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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

ACONTECE: O REI ESTÁ NO CAMPO

 Por Regina P Markus - 3/Elul/5785,  27 de agosto de 2025


ELUL - Inteligência - Memória


O último mês do ano, quando o Shofar é tocado todos os dias para lembrar que O REI ESTÁ NO CAMPO. Melech (Mélerr) ba Sadê. Encerrar lentamente o ciclo anual, como acontece com o amanhecer, com as lindas cores que anunciam a chegada do Sol. O Shofar emite um som que ecoa pelos vales e montanhas e também pela cidade. Lembro de quando meu sobrinho, Daniel, vinha tocar Shofar na varanda e podia ser apreciado por muitos. Tempo de reflexão, tempo de transição. O nome Elul é um acróstico e significa "Eu sou de meu Amado, e meu Amado é meu". Redundante, mostrando a interação entre dois seres. Uma interação íntima que pode ser com um parceiro ou com o Rei que está no Campo. Amar o Rei, que é, segundo os cabalistas, D'us. Neste contexto, a interação é feita através do ar que respiramos! Entra por nossas narinas e provê elemento essencial para a vida. E aqui, lembramos que escutar é a base do judaísmo - Shema Israel Adonai Elokeinu Adonai Errad. Ouve ó Israel, Adonai é D'us, Adonai é UM. E neste "um" está incluído o bem e o mal, o certo e o errado. Nós inspiramos o todo, aproveitamos o bom e expiramos o que nos faria mal. A saída é pela mesma via de entrada, o ar expirado, ou por outras vias como a pele e as reações. E há um mal que fica, e precisamos lidar com ele. No momento, para o Povo de Israel, os RATUFIM (abduzidos, levados, sequestrados). 🚨 Dia 691 🎗️ nossos 50. Elevemos nossas vozes para que não sejam esquecidos. Vamos andar por este mundo que deturpa a cada dia os acontecimentos e deixar registros que possam servir de informação para o futuro.

O que acontece no dia a dia em Israel e em todas as frentes segue um rumo mal definido. Foguetes continuam sendo enviados para Israel, e todo dia há alertas por todo o país. Esta noite foi no centro de Israel, e os mísseis foram enviados do Iêmen. Foram abatidos antes de entrar em Israel.
A guerra das mentiras continua. E o mundo e o Brasil compram. Uma vergonha que docentes da USP recebam um texto difamatório para assinar. Entre os idealizadores há docentes de ascendência judaica que discordam da existência do Estado de Israel. Há feministas e vários membros de grupos diversos que idealizam grupos de sequestradores e torturadores, esquecendo que entre eles a diversidade não é reconhecida ou apreciada. 

Muitas vezes digo a amigos que há ladainhas que não precisam ser repetidas, a não ser que queiramos transformá-las em rezas. Mas atualmente converso com tantos que ignoram a verdade sobre o Estado de Israel, que creio que devemos repetir sim. Querer jogar sobre Israel a pecha de discriminador é desconhecer a verdade. O Estado de Israel é plural. Formado por cidadãos de diferentes credos, etnias, orientação de gênero, etc. 

Esta semana lemos a Parashá Shoftim (Juízes). É a 48ª parashá da Torah e a 5ª do Livro de Devarim (Deuteronômio). É dedicada ao sistema de justiça. Uma instituição separada dos poderes executivo e legislativo e também dos geradores de riqueza (empresários e trabalhadores). Encontramos princípios, regras e modos operacionais. Um dos pontos que chama a atenção é que dentro dos princípios de Tikun Olam (construção do mundo) são dados tratamentos especiais a diferentes grupos ou tipos de pessoas. Israel está em guerra há 691 dias. O israelense está cansado e em busca de soluções que devem incluir a volta imediata de todos os reféns. Mas o exército está mobilizado, pessoas morrendo e sendo substituídas. Uma das questões que têm ocupado a mídia israelense e judaica é: quem serve? Todos já escutamos que há haredim que se recusam a servir. Estes estão sendo buscados para integrar as Forças de Defesa de Israel. O não atendimento a convocações passou a ser considerado deserção. Um dos argumentos dos que contestam este posicionamento é que vários grupos de cidadãos israelenses, como por exemplo os de origem árabe, que não servem no exército, não são considerados desertores.

A pergunta que não cala para os que não captam a íntima relação entre a justiça na Torah e no atual Estado de Israel é: por que o tratamento diferencial entre árabes e judeus? Mesmo que neste caso a penalização caia sobre os judeus e não sobre os árabes, poderia ser isso considerado discriminação?

E a resposta é surpreendente! Israel é o único Estado Judeu no mundo. É a terra ancestral do povo judeu e nas atuais circunstâncias cabe a todos os cidadãos israelenses judeus defender o país. Por outro lado, na declaração de independência do Estado de Israel está registrado que todos os cidadãos que moravam naquele território em 1948 poderiam adquirir a nacionalidade israelense e mantê-la para as próximas gerações. Hoje vi um vídeo em que um árabe que serve nas Forças de Defesa de Israel (FDI) declara que todos os cidadãos israelenses árabes podem servir. Para isso têm que se voluntariar. Há a opção de servir a FDI ou o Sherut Leumi, que realiza ações comunitárias e de integração. Em outras palavras, é uma questão de livre arbítrio. Um dos pontos principais na relação entre HaShem e a humanidade.

E a Faixa de Gaza? Abaixo-assinados rodam por todo o Brasil e há várias ações no exterior de difamação do Estado de Israel. A maioria das afirmações é falsa. Contestadas oficialmente e por mídias sociais e certos jornais. Hoje quero deixar registrados alguns dos muitos informes que comprovam o respeito que Israel tem pela vida e o firme desejo de encerrar este conflito. E também algumas das novidades que estão gerando apreensão.

Continuando em nossa jornada e esperando mais esperançando que este conflito chegue a um final breve.

Shabat Shalom!

Regina

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1 - FONTES DA BBC na FAIXA DE GAZA disseram que quantidades significativas de ajuda humanitária foram tomadas pelo H1M1S. StandWithUS - Vejam o que fala a viúva Nisslei Kaled - (post 5/7). 



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2 - @byKrok publicou um texto de Luai Ahmed, um influenciador e ativista de direitos humanos iemenita. Bem abaixo tem a transcrição de um vídeo gravado há 25 semanas!!! 

Luai Ahmed é um influenciador e ativista pelos direitos humanos. Ele foi criado na capital do Iêmen, Sanaa. Cresceu em casa com os valores incutidos por sua mãe, Amal Basha, ativista pela paz e pelos direitos das mulheres e vencedora de diversas honrarias, incluindo um doutorado honorário da Universidade de Toronto. Após o ativismo feminista de sua mãe, a organização Al-Qaeda ameaçou sua família em 2013 em uma carta aberta à população do Iêmen para obter o endereço de sua família a fim de atacar a todos. 

