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quarta-feira, 18 de julho de 2018

Do campo de refugiados no deserto a Harvard





Guy passou um mês no campo de refugiados lado israelense do Deserto de Negev até conseguir uma licença temporária - uma espécie de identidade usada para identificar cidadãos sudaneses em busca de asilo em Israel - que o permitiria buscar emprego. Com a licença, Guy se mudou para Tev Aviv. Foi lá que ele encontrou alguém que achava que tinha sido massacrado pelos Janjaweed (milícia que opera no Sudão): seu irmão, Adam.

“Eu fiquei em choque quando vi meu irmão pela primeira vez", disse Guy sorrindo. "Ele havia levado um tiro dos soldados egípcios quando estava cruzando a fronteira com Israel. Eu perguntei sobre a nossa família, mas ele não sabe nada sobre eles. Nós não falamos sobre o ataque dos Janjaweeds."

Depois de cinco anos em Israel estudando no Levinsky College of Education, atuando como voluntário no African Refugee Development Center (ARDC), e lavando louça e cozinhando num café em Tel Aviv, Guy colocou seus os olhos na América. Seu sonho de estudar nos Estados Unidos chegou mais perto quando ele foi aceito para estudar Ciências Políticas e Direito Internacional no College of Lake County em Illinois, onde se graduou em 2016.
Guy, agora, é o protagonista deste texto publicado por Harvard.

Para mais histórias como a de Guy, assista: https://www.youtube.com/watch?v=Tj8WmWJ0TWc&t=27s

De: IBSI - Institute for Black Solidarity with Israel

segunda-feira, 16 de julho de 2018

VOCÊ SABIA? - Varsóvia e a guerra






Você sabia que em Varsóvia, no antigo bairro judeu, vislumbramos uma série de fotos nas janelas e portas das casas hoje vazias, última tentativa de contar ao mundo a história destas pessoas que ali viveram e pereceram durante a Segunda Grande Guerra?



Fotos de judeus mortos durante a Segunda Grande Guerra, em uns dos poucos edifícios que resistiram aos ataques e bombardeios na rua Prozna, Varsóvia.


“Varsóvia, eleita capital da Polônia após o grande incêndio de Cracóvia, está situada às margens do rio Vístula. Com 1,3 milhão de habitantes, Varsóvia era a capital do estado polonês restabelecido após o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1919. Antes da Segunda Guerra Mundial, a cidade era um grande centro da vida e cultura dos judeus poloneses. Antes da Guerra, a população judaica de Varsóvia era de mais de 350.000 habitantes, o que representava cerca de 30% da população total da cidade. A comunidade judaica de Varsóvia era a maior da Polônia e de toda a Europa, a segunda maior do mundo, após apenas da cidade de Nova Iorque.”

Após a invasão da Polônia pelos alemães em 1939, as tropas entraram em Varsóvia e em uma semana criaram um Conselho Judaico nomeando um engenheiro judeu, Adam Czerniaków, para liderar o gueto que logo seria criado sob as ordens do governo alemão.
As braçadeiras brancas com a estrela de David foram impostas a todos os judeus do país.




As escolas judaicas foram fechadas, as propriedades dos judeus  confiscadas, os homens saudáveis foram obrigados a trabalhos forçados e todas as organizações judaicas existentes até então foram encerrradas.
Em outubro de 1940 o gueto de Varsóvia foi estabelecido e todos os judeus da cidade e vizinhanças foram obrigados a mudar-se para lá, ficando assim isolados dos poloneses.

Um muro de mais de 3 metros de altura, coberto no cimo por arame farpado e vigiado dia e noite por soldados, evitava o contato entre os dois grupos humanos e a entrada de armas ou alimentos no gueto.
Assim viveram mais de 400.000 judeus em uma área de apenas 2.1 km2.






A história do gueto e da sublevação de seus habitantes contra os nazistas já foi contada muitas e muitas vezes, em filmes, livros, entrevistas, documentários.
Foi um grande ato de coragem quando os judeus ali confinados decidiram não mais ficar passivos frente a tanta barbárie. Este levante serviu de inspiração para outros guetos que também se insurgiram.

Finalmente, após 6 trágicos anos, a guerra acabou!

E quando as tropas soviéticas entraram em Varsóvia em janeiro de 1945, a cidade estava devastada. Apenas 174.000 pessoas encontravam-se no local e 11.500 eram judeus.

