, em parte coletânea de sermões, “Coração de uma Estranha” conta a história da rabina/cantora Angela Buchdahl.

Filha de uma mãe budista coreana e de um pai judeu americano, Buchdahl narra os muitos caminhos que percorreu para se tornar a rabina sênior da Sinagoga Central, uma das comunidades judaicas mais proeminentes e inovadoras dos Estados Unidos.

Embora o livro narre os eventos de sua vida, fica claro desde as primeiras páginas que “Coração de uma Estranha” não é uma autobiografia comum.

Cada capítulo é temático.

Primeiramente, aborda uma pessoa ou um episódio da vida de Buchdahl. Esses temas variam desde as primeiras experiências espirituais em caminhadas com sua mãe até os encontros de Buchdahl na infância com a música folclórica judaica, passando pelo amor por seu marido, Jacob, até os desafios que enfrentou na administração de sua congregação.

A cada uma dessas reflexões pessoais, há um sermão, centrado em uma única palavra hebraica, que resume o tema principal da prédica.

Um exemplo, Buchdahl escreve comoventemente sobre a experiência de dar à luz seu primeiro filho, Gabriel. Ela relata o medo que sentiu, ciente do fardo sagrado que carregava ao cuidar daquele bebê. A maternidade a obrigou a encarar sua imperfeição e a ensinou a depender do apoio dos outros. Essa história é acompanhada por uma meditação sobre ruach, que ela traduz como  “vento”, mas depois ensina que pode significar espírito e respiração. Ela conta a história de quando andava de bicicleta num dia de vento — como era fácil quando o vento estava a seu favor, mas como era difícil quando pedalava contra ele. Esse vento, ela nos lembra, é como Deus. Não podemos vê-lo, mas o sentimos. Esse ensinamento já seria poderoso por si só, mas, aliado à história de sua maternidade em desenvolvimento, torna-se ainda mais impactante. Embora ela não se aprofunde muito na espiritualidade ao segurar seu bebê, o fato de essa história ser seguida por uma meditação sobre Deus mostra que sua experiência de parto foi profundamente espiritual. A inclusão do sermão permite que ela capture o humor e o pathos da história original e, em seguida, revele camadas adicionais de significado, de modo que possa filosofar sem perder o foco.

Segundo Marc Katz, para aqueles que admiram Buchdahl à distância, seu livro responde a muitas perguntas. O que a levou a amar a música? O que significa se sentir ao mesmo tempo parte integrante e fora da comunidade judaica? Como ela foi parar na Sinagoga Central? Como ela lida com a política em uma sinagoga rica e ideologicamente diversa do Upper East Side?

Talvez o capítulo mais fascinante seja sobre um episódio de 2022, quando um homem entrou numa sinagoga em Colleyville, Texas, fez os fiéis reféns e exigiu falar com Buchdahl — que ele acreditava, num delírio antissemita, ser poderosa o suficiente para libertar um prisioneiro detido nas proximidades sob acusações de terrorismo. Embora Buchdahl já tenha falado sobre esse dia em entrevistas e sermões, o livro oferece muito mais detalhes sobre seus sentimentos.

Coração de uma Estranha é um retrato comovente da jornada rabínica de uma mulher com uma história rica. O título é, de fato, apropriado. Ele não apenas revela como Buchdahl lida com suas duas identidades, tornando-a mais sensível àqueles que podem se sentir como forasteiros, mas também como o livro nos permite entrar em seu coração.

Coração de uma Estranha nos mostra os valores, as lutas, os anseios e a Torá que guiam uma das mestras mais influentes do judaísmo.

 

E neste novo século onde a diversidade humana desabrocha apesar da intolerância de muitos, do antissemitismo e do racismo em todos os continentes, mas com a compensação daqueles que procuram conhecer seus semelhantes, suas histórias e crenças para entendê-los melhor e melhor os aceitar fugindo dos preconceitos, Angela Buchdal, seu livro e sua reflexão sobre o ser e o viver têm muito a nos ensinar sobre nós mesmos e nossas escolhas e nos trazem uma mensagem auspiciosa de esperança para os dias que estamos vivenciando.