Em 2014, Luai Ahmed teve a oportunidade de proferir uma palestra a convite da "Fundação Olof Palme", ​​na Suécia. Seus familiares o incentivaram a buscar asilo lá. Ele se mudou para Halmstad e, desde então, viveu lá pelos quatro anos seguintes. Solicitou e recebeu asilo político e, posteriormente, também a cidadania sueca.

Ahmed é ativo nas redes sociais, acumulando mais de 390 mil seguidores: no X, com 192 mil seguidores; no Instagram, 112 mil; no TikTok, 75 mil; e no Facebook, 11 mil. Seus vídeos viralizaram na rede, nos meses entre outubro e novembro de 2023, e ele conquistou cerca de 100 mil seguidores. Ele condena o que considera a hipocrisia do Oriente Médio, o ódio aos judeus incutido desde a infância.

Neste vídeo, diretamente da sede da ONU, durante uma sessão do Conselho de Direitos Humanos, ele expõe a hipocrisia e double standard de tantos países membros e sua obsessão por Israel, e só por Israel, enquanto conflitos muito maiores e fome generalizada muito, mas muito mais abrangente em outros países, são esquecidos apesar de tantas provas. Este vídeo foi gravado há 25 semanas! 
Se não conseguiu abrir o link para ouvir o poderoso discuso do yementita Luai Ahmed, leia a transcrição feita por OyVeyGram. 

“Pergunto à ONU, à Liga Árabe e a todos os que hastearam a bandeira palestina desde 7 de outubro: Onde está a bandeira do Iêmen? No meu país, meio milhão de pessoas morreram nos últimos 10 anos. A maior fome e crise humanitária da história moderna. Por que ninguém se importa quando meio milhão de iemenitas morrem? E o Sudão? Em menos de dois anos, mais de 150 mil pessoas foram mortas. Onde está a bandeira sudanesa? E a Síria? Meio milhão de pessoas foram mortas. Onde está a bandeira da Síria? Alto Comissário, porque é que quando os árabes matam milhões de árabes, ninguém pisca? Onde está a indignação? Onde estão os protestos? Alto Comissário, posso perguntar por que é que o seu relatório menciona Israel 188 vezes – mas não menciona nem sequer uma vez a República Islâmica no Irã? Como se pode falar sobre o conflito ignorando o partido que armou, treinou e financiou os representantes do terrorismo - o Hamas, o Hezbollah, os Houthis - que têm bombardeado Israel milhares de vezes? Por que não menciona que os Houthis no Iêmen gastaram milhões de dólares disparando mísseis contra Israel, em vez de alimentar o meu povo faminto? E porque é que o Catar está aqui sentado como membro do Conselho dos Direitos Humanos quando acolhe os líderes terroristas do Hamas em hotéis de luxo?”

A resposta deles? Silêncio. Afinal, contra fatos não há argumentos. Obrigada Luai, por ser uma voz corajosa.

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3 - Ratufim libertados unem-se para reivindicar a soltura dos demais e a recuperação dos corpos.


IMAGEM DO DIA 📸Comunicado de Imprensa da Sede do Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas - publicado por WizoRio Ilana Gritzewsky, sobrevivente do sequestro do Hamas e parceira do refém Matan Zangauker, deve depor perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas em meia hora. Apoiadores se reuniram em frente ao prédio da ONU em Nova York em uma poderosa demonstração de solidariedade, exigindo o retorno imediato de todos os reféns por meio de um acordo e o fim dos conflitos. Crédito das fotos: Amnon Shemi.
___________ Sede do Fórum de Reféns e Famílias




quinta-feira, 21 de agosto de 2025

ACONTECE: O último mês de 5785 - Elul

 Por Regina P Markus

O Som do Shofar Anuncia a Chegada de um Novo Ano

O dia 1 de Elul começa ao entrar na noite do dia 24/08 e segue até o pôr do sol do dia 25/08. O mês em que os sentidos são estimulados. A parashá que é lida esta sexta-feira chama-se Reê - Ver. Usar o sentido da visão para acompanhar o mundo à nossa volta. O mundo físico. Aqui estão as regras da cashrut, responsabilidade com os semelhantes e a natureza e a menção das festas de peregrinação, Pessach Shavuot e Sucot.  VER e ESCUTAR. Vemos o que está à nossa frente. Escutamos os sons que estão em qualquer direção. SHEMÁ ISRAEL - Escute Israel - esta é uma oração que é rezada todos os dias, ao acordar e antes de adormecer. Israel, o segundo nome de Jacob, o patriarca. E o Shemá Israel na Torah aparece quando os filhos de Jacob se reunem ao seu leito de morte e garantem a continuidade de sua gente. E também quando Moshé está discursando antes de morrer, vendo a Terra Prometida, e sabendo que esta deverá ser única. Neste momento, ensina que manter unidos os ancestrais e os descendentes é a principal garantia de romper os tempos. ELUL - o acrônimo de Ani le Dodi ve Dodi li. Eu sou de meu amado e meu amado é meu. E assim, unimos o universal com o particular. O que temos em comum com aquilo que é único. 

Este ano, ao escutarmos o Som do Shofar, serviremos de ouvidos para todos os que estão livres e também para os reféns que ainda são mantidos pelo Hamas em condições subhumanas em Gaza. Onde estão? Por que a Cruz Vermelha e outras entidades humanitárias não cogitaram saber seu paradeiro? Por que não foram verificar suas condições? A cada nova informação que chega, ficamos todos horrorizados! D'us permita que possam ser resgatados ou liberados antes de atingir o marco de 7 de outubro de 2025.


As pessoas e histórias que tem que ser lembrados e resgatados

Nesta última semana, a guerra das mil versões e das criações de mídia foi ampliada. Vimos em São Paulo e em todo o mundo cenas de antissemitismo explícito. Os desmentidos estão acontecendo. BBC, New York Times e outros meios de comunicação abriram espaço para mostrar que a fome em Gaza, ilustrada com destaque em jornais, revistas e TVs, era uma falsidade. As imagens mostrando crianças e mulheres com quadros de alta subnutrição retratavam pessoas com doenças que induzem perdas musculares e deficiência na retenção de nutrientes. Após identificação das pessoas, ficou claro que estavam em hospitais na Europa e que o transporte havia sido providenciado por Israel. Também foi mostrado que a distribuição de alimentos estava sendo boicotada por grupos internos, que inclusive vendiam produtos recebidos como ajuda humanitária. BBC, New York Times, The Economist e outros publicaram as versões corrigidas. Com destaque menor, mas lá estava para servir de referência. O mesmo não consegui verificar na imprensa brasileira. Os jornais que deram mais destaque para as notícias falsas não fizeram retratação visível. 

