Você Sabia que a série "Fauda" regressa à Netflix
após os ataques de 7 de outubro e torna-se campeã de audiência no Líbano, país
com o qual Israel não mantém relacionamento diplomático: o show mais assistido
na Netflix, noite após noite?
O mesmo sucesso está se repetindo na Jordânia, Marrocos,
na Europa - a série vindo a ser a mais visitada em 43 países em um único dia.
E a mais vista em Israel.
Lior Raz, um dos criadores da série, diz à Netflix que espera
que o público compreenda a importância da paz, a necessidade de pensar de outra
forma e como a guerra está a destruir o mundo.
Logo no início de Fauda, nas primeiras temporadas, a
série procurou retratar histórias humanas de ambos os lados do conflito
israelo-palestiniano.
Já a nova temporada, criada por Avi Issacharoff e Lior
Raz, decorre dois anos após os ataques de 7 de outubro de 2023, levados a cabo
pelo grupo islamita Hamas no sul de Israel.
Acompanhamos a história de Doron Kavillio, comandante de
uma unidade militar israelita de operações encobertas, perseguindo um operativo
do Hamas que julgava ter morto.
Doron ruma também a Marselha, França, depois de descobrir
que um velho amigo se lançou numa missão de vingança não autorizada.
Raz, que interpreta Doron, disse ao site oficial da
Netflix que a quinta temporada "não é sobre tentar mostrar o que
aconteceu".
"Trata-se de tentar contar uma história, de perceber
como conseguiríamos inserir as nossas personagens nessas situações e nessa
história que aconteceu de fato".
"Por isso, para nós, era importante ser muito
rigorosos em relação ao que aconteceu na realidade, mas também colocar as
nossas personagens nesta situação imprevisível".
Raz acrescentou que esperava que os espectadores
percebessem "como a paz é importante, como temos de pensar de forma
diferente e como a guerra está a destruir o mundo".
"Está a destruir a nossa região, está a destruir o
nosso país e, seguramente, os países deles. Sabemos que as pessoas veem esta
série em todo o mundo, no mundo árabe, em Israel, e verão que o preço da guerra
é pesado e que precisamos ter esperança para resolver esta situação".
Os ataques do Hamas a Israel, a 7 de outubro, mataram
cerca de 1.200 pessoas e outras 251 foram feitas reféns e levadas em péssimas
condições e abusos para a Faixa de Gaza.
Enquanto a dor e as lágrimas inundavam drasticamente os
israelenses e os judeus na Diáspora, o que se via nas ruas e avenidas das
grandes capitais e cidades do mundo eram comemorações de alegria, gritos de
vitória, apoio total às barbáries cometidas contra Israel e seu povo.
Algo inusitado e incompreensível para quem compreendia o
que tinha realmente acontecido.
Em resposta, Israel iniciou uma campanha aérea contra
Gaza e lançou, simultaneamente, uma invasão terrestre do território.
E para tentar esclarecer o mundo sobre o terrível e
desumano atentado, o seriado FAUDA
alcançou algo muito desejado mas também talvez quase impossível:
Fazer com que
milhares de pessoas ao redor do mundo entendessem o dia 7 de outubro
após quase 3 anos de desinformações, discussões e acusações falsas sobre o
inaceitável massacre.
Os episódios 7 e 8 da quinta temporada trouxeram à tona o
horror daquela manhã e a reação foi enorme: uma nota de 9,3 no IMDb e um dia
apenas após seu lançamento na Netflix a série já figurava entre as 10 mais
assistidas em 43 países.
Mas o fato mais impactante não está em nenhum ranking.
Está, sim, nas redes sociais, onde pessoas de diferentes
países dizem, chocadas, que só agora entendem o que o Hamas fez naquele dia.
Isto sim é surpreendente e significativo.
Porque quase 3 anos se passaram, com vídeos reais,
depoimentos, assassinatos, sequestros, famílias destruídas e atrocidades
filmadas pelos próprios terroristas, tudo lá desde o primeiro dia e mesmo assim
milhões de pessoas deram suas opiniões, marcharam com cartazes, acusaram injustamente,
condenaram Israel sem realmente entender o que havia acionado aquela guerra.
Não tentaram descobrir o que a havia desencadeado.
Aí está algo surpreendente: uma história verdadeira contada
numa série de televisão, acorda as multidões.
Valorizemos a intenção e força desta iniciativa, o poder de
relatar fatos, a vontade de sacudir as multidões e fazê-las finalmente entender
o que vivenciaram e não alcançaram perceber.
Esta notícia sobre o quase milagre de FAUDA, o realizar
que o mundo, em seus cantos diversos aos poucos entenda o que está acontecendo,
encheu-me de alegria, uma euforia inusitada, uma conquista da família, um sonho
há muito esperado.
Mas artigos sobre Greta Thunberg e sua devoção cega ao movimento
BDS, fotos da placa da Rua Estado de
Israel sendo substituída por placa Rua Palestina Livre, um ataque à mão armada a
uma sinagoga no Canadá em Yom Kipur, me devolveram ao meu estado de ansiedade anterior.
Desde o nascimento de nossa primeira filha, tinha certeza
que sua geração não passaria pelo que seus avós passaram na Alemanha de Hitler.
E eis que vejo as cenas se repetirem, e o Brasil aderindo a elas com
determinação e autoridade.
Lembrei então de um ditado ou provérbio, “count your
blessings”, expressão muitas vezes por mim repetida em situações de crise aos
meus filhos, netos e bisnetas: contar nossas bençãos.
Não procurar aquilo que nos falta, mas olhar e descobrir o que está em nosso meio copo, apreciar as
bênçãos recebidas até hoje, valorizá-las e por elas agradecer.
Assim refletindo, se FAUDA nos trouxe compreensão maior e
mais verdadeira de nossa história e o apoio dos até então mal - informados
sobre o terrível massacre de 7 de outubro, festejemos esta admirável conquista aspirando
por mais FAUDAS, que mais encantamentos surjam a este povo que resistiu por 3 Mil
anos e ainda está presente lutando com suas próprias iniciativas, fé e
resiliência para entregar PAZ a Todos.
Palavras do Diretor de Fauda:
“Quero que o público estrangeiro olhe nos
olhos do meu personagem e enxergue o que sentimos naqueles dias. Como eles se
sentiriam se isso acontecesse em seus países? Quero que as pessoas abram os
olhos... ”
Que alcancemos o reconhecimento desta luta, o
reconhecimento deste Israel que nada mais almeja do que viver em paz no
pequenino pedaço de terra que lhe foi oficialmente reconhecido pela ONU em
1948.
FONTES:
https://diariodeseries.com.br/fauda-5-temporada-guerra-israel-hamas/#google_vignette
https://www.bbc.com/portuguese/extra/IkTCzu5CAd/Israel_historico_fronteiras



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