E completando nosso texto sobre esta pessoa exemplar, convidamos a todos para melhor conhecer e desfrutar de sua simpatia e sorriso franco, para o vídeo abaixo:




FONTES:

https://www.britannica.com/biography/Angela-Warnick-Buchdahl

https://jwa.org/encyclopedia/article/buchdahl-angela

https://centralsynagogue.org/about-us/our-clergy/angela-w-buchdahl

https://www.washingtonpost.com/books/2025/10/18/rabbi-angela-buchdahl-memoir/

https://www.hartman.org.il/person/angela-buchdahl/

https://www.jewishbookcouncil.org/book/heart-of-a-stranger-an-unlikely-rabbis-story-of-faith-identity-and-belonging

 

 

 


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

VOCÊ SABIA? - Fauda

Da Conciliação ao Apoio Ferrenho a Israel, Série “Fauda” ou “Caos” em quinta temporada

Por Itanira Heineberg


Você Sabia que a  série "Fauda" regressa à Netflix após os ataques de 7 de outubro e torna-se campeã de audiência no Líbano, país com o qual Israel não mantém relacionamento diplomático: o show mais assistido na Netflix, noite após noite?

O mesmo sucesso está se repetindo na Jordânia, Marrocos, na Europa - a série vindo a ser a mais visitada em 43 países em um único dia.

E a mais vista em Israel.




Lior Raz, um dos criadores da série, diz à Netflix que espera que o público compreenda a importância da paz, a necessidade de pensar de outra forma e como a guerra está a destruir o mundo.

 

Logo no início de Fauda, nas primeiras temporadas, a série procurou retratar histórias humanas de ambos os lados do conflito israelo-palestiniano.

 

Já a nova temporada, criada por Avi Issacharoff e Lior Raz, decorre dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, levados a cabo pelo grupo islamita Hamas no sul de Israel.

 

Acompanhamos a história de Doron Kavillio, comandante de uma unidade militar israelita de operações encobertas, perseguindo um operativo do Hamas que julgava ter morto.

Doron ruma também a Marselha, França, depois de descobrir que um velho amigo se lançou numa missão de vingança não autorizada.

Raz, que interpreta Doron, disse ao site oficial da Netflix que a quinta temporada "não é sobre tentar mostrar o que aconteceu".

 

"Trata-se de tentar contar uma história, de perceber como conseguiríamos inserir as nossas personagens nessas situações e nessa história que aconteceu de fato".

 

"Por isso, para nós, era importante ser muito rigorosos em relação ao que aconteceu na realidade, mas também colocar as nossas personagens nesta situação imprevisível".

 

Raz acrescentou que esperava que os espectadores percebessem "como a paz é importante, como temos de pensar de forma diferente e como a guerra está a destruir o mundo".

"Está a destruir a nossa região, está a destruir o nosso país e, seguramente, os países deles. Sabemos que as pessoas veem esta série em todo o mundo, no mundo árabe, em Israel, e verão que o preço da guerra é pesado e que precisamos ter esperança para resolver esta situação".

 

Os ataques do Hamas a Israel, a 7 de outubro, mataram cerca de 1.200 pessoas e outras 251 foram feitas reféns e levadas em péssimas condições e abusos para a Faixa de Gaza.

Enquanto a dor e as lágrimas inundavam drasticamente os israelenses e os judeus na Diáspora, o que se via nas ruas e avenidas das grandes capitais e cidades do mundo eram comemorações de alegria, gritos de vitória, apoio total às barbáries cometidas contra Israel e seu povo.

Algo inusitado e incompreensível para quem compreendia o que tinha realmente acontecido.

Em resposta, Israel iniciou uma campanha aérea contra Gaza e lançou, simultaneamente, uma invasão terrestre do território.

E para tentar esclarecer o mundo sobre o terrível e desumano atentado, o seriado  FAUDA alcançou algo muito desejado mas também talvez quase impossível:

Fazer com que  milhares de pessoas ao redor do mundo entendessem o dia 7 de outubro após quase 3 anos de desinformações, discussões e acusações falsas sobre o inaceitável massacre.

Os episódios 7 e 8 da quinta temporada trouxeram à tona o horror daquela manhã e a reação foi enorme: uma nota de 9,3 no IMDb e um dia apenas após seu lançamento na Netflix a série já figurava entre as 10 mais assistidas em 43 países.

Mas o fato mais impactante não está em nenhum ranking.

Está, sim, nas redes sociais, onde pessoas de diferentes países dizem, chocadas, que só agora entendem o que o Hamas fez naquele dia. Isto sim é surpreendente e significativo.

Porque quase 3 anos se passaram, com vídeos reais, depoimentos, assassinatos, sequestros, famílias destruídas e atrocidades filmadas pelos próprios terroristas, tudo lá desde o primeiro dia e mesmo assim milhões de pessoas deram suas opiniões, marcharam com cartazes, acusaram injustamente, condenaram Israel sem realmente entender o que havia acionado aquela guerra. Não tentaram descobrir o que a havia desencadeado.