A geopolítica internacional borbulhou ao longo da semana. O encontro pessoal de Trump e Putin no Alasca foi seguido por um encontro da principal liderança europeia e do Presidente da Ucrânia na Casa Branca. O tom agressivo de encontros anteriores foi substituído por um falar calmo, caracterizando a autoridade capaz de cunhar um futuro baseado em troca de opiniões e atitudes programadas. Sim, o mundo está precisando de mais trocas e menos fanfarras. A esperança é que possamos ver um eixo oriental capaz de incluir Arábia Saudita, Índia, China, Japão, Coreia do Sul, Síria, Jordânia, Líbano, Emirados Árabes Unidos e Israel capaz de liderar o silenciamento dos grandes grupos terroristas que têm fomentado o aumento do antissemitismo ao redor do mundo. Os blocos orientais seriam complementados por países da África, América e Europa - e então estaríamos caminhando para anos em que os interesses da humanidade estariam focados na "construção do mundo", tikun olam, ao invés de tangenciar sua extinção.

Semana em que esperança e desânimo fizeram com que a vida seguisse um rumo ainda desconhecido. Mas, entrando em ELUL - vamos iniciar um mês em que as prestações de contas com os nossos semelhantes vão permitindo selar fatos passados e pavimentar o futuro com realizações e esperança.

AM ISRAEL CHAI (leia RAI).

Regina


E agora, alguns fatos que merecem registro:

1) Uma parceria indo-israelense se traduziria em vantagem estratégica de longo prazo - 

ByDR. LAUREN DAGAN AMOSS
Updated: 

2017 Jerusalem Post

Este artigo analisa a política de inovação da Índia e a cooperação Índia-Israel em campos estratégicos para os dois países. Defesa e autodeterminação são pontos-chave. Cooperação no desenvolvimento de inteligência artificial, aeronáutica e medicamentos faz parte de colaborações de longo prazo que vêm ganhando formatação em metas. A cooperação em base acadêmica, que não é destacada no artigo, continua ativa. Vale a leitura.https://www.jpost.com/defense-and-tech/article-864825https://www.jpost.com/defense-and-tech/article-864825

Cada um dos países citados acima mantém projetos e colaborações com Israel. 

2) Eles se tornaram símbolos da fome em Gaza. Mas todos os 12 sofrem de outros problemas de saúde.

Uma investigação do Free Press descobriu que as fotos virais careciam de contexto importante: os indivíduos tinham fibrose cística, raquitismo ou outras doenças graves.

Por Olivia Reingold e Tanya Lukyanova

https://www.thefp.com/p/they-became-symbols-for-gazan-starvation


3) Exemplo de Proposta do Hamas para Cessar Fogo 

(ou será para ganhar tempo?) Não podemos esquecer que há pessoas de diferentes nacionalidades ainda sequestradas pelo Hamas. E vejam a proporção de resgate. Causa indignação.

Hostage Deal Update: Saudi media reports that Hamas agreed tonight to a 60-day ceasefire framework.

*  The IDF would withdraw about one kilometer, except for Beit Lahiah and Shejaiya.

•⁠  ⁠In exchange for 10 living hostages, Israel would release 140 prisoners serving life sentences and 60 others with terms over 15 years, as well as all women and minors.

*  Each  fallen Israeli hostage would be returned in exchange for 10 Palestinian bodies. 

•⁠  ⁠Humanitarian aid, fuel, electricity, and water would be allowed into Gaza.

•⁠  ⁠Rafah Crossing would reopen in both directions. 

•⁠  ⁠The ceasefire would be for 60 days, with renewed negotiations when it concluded.

𝗜𝗦𝗥𝗔𝗘𝗟 𝗟𝗜𝗩𝗘 𝗡𝗘𝗪𝗦 https://chat.whatsapp.com/GHnMSPhx8yMFxdTyOb9xnQ


4) Ações Judiciais Visando Corrigir Erros de Tribunais Internacionais


A ONG israelense Shurat HaDin entrou com uma ação judicial de 20 milhões de shekels (cerca de R$ 32 milhões) contra Karim Khan, promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando-o de ajudar o Hamas e obstruir a Justiça. O processo, movido em nome das famílias de três reféns mantidos na Faixa de Gaza, afirma que Khan transformou o TPI em “uma filial do grupo terrorista” e agiu contra Israel por motivações ocultas, incluindo o suposto encobrimento de denúncias de abuso sexual contra ele.

Segundo a ação, Khan demorou oito meses para emitir mandados de prisão contra os líderes do Hamas Yahya Sinwar, Mohammed Deif e Ismail Haniya, mortos por Israel nos últimos dois anos. Também há a ausência de mandados contra líderes da Jihad Islâmica Palestina e outros chefes do Hamas, que também mantinham reféns. 

Para a Shurat HaDin, Khan promoveu uma falsa equivalência moral entre Israel e o Hamas, dando legitimidade para que os terroristas continuassem a manter e abusar dos reféns. A presidente da ONG, Nitsana Darshan-Leitner, disse que o promotor deu um enorme impulso aos assassinos terroristas com suas ações.

Via: The Jerusalem Post


5) Discurso do Presidente de Israel, Isaac Herzog, na Praça dos Reféns dia 17 de Agosto

(Comunicado pelo Porta-voz do Presidente)

O presidente Isaac Herzog visitou a Praça dos Reféns em Tel Aviv nesta manhã de domingo e se encontrou com as famílias de alguns dos 50 reféns mantidos por terroristas do Hamas em Gaza. Presidente Isaac Herzog discursa na Praça dos Reféns e pede que o mundo pressione o Hamas

 “Digo à mídia internacional e aos tomadores de decisão: parem de ser um bando de hipócritas. Digam ao Hamas: sem acordo, sem nada, até que os libertem”.

“Estou aqui para dizer à mídia internacional e aos tomadores de decisão internacionais: Nossos filhos e filhas estão nas masmorras de Gaza há 681 dias. Queremos que eles voltem para casa o mais rápido possível. O mundo deveria querer que eles voltem para casa o mais rápido possível. Parem de ser um bando de hipócritas. Pressionem – porque quando vocês sabem pressionar, vocês pressionam, pressionam e dizem ao Hamas: ‘sem acordo, sem nada, até que vocês os libertem’.