Três milhões de judeus poloneses pereceram nesta guerra!





Hoje, ao passarmos pelo antigo bairro judeu, o que encontramos entre os tristes edifícios vazios e ruínas de um passado não muito distante, são fotos muitas vezes sorridentes de pessoas que ali viveram antes da invasão dos alemães e de suas tentativas macabras de exterminar o povo judeu.   

É a plena constatação do desperdício de vidas inocentes.    






Completando este quadro de desolação, nostalgia e esvaziamento, acrescentamos como última imagem a foto da Praça dos Heróis do Gueto de Cracóvia, palco da infâmia, da tirania e do empenho descontrolado em destruir vidas humanas.



Praça dos Heróis do Gueto - Cracóvia


Este texto é uma colaboração especial de Itanira Heineberg para os canais do EshTá na Mídia.


Fontes:



https://www.google.com.br/searchq=gueto+de+vars%C3%B3via+muro&tbm=isch&tbs=rimg:


sexta-feira, 13 de julho de 2018

EDITORIAL - Israel: entre a benção e a maldição, escolha a vida.

Israel - entre a benção e a maldição, escolha a vida

DVARIM (Deuteronômio) 30:19


 הַעִדֹתִי בָכֶם הַיּוֹם, אֶת-הַשָּׁמַיִם וְאֶת-הָאָרֶץ--הַחַיִּים וְהַמָּוֶת נָתַתִּי לְפָנֶיךָ, הַבְּרָכָה וְהַקְּלָלָה; וּבָחַרְתָּ, בַּחַיִּים--לְמַעַן תִּחְיֶה, אַתָּה וְזַרְעֶךָ.

Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.




Agradecimento da Tailândia a todos os países que contribuiram para o resgate do time de futebol júnior.
Adolescentes e um jovem técnico de 25 anos foram resgatados de uma caverna inundada.



















Esta foi uma semana em que o mundo presenciou a força da união: o resgate dos adolescentes que ficaram presos numa caverna muito estreita na Tailândia, devido às fortes chuvas e à inundação da entrada. Estavam muitos metros abaixo do nível do mar e seu salvamento foi feito com a contribuição de muitos países: Israel enviou uma equipe especializada em comunicação que desenvolveu um sistema para detectar vida e comunicar-se com pessoas localizadas em subterrâneos. Também foram enviados mergulhadores e profissionais de saúde treinados para situações de emergência. Uma vez, apenas uma vez, gostaríamos de ter visto o silêncio sobre Israel rompido na mídia internacional e na mídia brasileira. Mas nos noticiários regulares no Brasil não havia menção de Israel, e para ser justa, também muitos dos países que lá estavam ajudando com pessoal desembarcado nem foram mencionados.

Há necessidade de rompermos esta forma silenciosa de “fake news” (notícias biasadas). Em ciência usa-se o termo “dados biasados” quando um investigador deixa de testar hipóteses que poderiam comprometer a sua ideia original. Em comunicação, uma das formas mais eficientes de formar opinião é apagar qualquer fato que possa contradizer a mensagem a ser veiculada com o intuito de formar opiniões coletivas que se afastam da verdade.

Assim, enquanto o sul de Israel queima e o norte fica exposto à mudança de ventos da guerra civil na Síria, há um grande esforço de que as populações do além fronteira possam ser atendidas do ponto de vista de saúde e, onde é possível, passar alimentos. A isto o mundo fecha o olhos. Mas vamos levantar a hipótese que populações fronteiriças queiram deixar suas residência e cruzar as fronteiras – uma nova leva de refugiados. O que o mundo fará? Atuará para acabar com a dizimação de aldeias e dominação de populações nas fronteiras norte e sul de Israel? 

A vida – esta é a mensagem da semana. Entre a maldição e a benção – escolha a vida. Entre a reprovação e o aplauso – escolha a vida.

Be Shalom

Editoras da EshTÁ Na Mídia - Regina, Marcela e Juliana



terça-feira, 10 de julho de 2018

VOCÊ SABIA? - Simone Veil



Pessoas se reúnem perto do Panteão de Paris antes de homenagem à ativista e sobrevivente do Holocausto Simone Veil, na França – foto:REUTERS/Pascal Rossignol



Você sabia que a França homenageou Simone Veil, sobrevivente do Holocausto conhecida por garantir a legalização do aborto no país nos anos 1970, enterrando-a ao lado de grandes cidadãos franceses no Panteão de Paris?

