Um convite: passeio pela história e pela memória da imigração judaica no Rio Grande do Sul
Por Itanira Heineberg
Você sabia que o Polo de Turismo Histórico Judaico de
Quatro Irmãos e Região tem como objetivo recuperar, preservar e divulgar a
memória e legados da imigração judaica no Brasil?
Já é possível conhecer a história, os locais, a cultura
da imigração e a vida da comunidade judaica no sul do país vivenciando a Rota
Judaica, um passeio original e inesquecível pelo estado do Rio Grande do Sul.
“Nesta rota vamos conhecer a história da imigração
judaica das Colônias do início do Século XX, derivadas de uma missão de vida do
casal de filantropos Barão e Baronesa Hirsch, que por iniciativa própria
retiraram da pobreza e perseguições milhares de famílias judias do leste
europeu, deslocando-as para as Américas em procura de cidadania e liberdade.”
Brasão da família Hirsch auf Gereuth |
“Foi um passado de comunidade construindo
soluções de sobrevivência, de saúde, de empreendedorismo, e especialmente, na
busca de um local – no Alto Uruguai gaúcho – que oferecesse tolerância e
preservação da identidade cultural e religiosa.”
Moritz von Hirsch, (1831-1896) banqueiro e filantropo
alemão, empenhou-se em reassentar os judeus da Rússia perseguidos pelos Czares,
doando £ 10.000 aos fundos arrecadados para a
repatriação dos refugiados em 1882.
“Insatisfeito com as
condições impostas pelo governo russo, Hirsch resolveu dedicar o dinheiro a um
esquema de emigração e colonização que deveria proporcionar aos Judeus
perseguidos oportunidades de se estabelecerem em colônias agrícolas fora da
Rússia.
Ele fundou a Associação de
Colonização Judaica como uma sociedade inglesa, com um capital de £ 2.000.000,
e em 1892 apresentou a ela uma soma adicional de £ 7.000.000. Com a morte de
sua esposa em 1899, o capital foi aumentado para £ 11.000.000, dos quais £
1.250.000 foram para o Tesouro, após alguns litígios, em impostos sucessórios.
Este enorme fundo, que na época era provavelmente o maior fundo de caridade do
mundo, era administrado por delegados de certas sociedades judaicas,
principalmente a Anglo-Jewish Association de Londres e a Aliança Israelita
Universal de Paris, entre as quais as ações da associação foram divididos.”
Mapa do estado do Rio Grande do Sul com a região do Alto
Uruguai ao norte. |
Assistamos agora a este vídeo complementar sobre a bem-sucedida
experiência em terras brasileiras:
A verdadeira esperança era encontrar, do outro lado do
Atlântico, uma terra acolhedora. Não apenas para ganharem dinheiro e voltar,
como era o desejo de tantos imigrantes que queriam simplesmente “fazer a
América”; os judeus queriam fazer de terras distantes - na América do Norte
(Canadá e Estados Unidos) ou do Sul (Argentina e Brasil) seu novo lar.
E graças ao Barão Hirsch e sua esposa, preocupados com o
sofrimento de seus irmãos do leste europeu, observantes da caridade e justiça
social (tzedacá), estes judeus e suas famílias encontraram uma terra acolhedora,
distante dos pogroms e perseguições do passado, onde se estabeleceram em paz e
criaram seu novo lar.
FONTES:
https://poloturismojudaico.com.br/
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj79kpjlp59o
https://www.morasha.com.br/biografias/maurice-de-hirsch-o-barao-da-tzedaca.html
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