O Presidente acrescentou: “E eu quero dizer aos nossos irmãos e irmãs em todo o mundo: estamos juntos nesta situação. Queremos os reféns de volta para casa. Eles são a questão mais importante nos assuntos mundiais e queremos vê-los de volta para casa o mais rápido possível”.

Enquanto falava com à imprensa, o presidente estava acompanhado de Sharon Sharabi e Yael Adar.

Sharon é irmão de Eli Sharabi, que sobreviveu 491 dias em cativeiro pelo Hamas após sua esposa e filhas serem assassinadas por terroristas do Hamas em sua casa em 7 de outubro. Yael é mãe de Tamir Adar, que morreu em combate contra terroristas do Hamas no Kibutz Nir Oz em 7 de outubro, e cujo corpo ainda está em poder do Hamas.


sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Prédica – Kabbalat Shabat – Parashá Devarim

 

Por Guilherme Susteras


Hoje começamos a ler o último livro da Torá, Devarim. É o momento em que Moshé, já no fim da vida, reúne o povo e deixa suas últimas palavras. E essas palavras não são apenas leis: são um testamento espiritual, um convite para lembrar, entender e escolher.

Devarim significa “palavras”, e o livro inteiro é, de fato, um grande discurso. A tradição diz que Moshé falou ao povo por 36 dias — os últimos 36 de sua vida — repetindo e explicando as leis da Torá para que não houvesse dúvidas, para que todos entendessem, cada um na sua língua e no seu coração.

Nas palavras do Rabino Jonathan Sacks z”l, com Devarim, todo o projeto bíblico se torna claro e atinge seu clímax. É o último ato antes do povo entrar na terra prometida. E, mais do que isso, é o momento em que a Torá deixa de ser apenas a vontade de Deus e passa a se enraizar na memória coletiva do povo. Moshé lembra aos israelitas: vocês foram escravos. Vocês sabem o que é viver sem direitos, sem descanso, sem dignidade, sem esperança. Lembrem-se disso, porque é dessa memória que nasce a lei judaica.

Esse livro também nos diz muito sobre o que o Judaísmo não é.

Ao contrário do Cristianismo, Judaísmo não é uma religião do pecado original: a Torá nunca disse que herdamos a culpa de Adão e Eva. Somos responsáveis por nossos atos — e só por eles.

Também ao contrário do Islã, que significa “submissão”, Judaísmo não é uma religião de obediência cega. No Judaísmo não existe sequer uma palavra para “submissão” ou “rendição”. O verbo mais próximo, shema, significa ouvir, escutar, esforçar-se para compreender — e só então responder com ação.

Mas talvez seja mais importante do que dizer o que o Judaísmo não é… dizer o que ele é. Ou melhor: o que ele é para mim.

Sou judeu por herança, por escolha e por compromisso.

Eu carrego comigo os ecos de gerações que celebraram, resistiram, reconstruíram. E sigo adiante com a consciência de que o Judaísmo é, acima de tudo, um caminho vivo.

Acredito que o Judaísmo é uma tradição em constante transformação: uma herança cultural, espiritual e ética que pertence a todas as gerações — mas que precisa ser recriada em cada tempo, com liberdade e com responsabilidade.

Vejo a Torá como um testemunho humano da busca por sentido, justiça e conexão. Para mim, ela é sagrada não por ter vindo diretamente de Deus, mas porque veio do coração do nosso povo — e foi amada, estudada e debatida por séculos.

Minha prática não se ancora no “dever” haláchico, mas no significado. Acendo as velas do Shabat, não por obrigação, mas porque o ritual me conecta com a memória, com a pausa, com a esperança. Jejuo em Yom Kipur porque preciso parar e me perguntar se estou sendo fiel ao que acredito. Celebro as festas, estudo os textos, canto as melodias — não para repetir o passado, mas para dialogar com ele.

Creio que Deus — para quem crê — pode ser uma fonte de inspiração, mas que a ética independe da fé. Se existe santidade, ela se manifesta nas relações humanas justas, na escuta atenta, na luta por dignidade e compaixão.

O coração do meu Judaísmo está no tikkun olam: no esforço de consertar o que está quebrado, de resistir à indiferença, de afirmar a vida onde houver dor.

Minha comunidade é feita de iguais: homens, mulheres, pessoas trans, pessoas não-binárias, judeus de nascimento e judeus por escolha, famílias diversas. Todos com lugar. Todos com voz.

Sou parte de um povo. Amo o povo judeu com lucidez, e apoio Israel com consciência crítica. Meu vínculo com a terra e com o sonho de uma sociedade justa ali não me impede de denunciar injustiças — porque amar também é exigir coerência.

Meu Judaísmo é uma escolha diária: de lembrar, de celebrar, de lutar, de pertencer.
Não o vivo por medo, nem por costume — mas por amor, por sentido, por convicção.

E é justamente com vocês, nesta comunidade, que consigo expressar esse Judaísmo em sua plenitude.

Assim como Moshé reuniu o povo para seu discurso, nós também nos reunimos hoje para ouvir e falar, para lembrar e para escolher. E a minha escolha é viver o Judaísmo por amor, por sentido e por convicção — e compartilhá-lo com vocês.


Shabat Shalom.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Acontece: Onde está a LUZ? O fim do túnel?

CONTAGEM DO OMER - DIA 11 (24/04/2025 - antes do por do sol)

Tantos foram os ACONTECIMENTOS desta semana que precisamos respirar fundo e soltar o ar devagarinho. Contar até dez - é uma outra forma de acalmar para poder relatar e avaliar. E por que não usar a forma tradicional judaica? CONTAR OS DIAS. Quais dias? Os dias que separam o primeiro dia de Pessach do primeiro dia de Shavuot. Os 49 dias que separam a comemoração da saída do Egito ao recebimento da Torá. Algumas pessoas perguntam por que não comemorar o fim dos 40 anos, a entrada em Canaan com a mesma intensidade. E a resposta foi dada pela história. Porque o território pode ser perdido, e a identidade mantida através do estudo e das muitas argumentações ao longo de quase dois milênios de exílio. 

Esta foi uma semana que merece ser relatada no dia-a-dia. A natureza rugindo ao redor do mundo. Em Israel, o incêndio que consumiu florestas na área de Beit Shemesh na Judeia. Hoje o fogo está controlado. Segundo o KKL (Keren Kaiemet Le Israel) foram cerca de 7 km2 de florestas. 



Em outras áreas, muitas pessoas relataram chuvas de areia e um calor na casa dos 40oC. 