Simone Veil, política e advogada francesa, nascida em Nice em 1927 vindo a falecer aos 89 anos no dia 30 de junho de 2017 em Paris, repousará com o marido Antoine Veil, falecido em 2013, na cripta do mausoléu do Panteão ao lado de outros símbolos nacionais, como os escritores Émile Zola e Victor Hugo.

"A França ama Simone Veil e a ama por suas lutas", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, em discurso no Panteão. "Queríamos que Simone Veil entrasse no Panteão sem esperar que gerações passassem para que suas batalhas, sua dignidade e sua esperança continuem sendo uma bússola nestes tempos turbulentos".

Sobrevivente judia dos campos de extermínio nazistas de Auschwitz-Birkenau e Bergen-Belsen, Simone tinha o número de prisioneira 78651 tatuado no braço, e era uma europeia fervorosa e defensora das liberdades civis. Tornou-se a primeira presidente eleita do Parlamento Europeu em 1979.

Após sua morte, seu corpo foi enterrado no cemitério de Montparnasse e depois exumado para ser sepultado novamente no Panteão.



Foto: DW / Deutsche Welle

O presidente Emmanuel Macron cumpriu sua promessa de oferecer à feminista Simone Veil uma homenagem à altura de sua vida e carreira através de uma cerimônia que emocionou os milhares de participantes. A cantora lírica Bárbara Hendricks entoou o hino nacional da França, A Marselhesa.

“’Veil foi uma mulher que fez a França maior e mais forte, que lutou contra a barbárie e é hoje um modelo para os franceses’, disse Macron, acrescentando que seu ingresso no Panteão, apenas um ano depois de morta, é um desejo de todos os franceses.”

“Veil é apenas a quinta mulher no Panteão, que fica no Quartier Latin da capital francesa e abriga os restos mortais de 75 homens, entre os quais Voltaire, Victor Hugo, e Jean Moulin.

Nos anos 70, como ministra da Saúde, ela lutou pela legalização do aborto, e em 1979 converteu-se na primeira mulher a presidir o Parlamento Europeu. Veil também foi uma defensora incansável da reconciliação europeia após a Segunda Guerra Mundial.”






Retornando um pouco ao passado, a partir de 1940 a França foi invadida pela Alemanha nazista e a família de Simone, bem como as de todos os judeus franceses, começou a sofrer perseguições.

Com muitas dificuldades, Simone conseguiu concluir o ensino liceal  em 1943 e no ano seguinte  sua família foi enviada ao campo de concentração em Auschwitz-Birkenau onde todos pereceram com exceção de Simone e de sua irmã Madeleine graças aos exaustivos e infindáveis trabalhos por elas realizados .
Em 1945 iniciou o curso de Direito em Paris e lá conheceu Antoine Veil, com quem se casou  em  1946. Juntos construíram uma linda história de vida com três filhos, muita justiça, dignidade e amor aos semelhantes.

A mãe de Simone morreu aos 44 anos de febre tifoide e suas últimas palavras foram “Nunca deseje o mal aos outros; nós sabemos bem demais o que é isto.”
Simone soube honrar as palavras da mãe. Foi uma sobrevivente do ódio que destruiu sua própria juventude, mas nunca se entregou ao desespero. Conforme Macron ressaltou, ela enfrentou suas batalhas com dignidade e esperança; um exemplo para todos nós.

Simone marcou a história da Europa, defendendo os direitos das mulheres, sem apelar para a vitimização.

Em 1979 sua lei foi aprovada: a “Lei de Veil” garantia às mulheres o direito do aborto até a décima semana de gestação.


Bernard Greensfeld, um dos participantes da homenagem, explicou: “Simone Veil destruiu vários tabus, como o das mulheres na sociedade, mas também o da exterminação dos judeus. Ela não ingressa no Panteão como vítima do Holocausto, mas como alguém que derrotou o horror e por isso está no coração das pessoas.”

Em 2005, Simone escreveu sua biografia “Une Vie” (“Uma Vida”), contando em detalhes suas experiências nos campos de concentração e reforçando sua dificuldade em esquecer os sofrimentos e humilhações passados. “Não há dia em que não recorde a Shoah. Estou sempre atormentada, perseguida pelas imagens, odores, gritos!.”

Como muitos outros sobreviventes, Simone decidiu testemunhar o passado às novas gerações.