Aí está algo surpreendente: uma história verdadeira contada numa série de televisão, acorda as multidões.

Valorizemos a intenção e força desta iniciativa, o poder de relatar fatos, a vontade de sacudir as multidões e fazê-las finalmente entender o que vivenciaram e não alcançaram perceber.

Esta notícia sobre o quase milagre de FAUDA, o realizar que o mundo, em seus cantos diversos aos poucos entenda o que está acontecendo, encheu-me de alegria, uma euforia inusitada, uma conquista da família, um sonho há muito esperado.

Mas artigos sobre Greta Thunberg e sua devoção cega ao movimento BDS, fotos da placa da  Rua Estado de Israel sendo substituída por placa Rua Palestina Livre, um ataque à mão armada a uma sinagoga no Canadá em Yom Kipur, me devolveram ao meu estado de ansiedade anterior.

Desde o nascimento de nossa primeira filha, tinha certeza que sua geração não passaria pelo que seus avós passaram na Alemanha de Hitler. E eis que vejo as cenas se repetirem, e o Brasil aderindo a elas com determinação e autoridade.

Lembrei então de um ditado ou provérbio, “count your blessings”, expressão muitas vezes por mim repetida em situações de crise aos meus filhos, netos e bisnetas: contar nossas bençãos.

Não procurar aquilo que nos falta, mas olhar e descobrir  o que está em nosso meio copo, apreciar as bênçãos recebidas até hoje, valorizá-las e por elas agradecer.

Assim refletindo, se FAUDA nos trouxe compreensão maior e mais verdadeira de nossa história e o apoio dos até então mal - informados sobre o terrível massacre de 7 de outubro, festejemos esta admirável conquista aspirando por mais FAUDAS, que mais encantamentos surjam a este povo que resistiu por 3 Mil anos e ainda está presente lutando com suas próprias iniciativas, fé e resiliência para entregar PAZ a Todos.

 

Palavras do Diretor de Fauda:

“Quero que o público estrangeiro olhe nos olhos do meu personagem e enxergue o que sentimos naqueles dias. Como eles se sentiriam se isso acontecesse em seus países? Quero que as pessoas abram os olhos... ”

 

Que alcancemos o reconhecimento desta luta, o reconhecimento deste Israel que nada mais almeja do que viver em paz no pequenino pedaço de terra que lhe foi oficialmente reconhecido pela ONU em 1948.




FONTES:

https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/nova-temporada-de-fauda-faz-reviver-o-dia-7-de-outubro-e-ja-e-a-mais-vista-em-israel-e-no-libano

https://veja.abril.com.br/cultura/serie-fauda-troca-conciliacao-por-apoio-ferrenho-a-israel-em-nova-temporada/

https://diariodeseries.com.br/fauda-5-temporada-guerra-israel-hamas/#google_vignette

https://www.bbc.com/portuguese/extra/IkTCzu5CAd/Israel_historico_fronteiras

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

VOCÊ SABIA? - Karl Landsteiner, o Pai da Medicina Transfusional

 Por Itanira Heineberg






Você Sabia que antigamente as transfusões de sangue entre pessoas frequentemente causavam a morte dos pacientes?

E você sabia que foi Karl Landsteiner, cientista judeu, quem descobriu o sistema ABO de grupos sanguíneos em nos anos 1900 e 1901, o que tornou as transfusões de sangue seguras?


Pai da Medicina Transfusional

O experimento: Landsteiner misturou hemácias e soro de diferentes pessoas e percebeu que o sangue se aglutinava (grudava) em alguns casos.

O sistema ABO: Ele identificou três grupos iniciais (A, B e O). O quarto grupo (AB) foi descoberto logo depois com seus alunos.

Fator Rh: Em 1940, ele também ajudou a descobrir o fator Rh, completando a base da tipagem sanguínea moderna.

Em 1902, Alfred von Decastello, um dos colegas de Landsteiner, e seu aluno Adriano Sturli descobriram o quarto grupo sanguíneo, AB, que inclui os antígenos A e B nas hemácias, mas não possui anticorpos anti-A ou anti-B no plasma.

Essa descoberta completou o sistema de grupos sanguíneos ABO como o conhecemos hoje. Essa descoberta inovadora mudou o processo de transfusão de sangue, tornando-o muito menos arriscado ao garantir a compatibilidade entre doador e receptor. 