A natureza não se manifestou sozinha. Nesta semana faleceu o Papa Francisco. Acompanhamos todos os rituais católicos e as muitas reportagens sobre a vida e a obra deste argentino que pouco cabe em uma qualificação específica. Foi um homem que pautou sua vida no olhar para os outros, mas como um chefe de governo soube emitir e manter decisões muitas vezes necessárias. Muitos de nós lembramos de sua visita ao Brasil. O papa móvel rodando e rodando. E assim continuou o Papa Francisco rodando pelo mundo. Sua relação com os judeus e Israel foi complexa. Colocamos hoje a entrevista que o jornalista Henrique Cymerman deu a Leila Sterenberg no dia 22 de abril (terça-feira). Henrique é uma pessoa que podia ligar diretamente para o Papa. Conhecia o Pontífice há anos e acompanhou algumas de suas viagens importantes ao redor do mundo. Estava trabalhando para reduzir a tensão entre o Papa e os judeus, o sionismo e o Estado de Israel. Nesta entrevista conta que estaria acompanhando o Presidente de Israel Isaac Herzog, na qualidade de intérprete, um dia após a internação do Pontífice. Este encontro não mais ocorreu. Mas uma coisa preciso deixar registrado. Ficava chocada e revoltada cada vez que o Papa se baseava em informações fornecidas pelo Hamas e atacava Israel e o sionismo. Não consegui acreditar que saiu vestido com roupas usadas por vários grupos da irmandade islâmica e com um bebê no colo. Mas, quando escutei o texto que foi lido em seu nome no domingo de Páscoa, onde de forma clara e sem subterfúgios exige a libertação dos 59 reféns que ainda estão sendo torturados em Gaza, e que fosse suspenso o envio de bombas e de terroristas à pé ou motorizados para matar israelenses, fiquei a pensar que a razão estava a voltar. Não chegamos a tempo de ver uma ação positiva e agora nos resta esperar. 

Ainda sobre a Igreja Católica, muitos dos comentaristas judeus avaliaram a mudança de sua posição a partir do Concílio Vaticano II convocado pelo Papa João XXIII em 25 de dezembro de 1961 e instalado no dia 11 de dezembro de 1962. A última sessão, de um total de quatro, realizada em 8 de dezembro de 1965, foi presidida pelo Papa Paulo VI. Este foi um Concílio especial, que em vez de focar em regras e heresias, foi dedicado a construir um arcabouço que permitisse inserir a Igreja Católica no século XX. Ao ler sobre o tema o que chama atenção é o papel dos escritos e cartas do Papa Pio XII. Este foi o Papa da época do Holocausto! E hoje, estamos celebrando IOM HASHOÁ. Quanto podemos falar, muitos textos e muitas celebrações nos levam a este, que foi, até 7 de outubro de 2023, um período histórico que faltam palavras para definir. Sempre penso que foi o Inumano assumindo as rédeas da história. 

O Papa Pio XII teve contatos com Hitler e há muito escrito a respeito. Mas, após serem abertos os arquivos do Vaticano da época ficou evidente quantas foram as ações que permitiram que judeus sobrevivessem ao holocausto. E, dia 21 de abril nos remete a Tiradentes, a Minas Gerais, a um estado que abrigou uma enorme quantidade de cristãos novos e foi por eles influenciado. A INQUISIÇÃO foi um ato da Igreja Católica. Nestes últimos meses foram perdidas várias oportunidades de trazer os reféns de volta. Saudar edificações que até hoje abrigam reféns! Este é um ponto a esclarecer. 

A semana continua com as celebrações sobre o Dia do Holocausto - Iom ha Shoá. Nós lembramos e o mundo fica dividido. Em parte lembra e em parte introduz falsas verdades. Este ano, com a explosão do vírus do antissemitismo, alguns ficam abismados em saber como as posições podem variar.

Há por parte de muitas pessoas o desejo real de aproximação de todos. Há várias formas com que isso pode ser feito. Desde a base individual, onde cada pessoa conta, até a base grupal ou populacional. Neste caso os poderes de excluir ficam muito evidentes. Estamos sofrendo uma avalanche de ações que afetam direta e indiretamente a vida de cada país e a vida de cada um.

ESH TAMID - fogo eterno! Uma chama que une gerações e que mantém os conceitos originais. Este é o nome deste grupo e uma lembrança do Esh Tamid está em todas as sinagogas na frente do Aron haKodesh, onde ficam as Torás. Neste dia do Holocausto, aqui no Brasil vimos várias manifestações da comunidade judaica e da comunidade brasileira. 


Congresso Nacional Brasileiro
HOLOCAUSTO NUNCA MAIS




Em Israel, o Presidente Isaac Herzog proferiu as seguintes palavras na cerimônia em Jerusalém:

"Eu peço do fundo do meu coração: Vamos nos unir, toda a Casa de Israel. Vamos permitir que esses dias sagrados, de agora até o Dia da Independência, sejam um momento de responsabilidade nacional", declarou. Herzog ainda afirmou que a história "não perdoará aqueles que agirem com irresponsabilidade e desmantelarem o país de dentro para fora". 

Este é um momento que pede união. Este é um momento que pede paciência e este é um momento em que devemos estar abertos a observar vários lados. Escutem o canto de Daniel Weiss, que perdeu os pais no massacre de 7 de outubro, e o refém devolvido durante a Marcha da Vida na Polônia. Shir L'Maalot - 

Moving: Captivity survivor and 10.7 orphan take the stage in Auschwitz

Daniel Weiss, who lost both his parents in the October 7th Massacre, and former hostage Agam Berger performed the song 'Shir L'Maalot' at the March of the Living in Poland.



A Jordânia retirou de seu território gazeanos pertencentes ao grupo Hamas. 

Ações semelhantes são vistas ao redor do mundo árabe. E com mais intensidade em países asiáticos como a Índia e a Tailândia. No ataque de 7 de outubro de 2023 o Hamas fez 31 tailandeses como reféns. 23 foram devolvidos em março de 2025 e ainda há tailandeses em Gaza. Mortos ou vivos? 


Encerrando este Acontece - da forma como a vida é:



“A família de Yosef Weiner foi exterminada no Holocausto, mas ele sobreviveu e se reconstruiu em Israel. Em 7/10, ele perdeu o neto Yahav, a neta Hadar e o marido dela, Itay. Hoje, Yosef z'l faleceu aos 98 anos." Publicado por @Carolin41370463.

Palavras fogem neste momento. E assim voltamos para a nossa história.

