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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ACONTECE: Sucot e os caminhos do momento

 

Fonte da imagem


Por Regina P Markus - 24/09/2025 - 13 Tishrei 5787


Sucot, lembrando os 40 anos no deserto. Caminhando sem conhecer o rumo, mas com  determinação e sem parar. Recebendo comida e sendo guiados ao longo do tempo. Chegar a um ponto em que tudo vai mudar e o futuro será uma promessa em forma de Leite e Mel. Na última segunda-feira foi Iom Kipur, e ao pôr do sol de amanhã, dia 25 de setembro, começa Sucot. Saímos de momentos muito pessoais para momentos coletivos. Deixamos de ser apenas indivíduos para sentir que pertencemos a um grupo, a um povo. E ao fazer esta transição, em muitos estudos ao longo dos séculos, encontramos o conceito de "povo entre as nações". 

A construção da Sucá já começou. Uma cabana decorada com frutos e bandeirinhas coloridas. Teto de palmas e três paredes. Uma mesa onde todos são convidados e são servidas comidas para todos os gostos, com respeito especial para quem não pode comer determinados alimentos. Sucot é uma festa inclusiva! 

Saltando para esta semana, fica a sensação de que estamos atravessando tempos tão nebulosos quanto os de tempestades no deserto. A areia sobe escondendo os fatos e criando imagens que acabam sendo confundidas com a realidade. A mídia controlada por grupos interessados cria versões incorretas dos fatos. A cada dia fica mais evidente que as pessoas de Gaza não encontram apoio dos dirigentes. Apesar dos milhões gastos, não há dinheiro para construir abrigos ou moradias temporárias, e estes foram incentivados a ocupar prédios danificados e inseguros. 

Esta semana também está em curso a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU. O encerramento será dia 28 de setembro e para apimentar o encontro, em janeiro de 2027 deverá tomar posse um novo "Secretário Geral". Discorrer hoje sobre os discursos e reuniões paralelas seria parcial. Os discursos dos chefes de estado até hoje seguem o esperado, quer no que se refere aos problemas gerais de clima e economia e ao que se refere aos pontos específicos envolvendo o Oriente Médio e os Países do Golfo. Será que falar leva a ações? Entre no Blogger para ler o texto de Alex Pipkin, gaúcho, formado em administração e marketing pela UFRGS, empresário, que apresenta um dos melhores textos sobre o tema do antissemitismo. "O antissemitismo moderno dispensou a necessidade de inventar o crime do judeu. Basta-lhe apagar a atrocidade cometida contra ele, converter seu direito de defesa em culpa e transformar sua sobrevivência em acusação. É sempre a guerra dos verbos.".  Vale conferir o texto integral no nosso Blogger. 

Estando dentro de nossa suká sempre aberta para todos e para o futuro, termino mencionando um avanço muito importante na arte de navegar. A Marinha Israelense inicia operações com navios robóticos. Dispensam o pessoal embarcado e poderão agilizar as rotas comerciais. Não deixem de ler a matéria do Jerusalem Post.

Os 40 anos no deserto, há mais de 3000 anos, fizeram e continuam fazendo história.

Chag Sameach

Regina


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A GUERRA DOS VERBOS



Por Alex Pipkin, doutor em Administração e Consultor Empresarial

Israel combate duas guerras. Uma contra seus inimigos terroristas; outra contra quem conta a primeira.

7 de outubro. A fronteira violada, civis massacrados, famílias sequestradas, reféns arrastados para Gaza. Só então veio a guerra. A cronologia deveria ser banal, mas os fatos têm um defeito terrível quando se pretende fabricar uma narrativa. Eles preservam a autoria.

Descobriu-se, então, um método eficiente de mentir sem necessariamente falsificar fatos. Basta editar a causalidade.

Israel bombardeia, Israel mata, Israel destrói. Do outro lado, palestinos morrem, crianças sofrem, famílias fogem. O Hamas vai perdendo seus verbos até evaporar do texto. Sem sujeito, extingue-se a culpa.

A engrenagem informativa ajuda. Relatos produzidos dentro de Gaza atravessam fontes locais, organizações internacionais e redações até chegar ao público com uma assepsia que sua origem jamais autorizaria. Em junho de 2026, o USAID OIG, órgão independente de fiscalização da agência americana, informou que sua investigação já havia resultado no encaminhamento de 108 funcionários ou ex-funcionários da UNRWA por participação no 7 de outubro e/ou vínculos com a ala militar do Hamas.

A BBC exibiu um documentário sem informar que seu jovem narrador era filho de uma autoridade da administração do Hamas, omissão considerada materialmente enganosa pelo regulador britânico Ofcom. O New York Times colocou Mohammed al-Mutawaq na primeira página de 25 de julho de 2025 como o rosto da fome em Gaza. Posteriormente, acrescentou que o menino tinha problemas preexistentes que afetavam o cérebro e o desenvolvimento muscular. A informação capaz de alterar a leitura da fotografia chegou depois da fotografia.

A manchete chega hoje. O contexto amanhã. A correção depois. A indignação jamais se corrige.

Quando a omissão deixa de ser episódica, o problema já não cabe na desculpa do erro de edição. Quem escolhe o sujeito distribui responsabilidade. Quem o retira da frase distribui inocência.

António Guterres acaba de afirmar que jamais testemunhou, como secretário-geral da ONU, uma escala de mortes e destruição como em Gaza. Sob seu mandato, o mundo assistiu a pilhas de corpos, fome e desespero no Iêmen, na Etiópia, no Sudão e na Ucrânia, tragédias documentadas pela própria organização que ele comanda, (imagem acima). 

Não se trata de contabilidade de cadáveres, mas de contabilidade moral. Por que a memória do mundo adquire precisão cirúrgica e comoção seletiva quando Israel ocupa o banco dos réus?

Pode-se criticar Israel. Pode-se defender a autodeterminação e um Estado palestino. Mas desejar que Israel desapareça e batizar isso de “crítica” é o velho antissemitismo submetido a um banho semântico.

Estou cansado. E preocupado. Sou defensor da liberdade de expressão, inclusive quando ela protege ideias que desprezo. Mas liberdade não é salvo-conduto para incitar a eliminação violenta de Israel, perseguir ou expulsar judeus. Quando a retórica ultrapassa a opinião e entra no terreno do crime, não basta reprovar moralmente. A lei precisa ser aplicada.

Mudaram as redações, as universidades, os organismos internacionais e o vocabulário. O velho preconceito apenas contratou uma nova agência de relações públicas.

O antissemitismo moderno dispensou a necessidade de inventar o crime do judeu. Basta-lhe apagar a atrocidade cometida contra ele, converter seu direito de defesa em culpa e transformar sua sobrevivência em acusação. É sempre a guerra dos verbos.

O problema é que o verbo adulterado na manchete não termina na manchete.

Mais cedo ou mais tarde, encontra um judeu para culpar.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

A verdade sobre a fome em Gaza

Eles se tornaram símbolos da fome em Gaza. Mas todos os 12 sofrem de outros problemas de saúde.




Uma investigação do Free Press descobriu que as fotos virais careciam de contexto importante: os indivíduos tinham fibrose cística, raquitismo ou outras doenças graves.