Em uma de suas últimas entrevistas ao Libération, afirmou:
“Continuo a acreditar que vale sempre a pena batermo-nos por qualquer coisa. Digam o que disserem, a humanidade está hoje mais suportável do que no passado.”

Conhecer a trajetória de Simone Veil, uma trajetória nem um pouco fácil, é um alento para todos os seres de bem, que como ela aspiram por um mundo melhor, mais justo e mais tolerante.




Este texto é uma colaboração de Itanira Heineberg especialmente para os canais do EshTá na Mídia. 


FONTES:

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Um Hackaton pela segurança e preservação da vida


Israel tem sido atacado por pipas e balões que ateiam fogo em plantações e podem ferir civis. Um "Hackaton" - uma maratona de pessoas criativas, empenhadas em encontrar uma solução - foi organizada para tentar encontrar formas de proteger as pessoas contra os incêndios. Veja as ideias que surgiram e como o encontro de estudantes e especialistas com um objetivo em comum - de ajudar pessoas e mantê-las seguras - pode ser enriquecedor para todos.




Hila Meudah, a oficial cega da IDF


Foto: JNF


Hila Meudah, de 24 anos, foi contratada como conselheira jurídica da Força Aérea de Israel. Hila é cega, e a IDF (Forças de Defesa de Israel) pagou seus estudos na universidade de direito depois de ela ter concordado em servir como oficial depois de graduada. A oficial, que nasceu prematura com baixa visão e a perdeu completamente quando criança, havia sido dispensada do exército mas insistiu em servir.

Confira esta história na matéria completa, em inglês, do Jewish News.


EDITORIAL - Um momento de reflexão para além das notícias do dia a dia




Caros,

Toda a imprensa mundial e, em especial a brasileira, está muito preocupada com as chamadas “fake news”. Notícias Falsas – um termo que cobre atividades da imprensa que visam apenas a formação de opinião. Formar opinião significa fazer com que muitos pensem igual a um grupo seleto que obtém a informação de forma privilegiada.

Combater notícias tendenciosas é a razão de ser do EshTáNaMídia. A guerra civil na Síria tem criado levas e levas de refugiados que preferem procurar nações ocidentais, com cultura muito diferente, do que nações islâmicas de cultura semelhante. Mas também tem criado uma grande oportunidade de encontro de populações que moram dos dois lados da fronteira entre a Síria e Israel. Este processo começou quando um médico israelense levou uma criança síria para um hospital no norte de Israel. Isto aconteceu há alguns anos, e de lá para cá há um fluxo contínuo de pacientes. Alguns chegam na fronteira trazidos por familiares e são recebidos pelos soldados. Avaliada a condição de saúde, muitos são encaminhados direto para os hospitais e se são crianças, as mães ou responsáveis acompanham. Mas esta semana algo diferente aconteceu. Houve um bombardeio sobre uma vila que ficava perto da fronteira, e o Exército de Defesa deIsrael cruzou a fronteira levando um comboio cheio de alimentos, roupas e medicamentos doados pela população israelense para os que habitam nas zonas bombardeadas. Esta é a melhor forma de acabar com a necessidade de emigrar. Esta é a melhor forma de unir pessoas, e fazer um preparo para os tempos de paz. Isto foi noticiado? No Brasil? NÃO. E não é por falta de correspondentes locais. Todos os grandes órgãos de jornalismo brasileiro contam com correspondentes em Israel. Mas isto não é notícia – isto vai contra a formação de opinião de que existe um povo que habitou as terras da Samária e da Judeia por mais tempo que os Judeus.

Mas, não é só no intramuros que fica a falta de veicular “GOOD NEWS”. Nesta mesma semana na Tailândia, um time de jovens atletas ficou preso dentro de uma caverna. Chegar ali e manter o espirito elevado para permitir um resgate que será demorado dependeu de ajuda internacional. A imprensa brasileira destacou a contribuição de um mergulhador inglês, mas não houve menção da equipe israelense. Israel transferiu para a Tailândia não sómergulhadores, mas também uma equipe de alta tecnologia em comunicação quepermitiu que os garotos ficassem conectados com o mundo.

Falando em tecnologia, estes nossos dias são fantásticos porque podemos veicular informação por várias mídias, e porque ESTAR PRESENTE é uma forma muito especial de tornar este mundo melhor.

Saudações a Todos,


Regina, Juliana e Marcela