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quinta-feira, 9 de julho de 2026

ACONTECE: A semana - eleições, Copa e percepções

 

Por Juliana Rehfeld



A semana de Israel foi marcada por três tendências centrais: a Campanha eleitoral cada vez mais intensa, mas sem um favorito claro para formar a próxima coalizão; a continuação da guerra em Gaza e da pressão militar contra o Hezbollah, porém com menor intensidade no norte e a sociedade focada nos reféns; na investigação do 7 de outubro e no debate sobre o serviço militar dos haredim, temas que provavelmente definirão a eleição.  Inevitavelmente, mais do mesmo.

Fora de Israel, também mais do mesmo, a semana foi marcada por debates sobre antissemitismo, segurança das comunidades judaicas e divisões políticas, especialmente na América do Norte e na Europa.

Nos Estados Unidos ocorreu a divulgação de uma pesquisa nacional mostrando um sentimento crescente de isolamento político entre os judeus americanos. Os principais resultados incluem:

* 63% consideram o antissemitismo um problema sério nos EUA;

* A maioria afirma não se sentir adequadamente representada por nenhum dos dois grandes partidos;

* O apoio a Israel continua importante para muitos judeus americanos, mas há diferenças marcantes entre religiosos e seculares e entre diferentes gerações.

Também chamou atenção a preparação de manifestações em Nova York contra a visita do ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.

Na Austrália, a enviada especial do governo para o combate ao antissemitismo voltou a defender maior fiscalização da cobertura jornalística sobre Israel nas emissoras públicas, reacendendo, é claro, o debate sobre liberdade de imprensa e discurso de ódio. 

Saio da semana porque quero relembrar a abrangente pesquisa feita exatamente um ano atrás, em julho de 2025, pelo IBI - Instituto Brasil Israel - sobre a percepção dos brasileiros sobre judeus, judaísmo e Israel, que mostrou que o conhecimento médio dos brasileiros sobre judaísmo e Oriente Médio é limitado. O levantamento apontou cinco conclusões centrais:

1. A maioria dos brasileiros não possui conhecimento aprofundado sobre judaísmo ou sobre o conflito israelense-palestino;

2. Muitos não diferenciam judeus, Israel, sionismo e governo israelense;

3. A opinião pública é mais moderada do que o debate nas redes sociais faz parecer;

4. É possível, para uma parcela significativa dos entrevistados, reconhecer o direito de Israel à autodefesa e, ao mesmo tempo, criticar aspectos de sua atuação militar;

5. A qualidade da informação disponível ao público é um fator importante para a formação dessas percepções.

Deixo aqui o acesso a esta pesquisa, na página oficial do seu lançamento (Instituto Brasil-Israel), que reúne a descrição do estudo e os links para download: Instituto Brasil-Israel – Pesquisa "Percepções e narrativas da população brasileira sobre os judeus, o Estado de Israel e o conflito entre Israel e Hamas".

E voltando à semana, falando do principal evento global que continuou esta semana, a Copa do Mundo de Futebol, demos a informação de que o único jogador judeu a participar da seleção dos Estados Unidos foi Matt Turner, goleiro americano. Descobrimos também, nos últimos dias, o jogador Gilson Benchimol - de Cabo Verde, cujo sobrenome indica provável descendência de judeus marroquinos que se estabeleceram em Cabo Verde no século XIX . Mas ele, que joga no FC Akron Tolyatti (ou Akron Togliatti), clube da Premier League Russa, a primeira divisão do futebol da Rússia, não forneceu nenhuma evidência de sua identificação com o judaísmo.

Por fim quero comentar o que só vi esta semana, a positiva reação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, às manifestações pró-Palestina com que foi recebida - ou quase barrada - a delegação israelense que veio ajudar no resgate de vítimas do terremoto. Ela reforçou que numa hora de tragédia e emergência, é mais importante a humanidade do que qualquer posição política. Postamos aqui um vídeo sobre isso, e torço para que esta opinião seja cada vez mais frequente.

Shabat Shalom

2 comentários:

  1. Excelente, Ju. Esta semana também foi marcada por uma nova vida dentro de Israel. As pessoas circulando à noite livremente e a Macabiá transcorrendo em um ambiente sem agressões externas.

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  2. Excelente Ju!
    Muito bom saber que em meio às más e errôneas informações que correm sem fiscalização pelo mundo, há dirigentes sérios e pesquisadores da verdade que percebem as boas e humanitárias intenções de Israel e as apoiam e reconhecem o perfil de Israel nas relações do planeta. Ita Hei

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