Por Olivia Reingold e Tanya Lukyanova


Nas últimas semanas, críticos têm se irritado com o The New York Times por causa de uma foto enganosa de um menino de 18 meses em Gaza em sua primeira página. Acontece que Muhammad Zakariya Ayyoub al-Matouq, que era um símbolo de uma reportagem sobre a fome generalizada em Gaza, não sofria de desnutrição. Ele tinha problemas de saúde preexistentes "que afetavam seu cérebro e seu desenvolvimento muscular", de acordo com uma versão atualizada da reportagem. Mas esse detalhe não foi publicado.


Quando o suposto jornal atualizou sua reportagem com uma nota do editor quatro dias depois, também silenciosamente apagou a afirmação da mãe de que seu filho "nasceu uma criança saudável". Ainda não houve menção ao irmão do menino, que aparece saudável no fundo de outra foto que apareceu online.


Este incidente não foi isolado.


Uma investigação do The Free Press revela que pelo menos uma dúzia de outras imagens virais de fome em Gaza também careciam de contexto importante: os personagens dessas fotos têm problemas de saúde significativos. Elas apareceram em todas as mídias sociais, em reportagens de importantes organizações internacionais de ajuda humanitária e em alguns dos veículos de notícias mais prestigiados dos Estados Unidos, incluindo CNN, NPR e o Times — sem revelar os históricos médicos complexos que ajudam a explicar suas aparências sombrias.


Não é que não haja fome em Gaza. Há. A Organização Mundial da Saúde relatou 63 mortes por desnutrição somente no mês passado, incluindo 25 crianças. Algumas delas poderiam estar doentes ou em estado pior, mesmo se não houvesse guerra. Em 2022 (bem antes do conflito atual), cerca de 50 moradores de Gaza com menos de 20 anos morreram de desnutrição, de acordo com o Ministério da Saúde Palestino.


Yannay Spitzer, economista da Universidade Hebraica de Jerusalém que vem monitorando os preços dos alimentos em Gaza nos últimos meses, disse que a fome em Gaza está diminuindo significativamente desde que Israel retomou as entregas de ajuda no final de maio, após um bloqueio de quase 80 dias. Durante esse período, os preços de itens de primeira necessidade, como farinha, dispararam 4.000%, de acordo com sua análise de dados da Câmara do Congresso de Gaza e do Programa Mundial de Alimentos.


“Se uma situação como essa durar mais do que alguns dias, muitas pessoas passarão fome, mas não morrerão de fome em massa. Esse é o início de um processo que a mídia retratou como já estando em um estágio final catastrófico”, disse Spitzer, antes de fazer uma pausa. “Mas isso nunca aconteceu.”


Ainda assim, disse ele, os preços dos alimentos estão “15 vezes mais altos do que em tempos de paz” (alimentos estes vindos de ajuda humanitária que deveriam ser distribuídos de graça), mas estão longe de seu pico no início deste verão. “É muito diferente dessas imagens de fome etíope em que os leitores ocidentais foram levados a acreditar.”


Mas essas fotos ajudaram a convencer um número crescente de americanos de que Israel induziu a fome e está cometendo crimes de guerra em Gaza.


Em uma pesquisa realizada neste mês pela organização progressista Data for Progress, quase metade dos prováveis eleitores entrevistados afirmou acreditar que Israel está "cometendo genocídio contra o povo palestino que vive em Gaza". Imagens como essas viraram o jogo contra a única nação judaica do mundo — e estão pressionando os formuladores de políticas a isolar Israel. Ativistas anti-Israel recentemente jogaram tinta vermelha no escritório de campanha da deputada Alexandria Ocasio-Cortez por sua decisão de apoiar uma emenda em apoio a Israel. Uma placa colocada no escritório dizia: "AOC financia genocídio em Gaza".


As crianças em todas as imagens analisadas pelo The Free Press estavam doentes ou à beira da morte no momento em que suas imagens circularam online, de acordo com relatos locais em árabe. Suas situações eram terríveis. Mas, em todos os casos, elas já enfrentavam situações graves por causa de sua saúde, independentemente de qualquer ação de terceiros.


Aqui estão mais detalhes sobre as imagens virais:


Maryam Dawas

Em um anúncio do UNICEF solicitando doações, Maryam Dawas, uma menina de 9 anos, está sentada em uma cama de hospital olhando para o nada. Sua clavícula se projeta sob a camiseta rosa. Quando respira fundo, ela olha ao redor como se estivesse com esforço.


“Maryam sofre de desnutrição há um ano e meio”, diz a mãe da menina para a câmera. “E eu tenho sofrido junto com ela.”


Então, esta mensagem aparece na tela em letras grandes e em negrito: “Todas as crianças menores de cinco anos na Faixa de Gaza correm o risco de desnutrição aguda.”


Mas Dawas não é uma criança típica de Gaza. Na verdade, sua mãe suspeitava que a filha sofria de uma doença grave que os médicos locais tinham dificuldade em diagnosticar. Ela falou sobre sua luta para obter respostas sobre a saúde da filha em um vídeo publicado em @translating_falasteen, uma conta do Instagram com mais de meio milhão de seguidores.


"Suspeito que Maryam tenha outro problema além da desnutrição", disse ela em árabe no vídeo, acrescentando que havia levado a filha a vários médicos em busca de um diagnóstico. "Suspeito que minha filha tenha uma condição que ninguém entende aqui em Gaza."


Em entrevista ao The Palestine Post, um veículo de comunicação árabe focado em "conscientizar sobre a causa palestina", a mãe disse que sua filha estava lutando contra "diarreia crônica". Ela disse que havia levado a filha a um gastroenterologista durante a guerra, mas que todos os exames haviam dado "perfeitamente normal".


A história de sua desnutrição também foi publicada no Los Angeles Times, The Telegraph e The Guardian. Em uma publicação de Dawas no Instagram, que recebeu quase 100.000 curtidas, os comentários incluíam "Israel!!! Você pagará o preço um dia!!!" e "PARE O TERRORISTA ISRAEL". O artigo do LA Times incluiu linguagem autoritária e definitiva sobre sua saúde, sem atribuição.


"Maryam Abdulaziz Mahmoud Davvas", dizia o artigo, "tornou-se incapaz de andar devido à desnutrição grave na Cidade de Gaza, Gaza, na quinta-feira. Exames hospitalares não revelaram nenhuma condição médica subjacente, e os médicos confirmaram que sua condição é resultado exclusivamente de fome e desnutrição".


O LA Times não respondeu a um pedido de comentário.


Youssef Matar

Em 29 de julho, assinantes do boletim matinal do The Guardian acordaram com a imagem da coluna vertebral ossuda do bebê Youssef Matar enquanto ele era embalado por sua mãe. "Fome em curso em Gaza, dizem especialistas apoiados pela ONU", dizia a manchete.


A legenda dizia: “Mãe palestina deslocada, Samah Matar, segura seu filho desnutrido, Youssef, na Cidade de Gaza.”


Alguns dias antes, a Reuters publicou a mesma imagem em seu próprio site, e o texto da legenda incluía várias palavras cruciais que não faziam parte da legenda do The Guardian. Marcamos essas palavras em itálico: “Mãe palestina deslocada, Samah Matar, segura seu filho desnutrido, Youssef, que sofre de paralisia cerebral, em uma escola onde se abrigam em meio a uma crise de fome, na Cidade de Gaza.”