No sábado dia 26 de abril de 2025, 26 de Nissan de 2025, a parashá Shemini (Shemot capítulo: 9 versículos: 1- 16 é lida.  Esta parashá começa no 8o dia após a consagração do Tabernáculo quando Nadab e Avihu, filhos do Sumo Sacerdote Aaron,  morrem ao oferecerem fogo impróprio. As leis da kashrut e as muitas razões de manter a "pureza". Em português este termo chega muito perto do místico. Se substituirmos por descontaminação, talvez possamos ter um novo olhar. O ritual das águas limpas, ou águas mantidas em recipientes adequados resguardada por ervas que são desinfetantes. 

E... no dia 26 de Nissan de 1245 AEC  faleceu Yehoshua. Josué liderou o Povo de Israel após o falecimento de Moshé . Viveu 110 anos e foi líder por 28 anos. Foi sepultado em sua propriedade em Timnat-Serach (נַחֲלָת֔וֹ בְּתִמְנַת־ סֶ֖רַח), perto Monte Epraim. Esta localidade fica na Judéia (hoje território palestino).  

O legado de Josué e sua herança chegam aos dias de hoje, 3270 anos após seu falecimento.

Indo dos tempos de hoje aos tempos bíblicos reconhecemos a relevância da semana. E encontramos a LUZ no fim do TUNEL não em forma de fogo selvagem e nem em forma de luz que segue, mas sim em forma de VIDA. VIDA é LUZ.

Regina P Markus, 24 de abril de 2025 - 24 de Nissan de 5785




quinta-feira, 13 de março de 2025

ACONTECE: Purim - Dia 523


PURIM SAMEACH
523 dias 

Olhando as fotos dos bebês fantasiados de verduras e hortaliças vem em mente os bebês Bibas de laranja, e também o grande canteiro de vegetais e frutas que foi a fértil terra da Faixa de Gaza até 2005. E em seguida, como que girando a sorte - PURIM - PUR (sorte) - focamos na festa de hoje - a festa simbolizada por uma Rainha, uma Mulher, uma Pessoa com capacidade de decisão e de busca de seus objetivos.

A Meguilat Esther é um dos rolos que compõem o Tanach - e será cantada e contada hoje e nos próximos dias. Vale ouvir a leitura e ver como, toda vez que o nome de Haman é mencionado, são girados reco-recos para se fazer muito barulho e para que este nome não precise ser mais lembrado no futuro! 

Hoje olho o nome e me ocorre - trocamos um "n" por um "s" e chegamos ao Hamas! A outra grande coincidência é que naqueles dias os judeus foram liberados da Pérsia (hoje Irã). Deixe a mente fluir - e tem mais coincidências. Naqueles dias, foi permitido aos judeus saírem da Pérsia e voltarem a Jerusalém, enquanto hoje encontramos os iranianos ao redor do mundo que foram expulsos de suas terras há 52 anos (1979). Comunidades que refizeram suas vidas em outras terras, mas que guardam na memória a terra ancestral. 

Olhando para a Faixa de Gaza, ontem dia 12 de março de 2025 apareceu nas redes sociais a foto de uma criança de 4 anos sentada na zona de fronteira e sendo encaminhada para o lado de Gaza por um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF). A legenda conta que a criança fora enviada pelos grupos do Hamas - e, como vem acontecendo há anos, foi recebida com o carinho que uma criança merece e devolvida aos seus. Vejam a foto!



Segue abaixo o texto divulgado pela IDF - deixo no idioma de divulgação.



ACONTECE - hoje fala sobre Purim e sobre os momentos de expectativa que vivemos! Os momentos em que parecemos estar sob a pressão da sorte que está sendo lançada.

Entrem no BLOGGER - e Vejam o todo - e não esqueçam de deixar seu like. Comentários são sempre bem vindos. 

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Conversando com amigos em Israel, esta madrugada, para saber como está sendo comemorado Purim, um comentário foi constante. A mão de Emily Damary está presente em todo país. E hoje a Revista Brasil-IL traz uma reportagem em que Emily revela como foi tratada por um médico que se identificou como Dr. Hamas. Emily foi baleada em 7 de outubro de 2023 e voltou a Israel em Janeiro. Suportou amputação dos dedos e recebeu pontos na perna. Virou-se com chás e sem água limpa para cuidar das feridas por mais de um ano. E se quiserem saber mais sobre o cativeiro de Emily, cliquem aqui. Hoje é uma embaixadora de Israel, já viajou a diferentes países e falou em organismos internacionais. Comunicativa e alegre! Assim, no século XXI a importância de recriar e transformar, suportar e superar é valorizada ainda mais na alegria de PURIM!!


Emily Damari e sua mãe Mandy


ALEGRIA - uma sensação maravilhosa que nasce em nosso mais profundo e gera algumas substâncias muito importantes que comunicam a todo o corpo que estamos bem. Esta comunicação biológica pode ocorrer no passo a passo, seguindo o caminho de nervos que se conectam. Ou pode ocorrer de forma genérica, banhando todos os órgãos através de substâncias liberadas no sangue. PURIM - sorte! E com ALEGRIA e SORTE superamos muitos obstáculos.

Olhando para o Leste, para as regiões da Ásia e Leste Europeu, fico impressionada com o muito que nos escapa. Chego ao Arzebaijão, capital BAKU, que foi fundada no século XII, e este é um país que fica no Cáucaso entre a Europa e a Ásia. Tem muitos habitantes judeus que vivem com liberdade e mantém relações diplomáticas com Israel. Bom lembrar que há espaços para convivência e Paz.

Em honra ao espirito de Purim, vamos ver um filme do Arzebaijão de HOJE!!! 

E vale ler o texto publicado pela Brasil.IL a partir de reportagem no Jerusalem Post:

“Azerbaijão deveria aderir aos Acordos de Abraão”

    O Azerbaijão deveria aderir aos Acordos de Abraão para servir de modelo de coexistência e levar outros estados de maioria muçulmana a aderirem ao tratado, disse o rabino-chefe sefaradita do Azerbaijão, Zamir Isayev. O rabino, um dos 150 delegados de um fórum para resolver os problemas mais urgentes do povo judeu, explicou que outros países poderiam “aprender com o Azerbaijão como negociar e se relacionar com Israel”. “O relacionamento do Azerbaijão com Israel é um modelo de coexistência entre judeus e muçulmanos. O Azerbaijão pode compartilhar sua experiência”, disse ele. “O modelo do Azerbaijão está nos mostrando que há uma possibilidade de viver de outra maneira, de viver juntos, crescer e se desenvolver”. Segundo o Canal Knesset, o Gabinete do Primeiro-Ministro respondeu que estava fazendo de tudo para aumentar os laços trilaterais com o Azerbaijão e os EUA. Isayev afirmou que o Azerbaijão pode servir de modelo para outras nações porque “não há nenhum antissemitismo”. Os 25.000 a 30.000 judeus que vivem no país “podem andar pela rua de kipá e podem andar livremente com símbolos judaicos. Os turistas israelenses gostam de visitar Baku, por se sentirem seguros e, por isso é um lugar único. Os judeus do Azerbaijão são uma parte muito ativa da sociedade azerbaijana”, disse o rabino.  Fonte: Revista Bras.il a partir de The Jerusalem Post

 

Muito a conversar, sem andar pelo "mais do mesmo". MAS não poderia terminar o ACONTECE de hoje sem lembrar do que deixou de acontecer. O Relatório da ONU sobre crianças que estão sob perigo no mundo omitiu:


BR-IL - clique

E - a ALEGRIA segue intermeando a realidade para que possamos continuar seguindo de geração em geração.