A primeira transfusão de sangue bem-sucedida foi realizada por Reuben Ottenberg, um médico judeu, utilizando o sistema de grupos sanguíneos ABO no Hospital Mount Sinai, em Nova York, em 1907.




Este hospital foi fundado em 1852 como The Jew’s Hospital, porque médicos judeus não conseguiam trabalhar nos outros hospitais por antissemitismo.

Posteriormente, o primeiro teste de tipagem sanguínea foi estabelecido em 1910, o que levou à criação de um serviço oficial de bancos de sangue na década de 1930.

As descobertas subsequentes de Landsteiner sobre o grupo sanguíneo 'AB' como receptor universal e o grupo sanguíneo 'O' como doador universal impactaram significativamente a área da medicina transfusional.

A identificação desses grupos explicou por que algumas transfusões eram bem-sucedidas enquanto outras falhavam: tipos sanguíneos incompatíveis podiam desencadear aglutinações.

Em 1930, Karl Landsteiner foi agraciado com o 'Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina' e foi chamado de 'Pai da Medicina Transfusional' devido aos seus trabalhos pioneiros.



Quem foi Karl Landsteiner, o biólogo judeu nascido na Áustria em 1868 e falecido em 1943, receptor do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1930 por suas descobertas?

Sua infância e educação moldaram significativamente sua carreira científica.

Karl Landsteiner foi um biólogo, médico e imunologista judeu austro-americano. Seu pai, Leopold Landsteiner, era um jornalista e editor proeminente, mas faleceu quando Karl tinha apenas seis anos de idade.

Filho único de uma próspera e influente família judia, Karl foi criado exclusivamente pela mãe Fanny, com ela mantendo um forte vínculo afetivo.

Aluno exemplar desde cedo, ingressou aos 12 anos na escola secundária (Staatsgymnasium) e, aos 17 anos (em 1885) entrou na Escola de Medicina da Universidade de Viena.

Landsteiner nasceu e cresceu no seio do judaísmo.

Em 1890, aos 22 anos, pouco antes de se formar em medicina, Karl Landsteiner e sua mãe se converteram oficialmente ao catolicismo romano, sendo ambos batizados na Igreja Católica.

Historiadores apontam que a conversão ocorreu principalmente devido ao crescente antissemitismo em Viena na época.

A mudança de religião facilitava a progressão em carreiras acadêmicas e médicas, que eram frequentemente obstaculizadas para cidadãos de origem judia no Império Austro-Húngaro.

Como podemos verificar não foi uma religião ou outra que levou a ciência a salvar vidas e mudar o conhecimento e possibilidades de usar e tratar o sangue humano, mas a integridade e amor à vida de um médico, Dr. Karl Landsteiner.



FONTES:

https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1930/landsteiner/biographical/

https://www.nobelprize.org/about/publications

https://www.rockefeller.edu/our-scientists/karl-landsteiner/2554-nobel-prize/

https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11458791/

https://circulatingnow.nlm.nih.gov/2013/08/09/the-blood-donor-evolution/

https://archives.med.nyu.edu/node/3582

https://transfusionregistry.org/history/

https://erytro.com.br/blog/historia-da-hemoterapia-no-mundo-e-no-brasil/


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

VOCÊ SABIA? - O renascimento da praia de Zikim

 

Por Itanira Heineberg


Praia de Zikim, Israel


Você Sabia que Israel reabriu a linda praia por onde milicianos terroristas do Hamas entraram com intenções destruidoras no país em 7 de outubro de 2023 e a arrasaram?

 

🚩Praia de Zikim, em Israel - 7.10.2023


Madrugada de sábado e feriado, um dos lugares mais calmos e tranquilos que existem.

Um local onde as famílias se reuniam para um churrasco e curtiam momentos compartilhados na Praia.

Naquele dia os terroristas do Hamas desembarcam e simplesmente massacram 40 pessoas no seu caminho.


A batalha na praia de Zikim, em 7 de outubro, envolveu o primeiro uso em combate do veículo blindado de combate Eitan.

 

Zikim foi um dos principais locais do massacre do Hamas no dia 7 de outubro.

Lá, adolescentes de 15 e 16 anos que estavam acampando, além de pescadores, foram surpreendidos e assassinados pelos terroristas do Hamas.

Assistamos a um vídeo por André Lajst onde ele conta como foi o ataque e mostra os lugares onde as pessoas tentaram se proteger e morreram fuziladas pelos assassinos do Hamas.