Quando solicitado a comentar, um porta-voz do Guardian disse que o The Free Press poderia registrar uma reclamação “diretamente ao editor de leitores”, fornecendo um endereço de e-mail geral. “O vasto conjunto de nossas reportagens sobre o conflito — conduzidas por jornalistas que trabalham em campo em todo o Oriente Médio com profundo conhecimento da região — fala por si”, disse o porta-voz do Guardian.


Hamza Mishmish

Para acompanhar o artigo da NPR de 29 de julho, intitulado "Pessoas estão morrendo de desnutrição em Gaza. Como a fome mata?", o veículo de notícias selecionou a foto de um homem emaciado, carregado como uma criança nos braços de outro morador de Gaza.


A legenda o identifica como Hamza Mishmish, de 25 anos, e diz que ele apresenta "sinais de desnutrição grave e perda óssea no campo de refugiados de Nuseirat, em meio ao agravamento da fome na região".


A implicação é inequívoca: Mishmish está sendo carregado porque não consegue andar, e não consegue andar porque está passando fome.


Embora sua condição possa ter sido agravada pela escassez de alimentos em Gaza, uma mulher que afirma ter ajudado a cuidar de Mishmish disse que ele luta contra a própria saúde há muito tempo.


“Ele, é claro, tem uma deficiência desde o nascimento — ele tem paralisia cerebral e sofre de inúmeras doenças”, disse a mulher em um vídeo publicado em 30 de julho pela agência de notícias estatal da Autoridade Nacional Palestina. “Tudo com ele piorou porque ele não tem imunidade nenhuma. Seu sistema imunológico está extremamente, extremamente fraco.”


A NPR não respondeu a um pedido de comentário.


Najwa Hussein Hajjaj

De acordo com a CNN, Hajjaj era uma menina de 6 anos “que sofria de desnutrição grave na Cidade de Gaza”. Sua imagem apareceu em um artigo multimídia intitulado “Fome em Gaza”, com uma nota do editor no topo: “Esta galeria contém imagens perturbadoras. Recomenda-se discrição do espectador.”


Espalhada entre imagens de moradores de Gaza mendigando com tigelas de lata e gotas de chuva caindo do céu, Hajjaj aparece contra um fundo branco segurando uma colher quase tão larga quanto seu corpo frágil. A versão original do artigo omitiu um detalhe crucial: ela sofre de uma "doença no esôfago", segundo seu pai.


Em entrevista ao Al-Araby Al-Jadeed, um veículo de comunicação árabe apoiado pelo Catar, o pai da menina disse que o distúrbio resulta em "vômitos constantes".


"Essa condição a acompanhou por toda a vida", disse sua mãe, Islam Hajjaj, ao Al-Araby Al-Jadeed em maio, acrescentando que ela sofria de "várias doenças desde o nascimento".


Quando o The Free Press solicitou comentários da CNN, a empresa afirmou que acrescentaria "detalhes adicionais às legendas das fotos", mas não emitiria uma correção.


"Essa informação não muda o fato de que as crianças retratadas nesta reportagem sofrem de desnutrição devido às dificuldades que enfrentam para acessar ajuda em Gaza, conforme relatado", disse um porta-voz da CNN.


Atef Abu Khater

Em 24 de julho, o artigo do The New York Times, "Os habitantes de Gaza estão morrendo de fome", começou com uma descrição de Atef Abu Khater, um garoto de 17 anos "que era saudável antes de Gaza ser tomada pela guerra", segundo o jornal. O artigo dizia que ele "sofria de desnutrição grave". Mas não mencionou a "doença misteriosa" que o pai do garoto havia detalhado alguns dias antes em uma entrevista à Al Jazeera Mubasher, o canal de TV árabe da emissora.


"Fizemos todos os exames possíveis, mas sem sucesso", disse o pai, que não citou a desnutrição como possível causa. "Seu estado de saúde continua piorando, e os médicos não conseguem determinar qual é a doença ou o que a causou."


Em outra entrevista à Al Jazeera Mubasher, publicada no final do mês passado, o pai disse que seu filho não era mais o mesmo depois de sofrer queimaduras no dedo do pé e na mão em um refeitório comunitário.


"Ele parou de comer e beber e nem abria a boca", disse o pai, observando que um hospital havia instalado recentemente uma sonda de alimentação. "Ele está como alguém completamente paralisado."


O fotojornalista responsável por algumas das imagens virais do estado de saúde de Khater publicou no X que o menino "sofreu um choque psicológico após ser queimado dentro de um dos abrigos na Faixa de Gaza".


Quando contatado para comentar, um porta-voz do The New York Times respondeu que estavam "confiantes" em sua reportagem.


"Nossas entrevistas e reportagens revelaram que, independentemente de qualquer outra coisa que possa ter afetado a vida de Atef, ele não teve acesso suficiente a alimentos e nutrição durante a guerra, sofreu de fome e morreu de desnutrição grave após a publicação de nossa matéria", respondeu o porta-voz, acrescentando que "o The Times viu um relatório oficial que lista a causa de sua morte como desnutrição grave".


O porta-voz não respondeu às perguntas do The Free Press sobre a natureza do "relatório oficial", incluindo se ele foi carimbado pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.


Abdullah Hani Muhammad Abu Zarqa

No final de julho, imagens de Abdullah Abu Zarqa, um menino de 4 anos, careca e magro, começaram a circular em contas de mídia social afiliadas ao Hamas, incluindo a Quds News Network. Um vídeo do menino chorando e dizendo para a câmera: "Estou com fome" recebeu mais de 23.000 curtidas no Instagram. Os comentários incluíam "Alá jamais perdoará Israel e Netanyahu" e "ISRAEL, AMÉRICA, POR QUE VOCÊS GOSTAM DE FAZER ISSO?".


Mas, em uma entrevista em vídeo com a Al Jazeera Mubasher, o pai do menino compartilhou que os problemas de saúde do filho datavam de antes do início da guerra e incluíam dores nas articulações desde os dois anos de idade.


"Os médicos disseram que suspeitavam que ele pudesse ter raquitismo ou um problema muscular", disse o pai na entrevista.


Uma análise realizada pelo Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios de Israel, a agência que supervisiona a ajuda humanitária a Gaza, chegou a uma conclusão semelhante. A investigação da agência, que segundo ela foi realizada para combater a "Campanha de Fome do Hamas", constatou que o menino "sofre de uma doença genética que causa deficiências de vitaminas e minerais, osteoporose e afinamento ósseo".


A agência israelense afirmou que o menino viajou com a mãe para Jerusalém Oriental para receber tratamento em 2023. Uma fotografia de seus registros médicos, escrita em hebraico e compartilhada online pelo Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios, lista seu diagnóstico como "Raquitismo ativo".


Karam Khaled Al-Jamal

"A Al Jazeera transmitiu uma reportagem angustiante do centro de Gaza, onde um homem de 27 anos morreu de fome causada pelo bloqueio israelense em andamento." Assim começa a legenda de uma publicação no Instagram de 31 de julho da Middle East Eye, uma empresa de mídia sediada no Reino Unido, com uma reportagem em vídeo legendada da Al Jazeera. "Fontes médicas do Hospital Al-Awda confirmaram que a causa da morte foi fome e falta de nutrição adequada", acrescenta a legenda.


