Por Juliana Rehfeld
25/06/2026
Aqui usamos este espaço semanal para trazer informações e refletir sobre Israel e sobre judaísmo de ângulos diferentes daqueles que a “grande mídia” produz, seja porque esta não apresenta fatos a que temos acesso em fontes confiáveis porém “deixadas de lado”, seja porque as páginas oferecidas ao grande consumo distorcem informações e/ou analisam de maneira preconceituosa assuntos judaicos. Esta é a forma pela qual acreditamos, e escolhemos há cerca de 10 anos, que melhor combate a desinformação sobre esses assuntos e o antissemitismo “por manada”, aquele fenômeno que carrega o ódio gratuito, comprado e redistribuído por pressa, falta de filtro ou falta de cuidado, tão simples e comum nos tempos de correria em que vive a maioria das pessoas.
Reproduzimos então aqui notícia e artigo que NÃO “EshTaNaMidia” ou “EshTaNaMidia” mas não deveria estar, não da forma mal intencionada ou descuidada que foi oferecida ao público.
Hoje estão disponíveis muitas fontes mais ou menos conhecidas, com maior ou menor investimento, que “garimpam” e “separam o joio do trigo” na imprensa e em redes sociais, e buscam fatos e reflexões honestas ou mais profundas sobre aquele diminuto e jovem país que, apesar disso, é um dos assuntos diários porque “vende” ou “rende”… repete-se o bordão “No jews, no news”, sem judeus não há notícias… ou, “se inserir protesto contra Israel no mais estapafúrdio contexto, já aparecem muitos adeptos“ …
Temos exemplo de conhecido partido brasileiro que em sua plataforma condena o Estado de Israel; há veículos de comunicação, de variados portes, que carregam “quase como sobrenome” as expressões “Israel genocida ou com apartheid”… isso em diversos países países, inclusive Israel.
O governo de Israel historicamente investiu pouco, ou mal, nessa tarefa de informar o mundo externo sobre seus pilares fundacionais, suas instituições, suas políticas sociais, sua pluralidade, sua diversidade social e política, até porque, como Estado jovem estava mais ocupado em se consolidar, em organizar sua estrutura social, política e econômica. E por isso no mundo da Diáspora Judaica - dispersão geográfica dos judeus - desde os primórdios do Estado, ou antes até da sua declaração de Independência, começou a atividade de Hasbará - (הַסְבָּרָה, hasbará em hebraico) que significa literalmente “explicação”, “esclarecimento” ou “informação”. É o que fazemos nós hoje aqui nesse espaço.
E essa informação é muito importante porque esta palavra, apesar de ser neutra, mesmo para muitos que dominam o hebraico, adquiriu uma conotação “qualitativa”… opositores de Israel usam “hasbará” para se referir ao que consideram propaganda, manipulação da informação ou campanhas coordenadas de influência. NÃO É O QUE SIGNIFICA. E, embora haja muitos, demasiados, opositores, multidões desinformadas ou incautas e apressadas, não é o que quero fazer!
O foco aqui é mostrar os fatos e as fotos de cidadãos de Israel ou judeus da diáspora que sofrem atentados terroristas que não são veiculados na mídia. Mas eu não pinto tons de rosa onde há o vermelho do sangue de soldados e soldadas israelenses ou civis em Gaza ou Cisjordânia, derramado por guerra extensa demais, esticada por decisões políticas moralmente condenáveis, embora legais….
Na minha opinião, ações do atual governo, sobretudo posicionamento de ministros de extrema direita do governo atual, estão jogando no lixo décadas de Hasbará… e torna para mim mais importante e difícil explicar a diferença entre o que faço aqui como Hasbará e uma simples defesa incondicional do país…
E neste sentido, quero ainda aqui mostrar o “dois pesos, duas medidas” da mídia e veículos de informação, o viés antissionista e na minha visão, carregado de antissemitismo dessa mídia parcial, voltar ao bordão “No jews, no news”, sem judeus não há notícias… ou, “se inserir protesto contra Israel no mais estapafúrdio contexto, já aparecem muitos adeptos“. Quem fala do Paquistão original, hoje Paquistão e Bangladesh? O ChatGPT quando consultado sobre países jovens fala espontaneamente como cito a seguir:
Muitos países considerados “antigos” são, juridicamente, bem recentes. Por exemplo:
* Alemanha foi reunificada em 1990.
* Israel existe desde 1948.
* Índia tornou-se independente em 1947.
* Paquistão foi criado em 1947.
Na minha opinião, a resposta “Israel existe desde 1948”, distinta daquela sobre Índia e Paquistão é complicada, mas, sim, o Estado de Israel existe desde 1948… E você pergunta: como foi criado o Paquistão?
E ele responde detalhadamente, leia no link
mas eu destaco de maneira honesta:
“Paralelo histórico
A criação do Paquistão em 1947 e a de Israel em 1948 ocorreram em contexto semelhante de descolonização britânica e debates sobre autodeterminação nacional. Contudo, os processos, fundamentos políticos e consequências foram bastante diferentes. Ambos, porém, resultaram em grandes deslocamentos populacionais e conflitos que continuam influenciando a política internacional até hoje”
Hein? Ambos resultaram em grandes deslocamentos populacionais??
Cruzaram a fronteira entre Índia e Paquistão na época de “10 a 14 milhões de pessoas”. E “a maioria destes deslocamentos não foi voluntária”. Mas foi rápida! E violenta: “estima-se que 200 mil a 1 milhão (!) de pessoas tenham morrido no processo”.
No caso de Israel, em 1947 os árabes não aceitaram ter um Estado árabe, declararam guerra ao novo vizinho e provocaram a saída (majoritária) ou expulsão (minoritária) de 700 mil árabes para Cisjordânia (administrada pela Jordânia) , para Gaza (administrada pelo Egito) e Líbano e Síria. Não só não foram integrados como hoje se intitulam 3 gerações de “refugiados palestinos” totalizando 5,9 milhões de registrados como tal pela exclusiva agência da ONU chamada de UNRWA
E pergunto: quem fala do Paquistão?
Shabat Shalom

Nenhum comentário:
Postar um comentário