Vejam que maravilha:







Chad Purim Sameach

Regina P Markus


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Há esperança

 

Esta semana aconteceram, em Israel, as provas de Bagrut (algo como provas finais do colegial) para os cursos de Artes e Dança. 

Tem tido uma apresentação mais linda que a outra. 

O senhor de preto que aparece no vídeo participando dessa apresentação emocionante é argentino e recentemente voltou do cativeiro em Gaza. Muita saúde e vida longa! 

Vídeo encaminhado por Levana, amiga do nosso comitê EshTá na Midia.




MiRYAM – a Profetiza – e as bases do Povo de Israel

 

Por Miriam Markus

 



 

Miriam K Markus – Morá Miriam

 

Há duas semanas ouvimos que, na Parasha Beshalach está a poesia Shirat ha Yam, a Canção do Mar, cantada por Miryam e demais mulheres,  chegarem sãs e salvas do outro lado do Mar Vermelho.

 

Este foi o momento da sensação de liberdade da escravidão egípcia.

 

Quem foi *Miryam*, mencionada neste trecho da Torá?

Irmã de Aron (Arão) e Moshe (Moises), conhecida como *Miriyam* a educadora durante a travessia pelo deserto, a caminho da Terra Prometida.

 

Enquanto Moises ensinava aos homens, ela ensinava às mulheres. Desde pequena, *Miriyam* percebia e carregava a missão em seu nome. *Miriyam* pode ser considerado um nome composto,  Em seu nome há "mara",  amarga, amargura e YAM, o Mar que um dia se abriria para salvar os que foram escravos e suas famílias.

 

Quando o Faraó quis se ver livre dos meninos israelitas recém nascidos, chamou as parteiras Shifra e Pua, ordenando que ao irem para Goshen fazer os partos das mulheres israelitas, deveriam sufocar os meninos recém nascidos.

 

Quem deles sobrevivesse deveria ser jogado no Rio Nilo e afogado.

 

Só meninas, futuras esposas dos egípcios deveriam sobreviver.

 

No entanto Shifra e Pua desobedeceram a ordem do Faraó.

Deixaram viver todo e toda recém-nascidos, justificando isso ao responderem ao Faraó da seguinte maneira: "as mulheres israelitas só nos chamam quando a criança já nasceu, com ajuda das amigas".

 

O que faz Miryam ao ver seu pai, Amram, quando este vem de visita, mas distancia-se da esposa Yochevet, com receio que ela engravidasse e tivesse eventualmente um bebê masculino? Este poderia ser afogado no Rio Nilo, causando uma tristeza imensa.

 

Miryam foi ao encontro do pai, mostrando ao mesmo “que desta maneira estaria matando duas vezes: menino E MENINA, chance que afinal poderia ocorrer".

 

Amran reflete e entende sua filha. Volta para perto de Yochevet, se junta a ela, e assim nasce Moises!

 

Miryam sugere a todos os homens que tenham filhos e filhas, sempre crendo que D´s protegeria o povo israelita.

 

E cumpriria o dito “AM ISRAEL CHAI VEKAIAM”- O Povo de Israel viverá para sempre.


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

ACONTECE: Construindo o Amanhã


Construir o AMANHÃ é o sonho do HOJE.
Construir o AMANHÃ é o desafio que requer:
    Segurança, Recursos, Resiliência e um ELO forte entre as gerações.
Construir o AMANHÃ é possível juntando dois motes:
    TIKUN OLAM e Le Dor va Dor!

De onde virão os recursos?
    O que precisamos conhecer para não repetir erros do passado?
        Mergulhando na Aventura de Vida - uma grande surpresa!

A primeira semana de 5875 será lembrada pelos historiadores por ter registrado a vitória do Partido Republicano nos Estados Unidos. A eleição de Donald Trump para Presidente, a maioria do Senado Federal. O tempo talvez apague a demissão do Ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant e sua substituição pelo até então Ministro das Relações Exteriores, Israel Katz. Troca feita no dia em que os Estados Unidos iam às urnas e os israelenses às ruas em meio a uma guerra, a bombardeios diários. Horas e horas tendo que ficar nos Mamads (refúgios anti-aéreos) que são encontrados em residências, locais de trabalho, ao longo de rodovias e mesmo em florestas usadas para excursões de jovens e crianças. 

A guerra em Israel continua uma rotina. Hoje faz um ano e um mês que Israel foi atacado pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza e pelo Hezbolah a partir do Líbano. Há um ano os ataques a partir do Líbano foram se intensificando e fizeram com que a população do norte de Israel abandonasse seus lares, negócios, plantações e fossem para o sul. Os israelenses acolheram seus conterrâneos. Famílias, amigos, desconhecidos e hotéis abriram as portas. Uma importante onda de acolhimento começou a se formar e continua a atuar de forma sui generis, mantendo a tradição de acolhimento tão bem conhecida entre as várias comunidades da Galut. Outro dia, escutando uma entrevista de Miriam K. Markus, lembrei de algo que era tão comum em décadas passadas: um jovem chegar a uma cidade estranha, abrir a lista telefônica e procurar por nomes judaicos. Ligar, se identificar e pedir um acolhimento breve. Escutávamos estas histórias de muitos amigos e quantos de nós não tivemos os jovens em nossas casas?

Talvez seja esta atitude a base da notícia que saiu dia 5 de novembro de 2024, e que deixou os que leram impactados. Repito aqui:





Os cinco países mais felizes do mundo, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2024, são: Finlândia, Dinamarca, Islândia, Suécia e Israel. Os dados foram obtidos antes do ataque de 2023, mas certamente a resiliência israelense vem deste conforto em viver bem. Em estar feliz com o "mundinho" à sua volta, com o dia a dia.

Será que esta é uma fórmula para o amanhã?