A longa publicação, que acumulou quase 3.000 curtidas apenas no Instagram, não menciona que Karam sofria de atrofia muscular e paralisia parcial desde a infância — condições que tornavam seu corpo incapaz de digerir alimentos — de acordo com a edição árabe da Anadolu, a agência de notícias estatal da Turquia.


Belal Abu Amer, fotojornalista de Gaza que filmou o vídeo viral, também não incluiu nenhum desses detalhes, atribuindo a morte do homem exclusivamente à "desnutrição" e à "fome imposta aos moradores da Faixa de Gaza".


A Al Jazeera não respondeu ao nosso pedido de comentário.


Osama Al-Raqab

As fotos de um menino de 5 anos, emagrecido, ilustraram reportagens sobre a crise de fome em Gaza no The Guardian, CBC, Al Jazeera e Financial Times, entre outros veículos de comunicação. A edição em inglês da Agência Anadolu publicou uma reportagem em vídeo sobre a situação do menino, chamando sua condição de "um símbolo gritante da crise sob o genocídio de Israel".


Nenhuma dessas reportagens mencionou o fato de Osama também sofrer de fibrose cística — um detalhe que se poderia descobrir sem precisar ler em árabe, já que a informação está facilmente disponível em reportagens em inglês, como esta da AP.


Essas omissões — deliberadas ou negligentes — apareceram em algumas das redações mais prestigiadas dos Estados Unidos, incluindo The New York Times, CNN e NPR.


Descobrir esse contexto ausente não exigiu uma reportagem aprofundada e local — nem meses de trabalho investigativo. Levou minutos e não exigiu nada além de um computador com uma conexão de internet estável. Simplesmente testamos os nomes dos entrevistados no Google Tradutor para obter a grafia em árabe e, em seguida, pesquisamos esses nomes em veículos de comunicação em língua árabe. Uma rápida análise dos resultados revelou que muitas dessas crianças sofrem de atrofia muscular, ferimentos na cabeça ou outras condições médicas graves que ajudam a explicar sua aparência emaciada. (Em alguns casos, as informações relevantes também estavam disponíveis em inglês.)


Um novo relatório do Network Contagion Research Institute (NCRI) documenta outros casos do que chama de "negligência jornalística", incluindo um caso em que o The Washington Post publicou uma foto de um ano atrás em um artigo argumentando que o "pior cenário está finalmente se desenrolando" em Gaza. Um porta-voz do Post respondeu que emitiu uma correção para refletir que a foto foi tirada em junho de 2024.


“Essas histórias não foram moldadas apenas por omissão: elas foram extraídas de fontes não verificadas ou partidárias em árabe e turco, enquanto eram apresentadas como jornalismo confiável para o público ocidental”, afirmou a reportagem. “Os produtos jornalísticos resultantes se assemelham mais a propaganda do que a reportagens neutras.”


Olivia Rose, pesquisadora de extremismo do NCRI, acrescentou que o Hamas tem um incentivo para espalhar o pânico sobre a suposta fome. Essa narrativa enfraquece uma de suas maiores ameaças: a Fundação Humanitária de Gaza, que autoridades israelenses e americanas criaram para impedir que ajuda humanitária caísse nas mãos do grupo terrorista. No mês passado, o NCRI divulgou um relatório de 35 páginas sobre como o GHF se tornou alvo de um “ataque narrativo” que alegava que estava “assassinando civis sistematicamente”. O relatório rastreia essas alegações até agências de notícias administradas pelo Hamas e contas anônimas em redes sociais — e, ainda assim, elas foram divulgadas por muitos veículos de comunicação importantes, incluindo BBC, Haaretz e Associated Press.


Haverá um custo para a falta de diligência básica, disse Rose.


“As casas das pessoas na Fundação Humanitária de Gaza estão sendo atacadas”, disse ela. “Suas famílias estão sendo ameaçadas aqui nos Estados Unidos.”


Um renomado especialista jurídico afirma que essas imagens não estão apenas levando a opinião pública ao frenesi — elas também podem desempenhar um papel no caso do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra importantes líderes israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Eugene Kontorovich, que lidera o Centro para o Oriente Médio e Direito Internacional da Universidade George Mason, disse que as alegações de fome são uma “alegação central” na busca do tribunal por crimes contra a humanidade e crimes de guerra.


Desde o início da guerra, as agências internacionais têm se apoiado fortemente em alegações de fome. A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (CPI), o organismo internacional responsável por declarar fome, projetou inicialmente em março de 2024 que Gaza estava à beira da fome. Mas três meses depois, em junho, voltou atrás, afirmando que as evidências não sustentavam tal declaração após o aumento das entregas de alimentos. "Se isso não levou o promotor do TPI a mudar de rumo, nada o fará", disse Kontorovich. "Este não é o tipo de situação em que um pouco de evidência impedirá um processo politizado."


Um ano depois, em julho de 2025, a CPI mudou de rumo novamente, declarando que a fome estava se espalhando por grande parte de Gaza. Como noticiou o The Washington Free Beacon, a CPI mudou discretamente sua metodologia em Gaza, essencialmente redefinindo os critérios para determinar a fome. O IPC abandonou uma abordagem mais abrangente para calcular peso e altura e passou a usar apenas a circunferência do braço, uma avaliação mais rudimentar — e reduziu pela metade o limite para a fome, de 30% das crianças registradas como desnutridas para 15%.


E a narrativa da fome, segundo Kontorovich, ainda importa — principalmente em termos de ótica e política. "Obviamente, ela tende a sugerir que muitas das informações vindas de Gaza, em geral, são falsas", disse Kontorovich. "Isso dá ainda mais credibilidade à proposição de que as informações vindas de Gaza são propaganda coordenada."


John Spencer concorda. Ele lidera o Instituto de Guerra Moderna em West Point, um instituto de pesquisa que busca promover o conhecimento militar dos EUA, e já atuou com as Forças de Defesa de Israel (IDF) em Gaza quatro vezes desde que o Hamas invadiu Israel em 7 de outubro de 2023.


"A conclusão é que Israel está por trás disso, e se eles simplesmente concordarem com um cessar-fogo, tudo isso acabará agora — e isso está muito longe da verdade", disse Spencer. "Se a guerra parar agora, o Hamas continuará controlando cada grão de arroz, cada saco de açúcar, e usando isso para se enriquecer às custas dos civis."


As imagens geraram revolta mundial contra Israel. Em cidades dos EUA, de Atlanta a Filadélfia e Nova York, manifestantes foram às ruas para denunciar o que acreditam ser uma fome provocada pelo homem.


Tzvika Mor, um israelense de 47 anos, se pergunta por que ninguém grita o nome do filho nas ruas.


Em 7 de outubro de 2023, seu filho, Eitan, trabalhava como segurança no Festival Nova Musical quando terroristas do Hamas invadiram o evento. Militantes o avistaram com seus amigos em um campo aberto, fazendo-o refém. Já se passaram mais de cinco meses desde que sua família recebeu uma atualização sobre seu estado de saúde.


"Não sei se ele tem acesso a comida ou mesmo água", disse Mor mais velho por Zoom no início deste mês.


No início de agosto, militantes do Hamas divulgaram imagens chocantes de outros dois reféns, Evyatar David e Rom Braslavski, ambos esqueléticos com ossos salientes. Em um vídeo, Braslavski agarra a barriga em um momento e chora no seguinte.


