Marcadores

terça-feira, 7 de novembro de 2017

VOCÊ SABIA? - José de Anchieta

Caminhada do Sol

Você sabia que o primeiro caminho de fé das Américas, “ Passos de Anchieta – Caminho do Sol “, foi inspirado na vida e obra de um jesuíta, José de Anchieta, um cristão-novo, um judeu converso para fugir das garras da Inquisição espanhola?

Santuário Nacional de São José de Anchieta - ES
O trajeto de 100 km, de 4 dias, entre Vitória e Anchieta, era percorrido quinzenalmente por Anchieta. Esta é a rota hoje percorrida pelos peregrinos do Caminho do Sol, Passos de Anchieta.

José de Anchieta nasceu nas Canárias em 1534, onde sua família sofreu perseguições religiosas, julgamentos e punições, seu bisavô sendo queimado na fogueira pelo crime de judaísmo e seu avô perseguido pelo mesmo crime.
Em sua adolescência ele foi enviado para Coimbra onde a Inquisição era bem mais branda do que na Espanha, e com a ajuda de altas somas pagas a agentes inquisitoriais, ele foi aceito na Companhia de Jesus, comprando assim um certificado de limpeza de sangue para toda a família.
Aos 17 anos passou a sofrer de tuberculose óssea: muita dor nas costas e nas articulações e sua coluna vertebral era torcida no formato da letra esse. Os médicos recomendaram um clima ameno para uma melhora ainda que parcial, e foi assim ele foi enviado ao Brasil em 1553 com a expedição do Governador Geral Duarte da Costa.



Anchieta sempre foi uma aluno aplicado, com grande interesse por línguas, especialmente o latim. 
Após pouco tempo em Coimbra ele já falava português sem sotaque algum. Devido aos versos em latim que ele construía com grande facilidade, foi apelidado de “o Canário de Coimbra”.
"Anchieta não só trabalhou como catequista, mas também tornou-se dramaturgo, poeta, gramático, linguista e historiador. Vale ressaltar que foi o autor da primeira gramática brasileira.
Em janeiro de 1554, participou da missa de inauguração do Colégio de São Paulo de Piratininga, hoje Pateo do Collegio, local que deu origem à cidade de São Paulo.
Entre as características marcantes da atuação de Anchieta estão a disseminação dos preceitos cristãos utilizando particularidades locais e, assim como os demais jesuítas, a oposição ferrenha aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os indígenas.

Em 1563, com o apoio dos franceses, a tribo dos Tamoios rebelou-se contra a colonização portuguesa. Anchieta e Pe. Manuel da Nóbrega, chefe da primeira missão jesuíta no Brasil, viajaram à aldeia de Iperoig (atual cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo) visando conter a revolta. Anchieta ofereceu-se como refém, enquanto Manuel da Nóbrega partiu para negociar a paz.

Durante o cativeiro, o jesuíta sofreu a tentação da quebra da castidade, uma vez que era costume entre os índios oferecer mulheres aos prisioneiros antes de sua morte. Anchieta fez, então, uma promessa a Nossa Senhora: dedicaria o mais belo poema em sua homenagem se conseguisse sair casto do cativeiro, que durou cinco meses. Com versos escritos na areia, ele deu vida ao Poema à Virgem."

Após 43 anos no Brasil, Anchieta faleceu em Iriritiba ou Reriritiba (em tupi significa conjunto de ostras, sambaqui), povoação por ele fundada em 1561.
Anchieta é o terceiro santo brasileiro, canonizado em 3 de abril de 2014 pelo Papa Francisco.  O processo foi iniciado logo após sua morte, mas só foi beatificado em 1980 pelo Papa João Paulo II. A razão desta longa espera de mais de 4 séculos era a falta de milagres. Como seria a história de um santo católico sem milagres?
Mas para mim, ainda nos bancos do grupo escolar onde estudava, o maior milagre de Anchieta foi relatado por minha professora D. Irene: Enquanto Anchieta servia de refém em Iperoig, ao final da tarde ele encaminhava-se para a beira do mar, e com um longo cajado escrevia poemas nas areias da praia. Aquele dia os índios o seguiram em respeito, como sempre, e ficaram imóveis, em suspense, ao observarem que a primeira onda aproximou-se do primeiro verso do jesuíta mas parou de rolar. Veio então a segunda onda, e para não apagar as palavras, pousou sobre a primeira. E veio a terceira onda e parou sobre a anterior.
E assim sucessivamente, até que Anchieta, satisfeito com sua produção, virou-se e retornou à aldeia. Só então as ondas rolaram e apagaram aqueles versos, instantes antes redigidos e memorizados pelo santo homem.

Escrevendo o poema

FONTES :
brasil/escola.uol.com.br/biografia/padre-anchieta.htm
operamundi.uol.com.br

Este texto é uma colaboração especial de Itanira Heinebeg para o EshTá na Mídia.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O que uma estudante árabe tem a dizer sobre Israel


O depoimento de uma árabe-israelense que decidiu se unir ao StandWIthUs, traduzido e legendado pelos nossos colaboradores, ajuda a esclarecer ainda mais sobre a realidade da liberdade em Israel. 

Confira:


A ONU está sendo justa com Israel?

Existem 193 países na Organização das Nações Unidas hoje. Deles, um tem sido apontado como ofensor da liberdade humana e da tolerância. 