Clique aqui 

Agora, passados longos meses de espera, banhistas retornam às praias ao norte de Gaza com sentimentos de alívio e perda após os assassinatos ocorridos há mais de dois anos.

Agora pode-se ver um mundo diferente, nas areias limpas e macias da praia de Zikim ou em suas águas azul-celeste e turquesa, onde pessoas caminham com o sentimento de vitória.

Olhando para além da alta cerca de ferro que marca o fim da praia, os contornos do que restou do resort Beit Lahia, em Gaza, são claramente visíveis a menos de 3 quilômetros ao sul, ao longo da costa – assim como os vigilantes destroieres israelenses no mar.

Em 7 de outubro de 2023, homens armados do Hamas usaram lanchas rápidas para desembarcar em Zikim com o objetivo de capturar a base de treinamento militar próxima.


Na violência que se seguiu, 17 civis foram mortos na praia, incluindo pescadores, adolescentes em um acampamento e um grupo que havia realizado uma festa no local na noite anterior. 

A praia, com seus chuveiros, abrigos e torre de salva-vidas destruídos pelo fogo, foi interditada ao público pelos militares israelenses.

Os trabalhos de reconstrução das instalações começaram em 2025 nesta praia ao sul de Israel, próxima à fronteira, ao norte da faixa de Gaza, e a mesma foi totalmente reaberta ao público após passar por uma ampla reconstrução de cerca de 20 milhões de shekels (aproximadamente US$ 5,5 a 6 milhões), aplicados em novas instalações, áreas de descanso e gramados.

A reabertura, outubro de 2025,  foi aprovada pelo Comando Sul das Forças de Defesa de Israel (FDI) após avaliações de segurança, mantendo postos militares e forte presença de tropas na região para garantir a segurança dos visitantes.

O local mescla o clima de renovação e retorno à normalidade com a forte lembrança histórica do trauma vivido no local.

A partir da reabertura do sítio ao público, imagens e fotos das principais agências de notícias mostram banhistas aproveitando a faixa de areia renovada, guarda-sóis brancos, grama sintética e a presença de torres de vigilância militar e patrulhas nas proximidades.



Na praia de Zikim, ainda resta um abrigo antibombas daquela época, onde foi erguido um pequeno santuário em homenagem a Yulia Chaban, de 24 anos, que morreu ali com seu namorado, Abed Ziyadne, de 26 anos.

Mais um vídeo desta vez mostrando a reabertura oficial da praia de Zikim ao sul de Ashkelon, uma feliz e esperada inauguração com famílias, soldados, e muita segurança com postos militares operando desde as 7 da manhã até às 6 da tarde.

Veremos a diferença do pós o massacre e das belas cenas atuais. Uma zona vulnerável com sinais de vitória apesar do ataque mortal no dia 7 de outubro de 2023. Clique aqui para assistir.

16 de outubro de 2025


Velas e flores em homenagem às vítimas mortas nos ataques do Hamas de 7 de outubro são exibidas dentro de um abrigo antibombas na praia do kibutz de Zikim, no sul de Israel, a praia israelense mais próxima da Faixa de Gaza.

Praia de Zikim e a fronteira com a Faixa de Gaza. Ao longe, podem ser vistos os altos edifícios da Cidade de Gaza.


Mais uma vez Israel mostra sua força de lutar por sua existência, reconstruindo suas perdas e olhando para o futuro com decisão e esperança de manter seu país uma das maiores democracias do planeta.


FONTES:

https://exame.com/mundo/israel-ira-reabrir-praia-por-onde-hamas-entrou-7-de-outubro/

https://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:119285_zikim_beach_PikiWiki_Israel.jpg

https://www.710360.kan.org.il/en/zikim-beach/migunit-z

https://www.theguardian.com/world/2025/oct/16/i-can-breathe-again-israel-zikim-beach-open-for-first-time-since-7-october-attack

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/10/11/antes-e-depois-de-assassinatos-em-base-de-israel-vitimas-gravam-video-se-escondendo-de-tiros-depois-aparecem-mortas-em-imagens-do-hamas.ghtml

https://www.jpost.com/israel-hamas-war/article-798929

https://www.timesofisrael.com/as-zikim-reopens-for-first-time-since-massacre-beach-vibes-cant-keep-traumas-at-bay/

 


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

VOCÊ SABIA? - Sinagoga Basílica, uma joia arqueológica

 

Por Itanira Heineberg




A ALBÂNIA, um dos países mais pobres da Europa, uma democracia de pouco mais de 30 anos de existência, guarda em seu território uma joia judaica arqueológica de valor inestimável, bem zelada e preservada - mas de pouco conhecimento por parte de seus cidadãos.