"Estou às portas da morte", disse ele, acrescentando que tudo o que comeu recentemente foram "três migalhas de falafel" e "mal um prato de arroz".


Um vídeo de David o mostra em um túnel escuro cavando sua própria cova. Mor disse que já faz pelo menos um ano que um grupo humanitário fora de Israel não entra em contato com ele ou sua família.


"Sinto como se o mundo tivesse se esquecido do meu filho."


https://www.thefp.com/p/they-became-symbols-for-gazan-starvation


Pesquisa, tradução, adaptação, legendas e comentários: By@Krok

quinta-feira, 10 de abril de 2025

ACONTECE: SHABAT HA GADOL - 18 meses - E Pessach Chegou


Por Regina P. Markus



Celebrar Pessach - a Festa da Liberdade, a Festa da Hagadah (História), a Festa das Famílias, a Festa das Comidas, a Festa das Reuniões. Em Israel é a chegada da Primavera! Esta data tem um significado importante também na Babilônia e na Europa, no Japão e na Índia. Chega a estação das flores, e é com flores que enfeitamos nossas mesas. Aqui no Brasil, aqui em São Paulo, são muitas as flores tradicionais desta época de outono. 

Seder quer dizer ordem. E Seder é o nome do jantar em que celebramos Pessach. Em família, em comunidade, com amigos. Um jantar ritual. As rezas, as comidas e os muitos detalhes que fazem esta noite tão especial.

MAS - MAS - MAS - este ano carregamos junto uma grande incógnita. Este ano sentimos no coração e alguns dos nossos na pele o que significa perder a liberdade. O que significa estar sob o regime do desconhecido e do medo. 

Chegamos nesta semana ao marco de ANO e MEIO - 18 meses. O dia 7 de outubro de 2023 está no calendário! E, este é o segundo Pessach de muitos reféns ainda nos túneis em Gaza. Cada dia sabemos algo novo e cada dia ficamos mais estarrecidos. E o que vemos entre os judeus é a incerteza trazer a separação. Podemos apontar pessoas, mas não devemos nunca fazer com que estes dedos apontados desqualifiquem o povo. O Povo Judeu que foi libertado do Egito e que chega a Canaã guiado por Moshé. Moshé o gago, o humilde. Moshé o que foi escolhido e o que dialogou com HaShem. E quando lemos a Hagadá, fica muito claro que a história e os rituais trazem Moshé o tempo todo em nossa presença, mas o nome Moshé não é pronunciado!

Nesta semana cheia de simbolismo, este é para mim o mais significativo. Aquele que guia e que orienta. Aquele que faz a diferença por gerações está nos corações e na mente. Não necessariamente nas palavras e nos comentários. 

Por que esta noite é diferente de todas as outras noites? Muitas são as respostas e a resposta tradicional, magnífica está na Hagadah - OLHEM! E aqui distingo algo que é o mais importante deste momento tradicional em todos os Sedarim - POR QUE? Perguntar! Esta é a base do judaísmo. Perguntar e obter diferentes respostas. Respostas que podem ser conflitantes, mas que merecem ser registradas para poderem ser discutidas ao longo dos séculos. Aqui, encontramos outra fonte muito importante, o Talmud, que é uma coletânea impressionante de perguntas e respostas.

Na Hagadah, fica evidente que por trás de Moshé e junto com HaShem fazem parte do Povo de Israel, do Povo Judeu, todos os tipos de pessoas, e todos são chamados de filhos  - o sábio (Chacham), o malvado (Rashá), o ingênuo (Tam) e aquele que não sabe perguntar (She'einó Yodea Lishol). 

Hoje assistimos ao conflito desencadeado pelo Hamas e pelas irmandades mulçumanas que professam um ódio declarado e alastrante ao Povo de Israel, ao Povo Judeu. Digo o conflito entre os judeus. Em Israel e na diáspora. Abrimos os jornais do dia-a-dia e vemos muitos judeus destilando gota a gota ou derrubando aos borborões pseudo fatos, ou fatos engenheirados de forma a difamar os judeus. Pois é, na Hagadá já encontramos este tipo de personalidade, o Rashá, aquele que desdenha da história e das tradições com uma atitude negativa e questionadora. 

Um bom exemplo é dado pela resposta que a ex-refém Liri Albag recebe ao culpar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por 7 de outubro. Não entro no mérito de sua opinião política. Todos têm direito a ter sua opinião e aqui não expresso a minha. Mas a resposta bem define o que vem acontecendo quando a História é Desdenhada. 

🧿 Liri Albag responde aos ataques contra ela:

“Li os comentários, li as ameaças que recebi, os xingamentos. E estou com medo. Não tenho medo dos comentários em si, nem de conhecer as pessoas que escreveram essas coisas para mim. Tenho medo do que nos tornamos”, disse ela. “Desejar que alguém seja preso? Eu não desejaria isso aos meus inimigos. Zombar do meu peso? Isso me lembra os terroristas que riam de mim, que faziam questão de me lembrar que eu era gorda. Me prometer morte e vingança? Deseje isso ao Hamas e aos nossos inimigos, não a mim”. Albag acrescentou: “Sim, todo o establishment de defesa, o Shin Bet, a inteligência militar, todos são culpados. Não se preocupe, eu disse isso diretamente a eles!”. Sobre a responsabilidade do Hamas, ela enfatizou. “É claro que, antes de tudo, o Hamas é o culpado pelo pesadelo que este país está vivendo. Não me esqueço dessa organização terrorista por um momento sequer, e eu, pessoalmente, quero me vingar dela. O Hamas é o inimigo! Não imaginei que receberia tais comentários das pessoas da nação de Israel. E sabe qual é a parte mais difícil? Essa divisão é pior que nossos inimigos. Não é assim que vencemos! Temos guerras mais importantes para lutar, há vidas humanas em jogo”. Fonte: Revista Bras.il a partir de Israel National News


PESSACH - HAGADAH

Contar a mesma história há milênios - e a cada ano introduzir uma modernidade! Há muitas pessoas que acharam necessário reescrever a Hagadah para que ela falasse ao seu tempo. E, a cada ano volto a Hagadot tradicionais, algumas sefaradis, outras ashkenazis, algumas mizrachis e outras etíopes. Apesar das diferentes origens e das separações destas populações ao longo dos milênios, a base da Hagadah é muito semelhante. E aí fica a dica para pesquisarem qual a origem deste livro de contos que singra os tempos.

Ter um passado é poder construir o futuro. E hoje, quando vamos mais uma vez ao cemitério levar para a sua última morada uma amiga de 95 anos que foi quem me trouxe para o nosso grupo há algumas décadas, sinto que todos os movimentos que aconteceram e que ainda vão acontecer servirão de tempero para o magnífico ato de estarmos juntos no Seder de Pessach.

Neste SHABAT ha GADOL - quando lermos a Parashat TSAV -  HaShem COMANDOU - e quando ao encerrarmos o serviço ao invés de separarmos o Sagrado do Profano, separaremos os Sagrado do Sagrado - O Shabat pelo Seder de Pessach!

Encerrando - contaremos os dois tempos que eternizam o Povo Judeu, o Povo de Israel. O tempo recorrente do Shabat - a nossa vida neste planeta Terra - e o tempo Eterno de Pessach - a vida do Povo Judeu ao longo dos milênios.

