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quinta-feira, 9 de abril de 2026

ACONTECE: Antissemitismo - por que ele persiste?




A guerra, afinal, acabou ou não? Ormuz abriu, fechou ou reabriu? Trump ameaçou de novo? Voltou atrás? O Paquistão intermediou, ou foi a China que empurrou o Paquistão a se meter por que faz de tudo para irritar seu real grande inimigo, a Índia? Milhões de dúvidas em meio a milhares de narrativas da mídia e das redes, dos podcasts… balbúrdia desconexa de palavras que muitas vezes nada contam…

Como engolir uma quebra de trégua iraniana que usa como motivo ataques de Israel ao Líbano quando o próprio governo libanês expulsou o embaixador iraniano e tenta extirpar o câncer Hezbollah que consome o país há mais de 40 anos? Como engolir equiparação de sul do Líbano com Gaza? E, como tolerar a exportação daquele conflito para comunidades em longínquos cantos do mundo como São Paulo ou Rio de Janeiro, onde há lugares em que se você tiver cidadania americana ou israelense é impedido de entrar porque é responsabilizado por uma guerra que muito provavelmente você nem aprova, e antes da qual não te perguntaram coisa alguma? E como não denunciar locais que quiseram imitar isso para lucrar com a publicidade e com “vaquinha”? 

Como escreveu Tony Blair, no Sunday Times, “há uma estranha aliança entre setores da esquerda e o islamismo radical”, é o que temos visto em muitos países e especialmente, porque nos afeta diretamente, aqui no Brasil. As pessoas criticam ataques ao Irã, mas não criticam o Irã pelo que vem fazendo há 50 anos com sua própria população e por financiar organizações terroristas. O dono do bar que fechou a entrada dos mencionados cidadãos é militante do PSOL, o mesmo do atual Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência, e cuja plataforma “se baseia no socialismo democrático, com foco no combate à extrema-direita, defesa de direitos humanos, justiça social e sustentabilidade ambiental”. O partido defende “o fortalecimento de serviços públicos, a reforma tributária progressiva, a valorização do trabalho e o combate às opressões (racismo, machismo, LGBTfobia)”. Mas o combatente militante carioca hostiliza quem ele acusa de representar quem ataca o Irã que, como sabemos, tem uma plataforma e uma ação diária, diametralmente oposta à do seu partido… e outros estabelecimentos seguem essa farsa porque “rende”…

Como lembra o jornalista João Pereira, a esquerda vem fazendo esta aliança da mesma forma que os direitistas nazistas da Alemanha a fizeram com o radicalismo islamico nas décadas de 1920–40, durante o Mandato Britânico na Palestina, representado pelo principal líder religioso e político árabe palestino, o Mufti Haj al Husseini que fugiu para a Alemanha e se encontrou com Hitler. Aquela colaboração política e ideológica foi uma aliança estratégica útil para ambos, que levou à produção de propaganda pró-nazista em árabe (rádio no Mandato), incentivou muçulmanos a lutar ao lado do Eixo, apoiou a formação de unidades muçulmanas nas SS (nos Bálcãs). Embora tenha sido uma aliança oportunista e limitada mostra que “ideologia muitas vezes não resiste ao ao ódio e ao preconceito”. 

E no momento, mais uma vez, atiram-se pedras no bode expiatório de plantão, nos judeus, de qualquer país, qualquer partido, qualquer torcida no futebol… isso contém antissemitismo claro. 

E o antissemitismo começou a ser discutido, ou mais corretamente, tornou-se motivo de gritaria, por causa do Projeto de Lei 1424/26 de 26/3/2026, apresentado pela deputada Tábata Amaral. A maior queixa dos críticos é que propõe que se passe a usar uma clara definição de antissemitismo e adota a da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, considerada - pela esquerda - ampla demais, ou incluindo casos relacionados à Israel. Alega-se que ele impede críticas “justas” a Israel, quando na verdade o maior problema, a meu ver,  é o oposto: hostilizam-se judeus na diáspora como críticas ao governo de Israel.

O PL ainda inclui exemplos internacionais para orientar educação, políticas públicas e combate ao preconceito. E faz algo muito importante: relembra, para fins educativos, que antissemitismo é crime de racismo, inafiançável, reforçando o entendimento de 2003 do STF. Aproveito para pedir que se informem e votem sobre ele no link: https://www.camara.leg.br/enquetes/2612333 

É importante também acompanhar e apoiar a atuação da Frente Parlamentar Brasil–Israel, grupo informal dentro do Congresso Nacional que reúne parlamentares interessados em fortalecer as relações entre o Brasil e Israel. Desta forma poderemos, de maneira mais efetiva, contribuir para a educação,  e o combate à desinformação e ao próprio antissemitismo. 


Juliana Rehfeld

2 comentários:

  1. Parabéns Juliana R, vc conseguiu encarar uma semana com tantas contravérsias e ao mesmo tempo destacar o que acontece de importante no Brasil!!!

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  2. Socorro,socorro,socorro... tenho vontade de gritar aos 4 cantos...o que estão fazendo com nosso mundo ?
    Muito bom ,Ju ,embora tão assustador...

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