Você Sabia que a Sinagoga-Basílica de Sarandë é um dos sítios arqueológicos mais fascinantes da Albânia, documentando a transição religiosa e cultural da região entre os séculos IV e VI?




Muito importante ressaltar que este complexo localizado no coração da cidade costeira de Sarandë (antiga Onchesmos) representa a primeira evidência arqueológica de uma comunidade judaica antiga na Albânia.



A história dos judeus no país remonta a cerca de 2.000 anos.

De acordo com o historiador Apostol Kotani (Albânia e os judeus), "Os judeus podem ter chegado pela primeira vez à Albânia já em 70 d.C. como prisioneiros em navios romanos que foram arrastados para a costa sul do país. Descendentes desses cativos construiriam a primeira sinagoga na cidade portuária do sul de Sarandë no século V.”


As maravilhas arqueológicas de Sarandë


Descoberta na década de 1980, escavada e restaurada no início dos anos 2000, a sinagoga de Sarandë data do século V e pertencia a uma comunidade próspera e proeminente, como indica sua localização no coração da cidade velha. Os visitantes podem agora admirar os mosaicos, incluindo uma menorá e o que parece ser a Arca da Aliança.

No século VI, a sinagoga foi transformada em basílica.

Os visitantes podem encontrar informações mais detalhadas e fotografias no Museu Arqueológico da cidade.



Vejamos agora o histórico do Sítio Arqueológico:

O monumento passou por fases distintas ao longo de sua existência:

Séculos II a IV (Origens): O local inicialmente abrigava residências privadas romanas, identificadas por fundações de vilas e mosaicos primitivos.

Século V (A Sinagoga): Uma próspera comunidade de judeus (que teriam chegado à costa albanesa por volta de 70 d.C.) construiu uma grande sinagoga. Esta fase continha várias salas decoradas com mosaicos que exibiam símbolos puramente judaicos, como a Menorá (candelabro de sete braços), o Shofar (chifre de carneiro) e o Etrog (fruta cítrica).

Século VI (Conversão em Basílica Cristã): Durante o Império Bizantino, a estrutura foi expandida e convertida em uma Basílica Paleocristã (igreja cristã primitiva). Novos mosaicos foram sobrepostos, retratando animais, árvores, vasos e representações bíblicas sem referências estritamente judaicas.

Destruição: Estima-se que o complexo foi totalmente destruído por invasões eslavas e bávaras entre os anos de 580 e 585 d.C.



Em 2003, uma cooperação internacional entre o Instituto de Arqueologia de Tirana e o Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém retomou os trabalhos no local. Foi essa escavação conjunta que confirmou a identidade judaica do templo primitivo ao limpar os mosaicos enterrados.




Ao preparar nossa recente viagem à Albânia descobri a existência das ruínas desta sinagoga e estava ansiosa por visitar o sítio.

Mas desde o primeiro contato em terra firme, ouvia dizer que não havia sinagogas ou ruínas no país. O motorista de táxi, as moças e moços da recepção dos hotéis, nosso maravilhoso guia que nos acompanhou durante 6 dias, todos negavam a minha história.

Já no penúltimo dia, ou melhor, penúltima noite de nosso périplo pelo país, num momento de quase fúria, após um dia cansativo de muitas caminhadas e visitas a castelos e temperaturas de 42 graus, arrisquei a IA e descobri que estávamos perto do lugar sagrado, Sarandë, uma linda cidade.

Com muito sol, calor e alegria percorremos as ruas das ruínas, imaginando onde estaria a bimah, onde ficariam as pessoas durante as orações. Enfim, havíamos chegado ao lugar por nós tão esperado.

Queríamos desfrutar desta oportunidade de ver um pouco mais deste país,

Desta Albânia que protegeu seus judeus durante a Segunda Guerra Mundial com base no código de honra tradicional chamado besa.

O país foi um dos raros lugares na Europa onde a população judaica aumentou durante o Holocausto devido aos refugiados abrigados.





Hoje a população judaica no país reduziu-se a cem pessoas pois, com o fim do regime comunista, os judeus albaneses emigraram para Israel.




 

FONTES:

https://jguideeurope.org/en/region/albania/sarande/

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y9nr3n79o

https://blog.ehri-project.eu/2024/01/24/the-rescue-of-jews-in-albania/

IA