CHAG SAMEACH - Regina P Markus


FATOS E FITAS



Sebastián Basso, the lead prosecutor in the AMIA bombing case, has requested a national and international arrest warrant against Iranian Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei due to his direct involvement in the bombing of the Jewish community center in Buenos Aires in 1994, according to Argentinian daily Clarín on Wednesday.

In 1994, the Asociación Mutual Israelita Argentina Jewish community center was bombed, killing 85 and wounding 300. Hezbollah is believed to be behind the attack, with Iranian backing and support.

According to Basso, Khamenei “led the decision to carry out a bomb attack in Buenos Aires in July 1994 and issued executive order (fatwa) 39 to carry it out.”





quinta-feira, 18 de abril de 2024

O ataque iraniano e as mentiras contadas

 

John Kirby, porta-voz da Casa Branca, veio a público desmentir duas grandes mentiras que andam circulando com relação ao ataque iraniano contra Israel.


A primeira mentira é a de que o Irã teria lançado os seus mais de 300 mísseis e drones com a "intenção de falhar" e de "não causar danos", com a segunda mentira sendo a de que os iranianos teriam alertado os EUA para a iminência do ataque.


Assista:






quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Acontece - De tudo um pouco, mas demasiado

Por Juliana Rehfeld




Tem acontecido muita coisa, em Israel e no front em Gaza, mas também no planeta, com o ressurgimento, para mim assustador, do “irracional” antissemitismo e de proporções inacreditáveis. 

Em Israel, a vida tentando voltar ao “normal”, apesar de muitos cidadãos e muitas cidadãs, sejam judeus ou árabes ou cristãos, ainda estarem substituindo em vários setores - agricultura, indústria - trabalhadores que estão atuando nas Forças de Defesa e é claro, apesar dos ataques ainda diários de foguetes do Hamas no sul e no centro e de drones suicidas do Hezbollah no norte. 

Fora de Israel, nas ruas, nas redes sociais e nas universidades da Europa, Estados Unidos e aqui no Brasil, acontecem manifestações anti-semitas de uma virulência que não mais acreditávamos possível. De tudo, um pouco, mas demasiado: afirmações mentirosas, dados historicamente inverídicos, generalizações “banalizadoras”. Frases como: 

- “Israel está mostrando seu verdadeiro objetivo de exterminar os palestinos” que ouvi de colegas “esclarecidos” - como se Israel precisasse de 75 anos para fazer isso se realmente o quisesse…

- “Hospitais palestinos são alvo de bombardeio indiscriminado por parte de Israel levando à morte de mais de 10 mil civis, sobretudo crianças" - quando casas e hospitais do norte foram evacuados a pedido de Israel mas contra vontade do Hamas e números não são checados e além disso, imagens divulgadas mostram uma já famosa tática de os mesmos adultos e crianças “morrerem” diversas vezes em locais diferentes…

- O presidente Lula desinformando ao dizer que "a ONU tinha sido capaz de criar o estado judeu mas não tem até hoje força para criar o estado palestino ao lado” quando todos sabem que a resolução de criar o estado árabe de 1947 não foi aceita pelos países árabes, o que resultou na primeira guerra de Israel. E na época, ao referir a palestinos falava-se  da população também judaica, de moedas e jornais em hebraico e árabe…

- Ainda Lula falando que “parece que Israel quer invadir Gaza e expulsar os palestinos", e tantos falando em genocídio quando, de novo, se Israel realmente quisesse ocupar o território não teria saído de lá em 2005, retirando à força a população judaica de lá, ou quisesse exterminar os árabes e fazer a alegada “limpeza étnica” quando em seu território abriga com plenos direitos cerca de 2 milhões de árabes! 

- E a ameaça verbal e à integridade física de professores e alunos judeus de inúmeras universidades mesmo que esses nem se tivessem manifestado pró Israel, mas simplesmente por serem judeus! 

E o pior, porque majoritário: o silêncio seletivo. O silêncio que deixa de condenar o estupro e a violência contra mulheres quando são israelenses ou judias, o silêncio que deixa de condenar as barbaridades perpetradas em 7 de outubro tratando essas ações como resistência a… ao que mesmo?? O silêncio das autoridades brasileiras em relação ao refém brasileiro enquanto se esforçam sobremaneira para trazer não-brasileiros fugindo de Gaza… 

E é claro, o silêncio da imprensa que deixa de mostrar as dificuldades do dia-a-dia em Israel, que mencionei acima, ou o cuidado com que estão sendo feitos os ataques a Gaza para reduzir ao mínimo as mortes colaterais dos escudos humanos usados pelo Hamas - se eu recebo essas imagens e vídeos, tenho certeza que a imprensa também recebe mas escolhe não mostrar!

Manifestações em todos os lugares que repetem “hipnoticamente” "Palestine Free - from the river to the sea” - palestina livre do rio ao mar - pregando portanto apagar Israel do mapa! Isso é resistência ao colonialismo?? 

E a ausência da Cruz Vermelha, supostamente preocupada em garantir a integridade de civis sequestrados? Quando são israelenses, não?

E manifestações que incluem desenho de suásticas e de estrelas de David em muros onde haviam sido apagados em 1945 ao final da 2a guerra! E achávamos que nunca mais! 

Se na Europa dos anos 40 estava escrito “Judeus - saiam daqui e vão pra Palestina" - hoje se escreve “Judeus - saiam da Palestina" e “e da nossa frente”!

Felizmente há movimentos, sobretudo de jovens, que antes alheios à polícia em Israel ou fora, manifestam em alto e bom som seu orgulho em serem cidadãos israelenses ou judeus na diáspora, e artigos e falas - poucos, mas fundamentais - expondo fatos que mencionei nesta coluna, e também trabalham há tempos pela paz e contra o ódio. Apenas alguns:

- Artigo de Mariliz Pereira Jorge na Folha - "O feminismo abandonou as judias”;

- Resposta na Folha de Alexandre Schwartsman a um judeu com auto ódio desproporcional (esse assunto falamos em outro artigo): “O que Breno Altman esconde”;

- O material fantástico produzido pelo StandWithUs e pelo IBI…

- Mulheres da ONU, UN Women: “Your silencie is Unbelievable” - teu silêncio é inacreditável;

- Movimento de cidadãos judeus e palestinos de Israel que buscam a paz: standing-together.org ;

- O movimento Mulheres que agem pela Paz - נשים עושות שלום - Nashim Ossot Shalom.




Acabei de receber a notícia de que um advogado americano - não tenho o nome- obteve em 17/11 a patente da frase "From the River to the Sea, Palestine Will be Free" e com isso processará quem a está usando. Grande ideia!

Mas de fato creio que nós judeus, sionistas, não israelenses, estamos perplexos e tristes com a ausência de reação ou com a triste reação de colegas e pessoas que pensávamos próximas, e sem dúvida, informadas e esclarecidas. Onde estava guardado e como emergiu esse antissemitismo cheio de ódio, vazio de crítica e auto-controle? Minha sensação é de me tirarem o chão, bases em que eu acreditava, me enganava. Alinhamento que eu imaginava ter foi totalmente quebrado e fico triste ao estar hoje acompanhada em meus argumentos por pessoas com as quais nunca concordei política ou socialmente. Por que isso acontece?

