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quinta-feira, 11 de junho de 2026

ACONTECE: Uma Semana na Gangorra

 Por Regina P. Markus

11 de junho de 2026


Para resgatar as noticias da semana foi feita busca via Inteligência Artificial do Chrome e acesso a grupos que transmitem notícias de Israel @a.krok. e jornais de grande circulação.


Ao juntar as informações que parecem caóticas, fica evidente que elas devem ser analisadas no contexto do caos determinista. Eventos que apontam para muitas direções, mas que têm um objetivo que aflora e afunda. Não posso esquecer que a Copa da Mundo está começando e que o Irã está na disputa. Será que os elementos podem ser conectados?

Além de atacar Israel, no transcorrer da semana o Irã atacou bases americanas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos e atacou com um drone especial um helicóptero americano Boeing AH-64 Apache (3h30 dia 9/06/2026). Esta aeronave tem a capacidade de criar uma redoma à sua volta “cegando” aeronaves de ataque teleguiadas. Os dois tripulantes saltaram no estreito de Ormuz e foram resgatados com segurança em uma operação inédita do Comando Central America usando uma embarcação autônoma guiada por inteligência artificial. Os Estados Unidos da América (EUA) já venderam a aeronave para Israel, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita, Catar, Egito e Reino Unido.

Isaac Herzog – Wikipédia, a enciclopédia livre

No dia 10 de junho o Presidente de Israel, o Presidente Isaac Herzog visitou o norte de Israel. O porta voz da Presidência comunicou que durante sua visita, o Presidente Herzog enviou uma mensagem ao Presidente e ao povo do Líbano. Falando em árabe, o Presidente Isaac Herzog dirigiu-se ao Presidente e ao povo libanês:

“Da fronteira norte de Israel, estendo uma mão de paz ao Presidente do Líbano e ao povo libanês. Mas o Líbano deve permanecer livre da influência do Irã, do Hezbollah e das organizações terroristas, como uma nação independente e soberana.”

“Meu sonho é viajar para Beirute, e esse sonho ainda está vivo, mas somente se o futuro do Líbano for decidido em Beirute, e não em Teerã.”

Falando em inglês, o Presidente Herzog acrescentou:

“Foi o Hezbollah que violou a Resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006. Foi o Hezbollah que violou o acordo de cessar-fogo de 2024. Israel não pode aceitar nenhum ataque contra os nossos cidadãos, nenhum ataque que cruze as nossas fronteiras, nenhum ataque terrorista. Temos todo o direito de nos defender e, enquanto não houver um acordo claro que proteja a nossa nação, será impossível avançar. Portanto, está nas vossas mãos, lutem por isso.”

Em muitos jornais que deram esta notícia claramente, inclusive no O GLOBO, há sempre comentários sobre ações de Israel no sul do Líbano, em território ocupado pelo Hesbollah e por forças da ONU. E, neste caso vemos novamente a criação do caos do lado dos informantes. Importante mencionar que nesta corrente encontramos muitos jornalistas, inclusive jornalistas judeus ou filhos de judeus.

Este tema foi explorado pela jornalista Nira Broner Worcman no Estadão (6/06/2026) e no Times of Israel (10/06/2026). Sob o título “O Pulitzer consagrou uma narrativa distorcida” é mostrado como “uma premiação de grande relevância pode validar atividades jornalísticas que nem sempre resistem a uma análise rigorosa dos fatos.” Nira revela que a foto do jornalista Saher Alghorra, colaborador do The New York Times, em que um menino esquelético é carregado por sua mãe não resistiu a uma análise criteriosa da imagem. Esta imagem com mais de dois anos, que parecia caracterizar uma deficiência alimentar extrema. Uma foto do mesmo menino publicada no Times of Israel, ao lado dos irmãos, mostrava um garoto saudável com peso e estatura compatível com a idade. A reportagem continua citando e comparando outros casos. (https://blogs.timesofisrael.com/the-pulitzer-and-the-triumph-of-narrative-over-fact/). Coloco apenas o texto em inglês porque para acessar o Estadao tem que ser assinante.

E nesta volta por vários temas lembro da UNRWA, Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos. *By@Krok*

“Mais de 100 funcionários da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) foram encaminhados para suspensão ou exclusão do recebimento de recursos dos contribuintes americanos após um órgão federal de fiscalização concluir que eles ajudaram o Hamas a executar o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 contra Israel. Entre os indivíduos citados estão diretores e vice-diretores de escolas da UNRWA, professores, agentes de segurança, auxiliares, conselheiros psicossociais e profissionais da área médica.

O desfecho ainda não aconteceu... ou melhor, o desfecho que levaria em conta as revelações do relatório especial do governo americano. Até o momento continua-se tratando palestinos como refugiados, mesmo quando moram em mansões em países ocidentais.

Esta semana, ao ler a parashá Shelach Lecha (Bamidbar) 13:1 a 15:41 fiquei com a sensação de que a história se repete. Não necessariamente como uma espiral, mas também com a forma como os fatos são relatados. Havia pouco que Moisés e o Povo de Israel haviam saído do Egito e a localização geográfica permitiria que atingissem a Terra Prometida rapidamente. Moisés envia representantes das 12 tribos de Israel para detectar quais seriam os empecilhos. Dez voltam informando que esta seria uma missão impossível e dois voltam com fatos positivos. O desenrolar da longa parashá mostra a ira de HaShem e sua decisão que apenas as gerações seguintes entrariam na Terra Prometida. Há então um desdobramento sobre a organização das tribos e as responsabilidades individuais. A Parashá Shelach termina com o terceiro parágrafo da prece do Shemá, contendo a mitsvá de colocar tsitsit, que serve como um constante lembrete para nós, de HaShem e Seus mandamentos.

Encontramos neste momento o conflito interno entre os judeus israelenses chamados ortodoxos. Estes não serviam as Forças de Defesa de Israel (IDF) alegando ter que abandonar as suas práticas religiosas. A partir de 7 de outubro de 2026 este contingente importante da população judaica de Israel é necessário para a sobrevivência. É importante distinguir dois grupos de ortodoxos em Israel. Os Dati Leumi (sionistas ortodoxos) que sempre estiveram integrados nas FD e exercem cargos de elite nas Forças Aéreas de Israel (IAF). Encontramos mulheres pilotas e pesquisadoras de destaque. Os Haredim, que são conhecidos como ultraortodoxos, passaram a ser obrigados a prestar serviço militar por decisão da Suprema Corte. Este ano a IAF criou duas unidades que permitem aos haredim manterem suas práticas religiosas. São unidades técnicas que abrigam de forma separada homens e mulheres. O último versículo da parashá, mencionado acima, tem sido usado por rabinos e mestres para incentivar o alistamento.

Muito temos para contar, analisar e ESPERAR. Mas para terminar é importante lembrar que o AMOR junto com o RESPEITO forma uma união entre indivíduos. E estes são todos únicos! A evolução dos fatos mostra que sempre há esperança e uma forte vontade de encontrar caminhos que superem os impasses.

 

Regina 

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