Segurança


7 de outubro de 2023 alertou a todos que nossas atitudes têm consequências. O líder da invasão que atacou o Festival Internacional de Música - NOVA - no deserto, que tinha frequentadores dos mais diferentes países, cidades, moshavim e kibutzim de fronteira, estes habitados por pessoas que conviviam diariamente com árabes que habitam Gaza, foi Yahya Al-Sinwar. Yahya Al-Sinwar nasceu em 1962 na cidade de Khan Yunes, Egito. Sim, em 1962 esta cidade pertencia ao Egito, e não havia nenhuma discussão sobre o tema. Haverá outras oportunidades para discorrer sobre a geopolítica da região, no momento é importante salientar que após atentados e atentados foi preso e condenado. Da prisão em Israel frequentou a faculdade tendo obtido grau universitário e foi curado de forma impressionante de um câncer. Foram 23 anos de comando de dentro do presídio. Em 2011, houve um acordo para a libertação de um soldado israelense, Gilad Shalit, que ficou preso cinco anos em Gaza. Um soldado israelense foi trocado por 1026 condenados que executaram atos terroristas dentro de Israel. Um destes era o cabeça do grupo Hamas. Leia abaixo para entender o que Israel faz hoje pelas pessoas que estão em GAZA. E por muitos anos as ajudas entravam em um vácuo.

REPETINDO o que lemos e escutamos pode apenas criar MEMÓRIA, mas vamos avaliar o que falam especialistas sobre pistas para o AMANHÃ.

O Instituto Gatestone, centro de estudos e conselho de política internacional, apresentou esta semana uma lista interessante de ações referentes ao Hezbollah. No artigo publicado por Bassam Tawill em 5 de novembro de 2024, reproduzido ao final do texto, é feita uma análise sobre os túneis que unem o sul do Líbano a Israel. É sempre importante lembrar que esta área, abaixo do Rio Litani, deveria ser ocupada apenas pelas "forças de paz" da ONU.

Nesta área foram construídos túneis que chegam a cidades e regiões habitadas do Norte de Israel, as regiões atacadas a partir de 8 de outubro de 2023. Os túneis permitem a passagem de equipamento pesado, batalhões de invasores e até o lançamento de foguetes. Há também túneis ligando a fronteira sírio-libanesa para que haja a entrada ilegal de armamentos e suprimentos no Líbano. A localização no Líbano sempre privilegia área habitadas, escolas e hospitais. As forças de defesa de Israel destruiram túneis que estavam localizados em estruturas da UNWRA! "Forças de Paz". 

A revelação para o grande público destas estruturas é acompanhada da missão de que estes sejam destruídos. Vizinhos têm que entrar uns nas casas dos outros pelas portas e não pelo subsolo.

Segurança deve ser restabelecida.

De onde virão os recursos?

Israel, um país em guerra. Homens e mulheres dos 18 aos 55 mobilizados há mais de ano. Israel vem sofrendo há anos um boicote comercial e um boicote intelectual por muitas nações do mundo. Muitos dos produtos e inovações israelenses perderam a identidade. A lista inclui vários componentes de informática, uma enorme gama de inovações para a agricultura e muitos unicórnios. Neste ponto é impossível de esquecer o Waze e o Moovit. 

Mas, tudo isso é orgulho que não enche os cofres do amanhã. Nesta terça-feira, dia 5 de novembro, o jornalista Henrique Cymmerman, nascido em Portugal e residente há anos em Israel, revelou ao final de sua entrevista regular para Leila Steremberg no Brasil-IL sobre os campos de Gás Natural em Israel e sobre a importância que terão para a redução do impacto do uso de energia nas emissões de carbono. Apesar de uma redução dos avanços pela guerra em curso, Israel continua fornecendo energia para Egito, Chipre e Grécia. Além disso, os preços da energia não acompanharam os observados na Europa. Foi mencionado que Israel faz economia na faixa de bilhão de Shekels por dispor desta nova fonte.

A entrevista é finalizada em um tom positivo permitindo vislumbrar luzes de esperança buscando um Amanhã de interação e oportunidades.


A casa de Avraham, iniciada com a Parashá Lech Lechá que será lida em todas as sinagogas esta semana, é um momento em que a busca do novo inclui um olhar para o interior.

E assim seguimos conectando o individual com o coletivo.


Regina P. Markus

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Lebanon: Massive 'Underground Combat Sites'

by Bassam Tawil  •  November 5, 2024 at 5:00 am

  • "Hezbollah's model is the same as the North Korean model: tunnels in which hundreds of combatants, fully equipped, can pass stealthily and rapidly underground. In our opinion, Hezbollah's 'Land of the Tunnels' project is much larger than the Hamas 'metro' project in the Gaza Strip." — Alma Research and Education Center, July 2021.

  • These tunnels facilitate the movement of heavy equipment, missiles and fighters, and even allow missiles to be launched from within.

  • Built beneath the border between Lebanon and Syria, these tunnels allow Hezbollah's smuggling unit and the Iran's Islamic Revolutionary Guard's Quds Force to transport ammunition, supplies and fighters under the border.

  • Many of these tunnels are located beneath civilian infrastructure and populated areas, using civilians as human shields for their activities.

  • Some of the houses in Lebanon were destroyed by Hezbollah's own rockets and explosives after they were targeted by the IDF. "The explosions are caused by Hezbollah's own weapons. In other words, Hezbollah's tunnels are being used to blow up Lebanon. Hezbollah is displacing, starving and robbing the Lebanese." — Mohammed Al-Obaid, Arab social media user, X, October 31, 2024.

  • Hezbollah and Hamas bear full responsibility for the death of thousands of Lebanese, Palestinians and Israelis since the October 7, 2023 massacres in which Hamas murdered 1,200 Israelis. The two terrorist groups started the war, at the behest of their patrons in Iran, with the intention of killing a large number of Israelis and eliminating Israel. The vast network of tunnels they built in Lebanon and the Gaza Strip are an indication of the terrorist groups' determination to pursue their Jihad (holy war) against Israel, notwithstanding the risks to the Lebanese and Palestinian people living under their rule.

  • Even if Hezbollah says they will withdraw to north of the Litani River, its tunnels enable it easily to violate that pledge, with no one above ground the wiser. Hezbollah, moreover, never abided by UNSC Resolution 1701 to stop building tunnels and stockpiling weapons in south Lebanon.

  • The current war in Lebanon and the Gaza Strip must not end without the destruction of all the tunnels and the total defeat of Hezbollah and Hamas. Those who are pushing for an immediate ceasefire are only empowering Iran and its terror proxies, paving the way for another October 7-style massacre. The defeat of Hezbollah and Hamas will benefit not only the Israelis, but the Lebanese and Palestinians, as well.