Tenho sempre tentado fazer uma correlação, ver se há alguma possível reflexão na parashá da semana com o que acontece em nossos dias. Nesta semana lemos  na Torá que Jacó saiu de sua casa a caminho da terra onde o tio Laban morava. O mais famoso sonho da Bíblia ocorre então, justamente quando ele está fora de sua casa, fugindo da ameaça de Esau, antes de padecer dos enganos a que Laban o submete, sozinho, no escuro, no máximo da vulnerabilidade: sonha com uma escada que vai ao céu, anjos sobem e descem por ela, Deus lhe aparece do alto e lhe promete dar-lhe a terra em que ele está, onde seus descendentes se espalharão, e lhe diz que sempre o acompanhará, não o abandonará até cumprir a promessa. 

Escolho “pescar” nisso que a esperança é possível no momento de grande vulnerabilidade, de solidão. Mas como se desenvolve a vida de Jacó, ele consegue “crescer e se multiplicar” apenas a partir de muito trabalho e resiliência. 

Hoje vi que no fim de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou a Lei nº 17.817/2023 que proíbe o ensino ou abordagem disciplinar do Holocausto a partir de perspectivas negacionistas ou revisionistas. A nova norma é válida para o Sistema de Educação Básica do Estado. A educação começa pela base, se esse trabalho for bem feito poderemos sonhar com um Nunca Mais de fato! 

Shabat Shalom

terça-feira, 21 de novembro de 2023

VOCÊ SABIA? - o que uma jovem palestina e o Primeiro-ministro de Israel têm em comum?

 

JOVEM PALESTINA DA FAIXA DE GAZA   X   PM ISRAELENSE BENJAMIN NETANYAHU: O QUE HÁ DE COMUM ENTRE ELES?

Por Itanira Heineberg


MARCA-PASSO, UMA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

O marca-passo nada mais é do que um aparelho que, ao ser implantado, tem a capacidade de normalizar os batimentos do coração produzindo impulsos elétricos a fim de estimular a contração do órgão. Ele é colocado entre o músculo e a pele no lado esquerdo

 

Você sabia que a jovem palestina Shahad, da Faixa de Gaza, recebeu um marca-passo diferenciado em Israel, similar ao implantado no Primeiro-Ministro do país, Benjamin Netanyahu?

 

O jornal Times of Israel publicou esta notícia anunciando que, pela primeira vez, uma jovem teria recebido este marca-passo de uma tecnologia inovadora. O Wolfson Medical Center, em Holon, na região central de Israel, instalou o aparelho em Shahad, de 18 anos de idade, uma palestina da Faixa de Gaza.



“Substituímos o marca-passo dela várias vezes ao longo dos anos, mas seu corpo continuou rejeitando-os. Ela também desenvolveu tecido cicatricial inflamado no local da implantação no peito. Não importa como a tratamos com antibióticos locais e sistêmicos, mas o problema continuou recorrente”, disse Sagi Assa, chefe da Unidade de Cardiologia Intervencionista Pediátrica do hospital.

 

Este aparelho milagroso recebido pela jovem Shahad é idêntico ao implantado no primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu em julho de 2023. É um aparelho menor do que o usado normalmente e, com uma vantagem tecnológica a mais, não requer incisão cirúrgica. A colocação do aparelho não deixa cicatrizes no corpo dos pacientes. E, mais um benefício, a vida útil da bateria pode durar pelo menos duas décadas.

Informações da Sociedade Brasileira de Cardiologia explicam que as baterias de marca-passos tradicionais costumam durar entre sete e 12 anos.

 

“O tratamento à jovem palestina foi realizado pela organização Save a Child’s Heart (Salve o Coração de uma Criança, em tradução livre), organização humanitária israelense que atua para salvar vidas de crianças de países onde o acesso a cuidados cardíacos pediátricos é limitado ou mesmo inexistente.”

 

Acrescentando mais alguns detalhes sobre este aparelho, o marca-passo é um dispositivo que estimula o coração para controlar ou aumentar os batimentos cardíacos se estiverem muito lentos ou irregulares. A implantação geralmente leva várias horas e os receptores normalmente recebem alta do hospital no mesmo dia ou no dia seguinte, de acordo com o hospital norte-americano Mayo Clinic e o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha.

E agora, após os ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro último, perguntamo-nos, onde estará a jovem Shahad?

Quem de sua família participou das barbáries perpetradas pelos terroristas?

E após muita pesquisa, como estará ela passando com seu novo e moderno marca-passo?

Quem poderá assessorá-la em alguma emergência?

Quem a socorrerá em uma arritmia cardíaca?

Será que ela ainda tem a liberdade de seu povo, de manter em seu corpo, um dispositivo israelense?

Como seus familiares encaram esta ajuda humanitária de Israel em relação ao seu povo?

E por falar em ajuda, generosidade, proteção à vida e dedicação especial a jovens e crianças, como o mundo entenderá a busca dos soldados israelenses em Gaza, pelos seus irmãos brutalmente sequestrados?

Estas são perguntas a que o tempo trará respostas.

Esperamos que a História registre os fatos verdadeiros desta catástrofe e esclareça os preconceituosos, os racistas, os ignorantes e os desinformados, no encalço de um mundo melhor, mais humano, mais pacífico e sem conflitos.



FONTES:

https://www.timesofisrael.com/netanyahu-has-a-pacemaker-fitted-on-eve-of-key-votes-on-his-coalitions-overhaul-bill/

https://conib.org.br/noticias-conib/37874-palestina-da-faixa-de-gaza-recebe-marca-passo-em-israel.html

https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2023/07/23/benjamin-netanyahu-como-e-realizada-cirurgia-para-implantar-marca-passo-a-mesma-que-primeiro-ministro-israelense-fez.ghtml

https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2023/11/12/conheca-shahed-al-banna-jovem-palestina-com-cidadania-brasileira-que-denunciou-o-desespero-da-guerra-nas-redes.ghtml


quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Acontece - 40 dias e mais...

40 dias e mais... 

7 de outubro: o estopim, o início... e lá vão mais de 40 dias.


Confundir a Opinião Pública - até onde vai o inconsciente coletivo!


Estamos vivendo uma guerra em várias frentes. Israel está sob ataque constante. A população segue a vida o mais normal possível, correndo para abrigos subterrâneos ou para baixo de escadas de forma a se proteger de bombas e de estilhaços de bombas destruídas antes de cair. Uma rotina que não é fácil e que pode ser transformada em horror.

Em Gaza o Exército de Defesa de Israel continua sua ação. Objetivo muito bem definido: acabar com o grupo terrorista Hamas, que é o administrador da Faixa de Gaza. Acabar com o impressionante estoque de munição que continua a bombardear Israel todos os dias. Por anos, eram encaminhadas bombas diretamente para escolas, vilas, fazendas, restaurantes e teatros! Tudo isso sendo noticiado lateralmente, ou mesmo não sendo mencionado. 

No Brasil e no mundo assistimos a uma onda de antissemitismo sem precedentes. As organizações judaicas estão atuando de forma pró-ativa e em conjunto para combater esta outra frente de batalha. Uma frente assustadora, porque sabemos há milênios no que pode resultar. Como brasileira, não posso esquecer das vítimas da inquisição. Mulheres judias sendo queimadas como bruxas, em nome de quê? Hoje nem faz sentido repetir as razões sem sentido. Hoje há muitos movimentos da Igreja Católica mostrando as atrocidades cometidas por uma parte autorizada. Há um diálogo que cria convergência e entendimento. 

Olhando alguns séculos para trás (XI - XII), encontramos as Cruzadas: lutas dos cristãos versus mulçumanos pelo domínio da Terra Santa. Ao longo do caminho e em Israel, habitavam várias comunidades judaicas que foram brutalizadas por serem judias! Uso aqui o termo judia propositalmente: no inconsciente coletivo de nosso idioma está o termo judiar - fazer mal!

Passamos pelos séculos seguintes com vários episódios antissemitas na Europa, América e Países Árabes. Chegamos ao século XX, quando foi definida a vontade e foram perpetratadas ações para eliminar os judeus do mundo.

Os judeus seguem... os judeus diversificam... um povo unido por uma cultura milenar que envolve religião, hábitos e costumes que vêm sendo ambientados e discutidos ao longo de séculos e uma forma de viver através de perguntas e respostas. Perguntar, analisar, concluir e voltar a perguntar. Debater, discutir, divergir e voltar a perguntar. Esta é uma rotina que segue por milênios - escrita ou não. 

Nos nossos dias a quantidade de notícias falsas ou enviesadas sobre a Guerra provocada pelo Hamas no dia 7 de outubro vem tirando das pessoas a capacidade de raciocinar. Uma invasão que estuprou, matou, sequestrou... tudo isso feito com prazer e apoiado por pais! Que triste a cena em que um rapaz telefona para o pai e a mãe se vangloriando de ter infligido sofrimento extremo a uma jovem! Os pais aplaudem! Algo está muito errado - como é possível apoiar pessoas que são criadas para gerar cenas impensáveis?

Aqui no Brasil vemos um apoio de enorme magnitude a um grupo terrorista que brutaliza as populações de Israel e também habitantes de Gaza. Por que? Há alguma razão para apoiar assassinos?

Um pouco mais sutis são alguns deslizes de mídia. A BBC, no dia 14 de novembro, liberou uma nota explicativa sobre a entrada do Exército de Israel no Hospital Shilba na cidade de Gaza. Foi noticiado que "O Exército de Defesa de Israel "atirou" em médicos e pessoas que falavam árabe! A nota de desculpas informa que o pessoal que entrou no Hospital INCLUÍA soldados médicos e que falavam árabe para facilitar o contato e tratamento dos doentes. Há várias declarações de médicos e enfermeiras do próprio hospital sobre provisões e etc, trazidas pelo Exército de Israel. E... o que foi encontrado! Túneis, abrigos anti-aéreos para teroristas, armas, munições, foguetes... FATOS que acabam sendo negados! E invertidos.

E o que falar da ONU - vejam o que sai hoje:
"ATUALIZAÇÃO DE NOTÍCIAS 🚨🇮🇱🇺🇳Israel critica duramente as tentativas da ONU de equiparar suas ações em Gaza às do grupo terrorista Hamas, insistindo que a lei internacional “não é um pacto de suicídio”.
Se um Estado não puder defender-se, “ou for criticado por fazê-lo em conformidade com o direito internacional, inevitavelmente as organizações terroristas tornar-se-ão cada vez mais encorajadas a continuar a utilizar estes métodos, confiantes no apoio internacional contínuo”, disse o embaixador israelita Meirav Eilon Shahar depois de o chefe dos direitos da ONU informou os estados membros sobre a situação. (Toi)"

E os reféns? Bebês de meses de idade, crianças, jovens! Adultos e idosos! Trocar por terroristas que mataram dentro de Israel... e as negociações continuam!

Hoje - estou "acontecendo" de forma mais direta, sem muitos subterfúgios, mas também sem esquecer que a alma humana requer um toque de poesia e de música. Um toque de algo que possa servir de união.

Mesmo tendo que se equilibrar da forma mais difícil e sem nexo!
Este era o famoso Violinista no Telhado de Scholem Aleichem no tempo dos Pogroms no Império Russo! 
Hoje - um soldado violinista - repetiu a dose em cima de um tanque em Gaza! O intervalo de tempo nos ensinou o que aconteceu após os pogroms da Rússia - a criação do sionismo e a imigração terrestre para Israel - onde eram compradas terras para formar as colonias agrícolas - kibutzim e moshavim.


de Scholem Alechem a GAZA (2023)


O futuro não sabemos, mas oxalá este possa ser um tempo em que possamos mostrar fatos sem inversão e que a convivência entre judeus, cristãos e árabes seja possível no resto do mundo assim como acontece em Israel. Chegar ao parlamento, Suprema Corte, Comando no Exército. Ser médico, cientista, professor, advogado, engenheiro e tudo mais é garantido a qualquer cidadão israelense. Independente de etnia, religião, origem, gênero!

Olhando o Futuro - ao som do Violinista do Telhado!






Regina P. Markus









quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Acontece - E quando entrares na Terra (Ki Tavô)




ONTEM, HOJE e AMANHÃ

Por Regina P Markus

Este mês de Elul é o momento para refletir e preparar o futuro. A parashá desta semana Ki Tavô - Moshé discursa sobre a entrada na Terra do Leite e do Mel, na construção de uma CASA para o NOME e também sobre regras e maldições quando desvios forem feitos. A Terra será habitada pelo Povo de Israel, e também abrigará outros povos. Conflitos... chegamos aos dias de Hoje e sabemos dos conflitos por todos os meios de comunicação. Recentemente um representante da comunidade árabe-israelense que é membro da parlamento (Chaver Knesset) Ayman Odeh, líder do partido Hadash e líder da União de Partidos Árabes, deu declarações as quais o comentarista Marcos L. Susskind rebateu, escrevendo uma carta-resposta a seus posicionamentos. Este "Acontece" reproduz esta carta que esclarece pontos relevantes e faz um posicionamento claro sobre a soberania do único Estado Judeu na Terra. Lembrando que este estado é pluralista e que seus cidadãos não são necessariamente judeus, e que como cidadãos têm a prerrogativa de eleger representantes para o Parlamento.



CARTA ABERTA AO PARLAMENTAR Ayman Odeh
escrita por Marcos L. Susskind

























Debate e troca de idéias é a base para poder ter entendimento. Mas é preciso guardar os limites. Limites, regras e punições é o que a Torah continua colocando esta semana. Num momento de reflexão são colocadas punições, agora focando o povo. Muito difícil de ler e de transportar para os dias de hoje se quisermos seguir tudo ao pé da letra. Mas o Talmud, e depois os textos dos comentaristas e agora dos muitos doutos que escrevem sobre o tema, ensinam que a Torah pode ter vários níveis de leitura. Na semana anterior, comentei que o rompimento das regras e a sua relação com a Terra de Israel poderia ser encarado como prenúnico de exílio. Nesta semana, as formas de redenção não aparecem, vão ser explícitas apenas no 15o versículo da próxima parashá. Este é um preparo longo, pessoal que chegará nos Iamim Noraim e Iom Kipur. O indivíduo, de forma pessoal e coletiva, chega a seguir em Sucot quando todos juntos, sob cabanas que lembram o início, continuam mais um ano no traçado do tempo.

Assim, lembramos que esta newsletter tem como objetivo abrir uma ÁGORA, uma praça para o debate, como existiu na Esplanada dos Templos de Jerusalém, onde era possível escutar e debater.

Boa semana!