Você consegue adivinhar qual é?

Algumas dicas: ele tem 7 milhões de habitantes, dos quais 20% são árabes. O governo é democrático - por sinal, a única democracia da região - e a imprensa é aberta. A liberdade religiosa é respeitada. As mulheres têm direitos iguais, e os gays vivem abertamente.


A resposta é: Israel. 


Será que a ONU tem sido justa? Assista ao vídeo abaixo e compartilhe conosco a sua opinião.




quarta-feira, 1 de novembro de 2017

EDITORIAL - 100 anos da Declaração Balfour




02 de novembro de 1917



Prezado Lord Rothschild,
        É com grande prazer que envio a Vossa Senhoria, em nome do Governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações judaico-sionistas, que foi submetida e aprovada pelo ministério.
        "O Governo de Sua Majestade vê com bons olhos o estabelecimento na Palestina de um Lar Nacional para o Povo Judeu e fará seus melhores esforços para facilitar a realização deste objetivo, ficando claramente entendido que nada deve ser feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas existentes na Palestina, ou os direitos e status político disfrutado pelos judeus em qualquer outro país." 
        Ficaria agradecido se Vossa Senhoria levasse esta Declaração ao conhecimento da Federação Sionista.


Sinceramente,
Arthur James Balfour



A Declaração Balfour, de algumas poucas linhas, que ao final da Ia Guerra Mundial dava esperança a um povo que quase dois mil anos antes havia sido levado ao exílio pelos romanos, e ao contrário do todas as probabilidades, sobrevivera disperso no seio de muitas nações.
Perseguições e discriminações serviram de energia para um empoderamento baseado na transmissão de conhecimento de geração em geração e, principalmente, na capacidade de se adaptar.


Por todos estes milênios, uma frase era repetida ao longo dos anos, e a cada ano ao redor da mesa em cada casa judia: "O Ano que vem em Jerusalém". Um olhar para Sion, um olhar para a Terra de Israel. No final do século XIX, com o recrudescimento das perseguições, surge com Theodor Herzl o sionismo político que visa o restabelecimento de um Lar Judaico. Um local onde os judeus pudessem definir o seu destino, um lugar que lhes permitisse pudesse ser chamado de uma nação com território chamada de estado e assim, compor com os demais estados do mundo.


Entre as lideranças que iniciaram ou se juntaram a este movimento muito no início do século estavam o banqueiro e zoólogo Barão Lionel Walter Rothschild de Londres e o cientista e sionista Chaim Weizmann, que como químico desenvolveu o processo de obtenção de acetona através da fermentação bacteriana, e que mais tarde no futuro foi um dos criadores do Instituto de Pesquisa Weizmann de Israel e seu primeiro Presidente. Weizmann também foi um personagem muito importante para conseguir que o Ministério do Exterior Britânico emitisse esta declaração pelo jornalista Nahum Sokolov. Como Weizmann, vindo do leste europeu, Sokolov foi uma dos primeiros jornalistas a escrever em hebraico; Ha-Zefirah fez parte do renascimento do hebraico como idioma vivo. Avenida Sokolov: israelenses de várias cidades conhecem uma avenida com este nome, mas a maioria não sabe que este poliglota conversou com diplomatas franceses, italianos e americanos, com o Papa Bento XV e com várias lideranças para permitir que fosse redigida de forma sucinta e direta a carta que Balfour encaminhou para Lord Rothschild contendo o compromisso britânico com o futuro Lar Judaico.


Nestes anos já se discutia os tratados do final da 1ª guerra mundial e a divisão das terras do Império Otomano. Terras que iam da Turquia ao Iraque, incluindo o que hoje conhecemos como Síria, Líbano, Jordânia, Iraque, Iêmen, Arábia Saudita, Emirados Árabes e o Estado de Israel. Todas estas terras foram divididas entre a França e a Inglaterra, e foi um pouco mais tarde criado o Mandato da Palestina, sob domínio inglês e os auspícios da Liga das Nações. Sem a pretensão de refazer uma história que tem sido objeto de muitos estudos, esta semana quando se comemora 100 anos da Declaração Balfour queremos lembrar de dois pontos: o primeiro é que foi a primeira declaração oficial que reconhecia a importância de um Lar Nacional Judaico, e o segundo é que esta declaração feita em 1917 mostra que o mundo espreitava que a situação política judaica deveria ser modificada.
Apesar de não ter sido suficiente para evitar a tragédia do Holocausto, foi um passo relevante para a criação do moderno Estado de Israel. Revisitando e reverenciando atos passados, e avaliando suas consequências, podemos desenhar perspectivas futuras.








terça-feira, 31 de outubro de 2017

VOCÊ SABIA? - Os líderes israelenses e palestinos e suas origens




Você sabia que, contrariando a lógica da História e de fatos conhecidos - vide Rômulo e Remo na antiga Roma e os Founding Fathers George Washington, Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin, Fundadores dos Estados Unidos - nenhum dos líderes palestinos teve a Palestina como sua terra natal?



Todos eles nasceram nos países vizinhos Egito, Iraque, Síria e portanto nenhum pode ser considerado um palestino nato.
Vejamos agora quais líderes israelenses e palestinos nasceram na Palestina:

Líderes israelenses:

Benjamin Netanyahu, nasceu em 21 de outubro de 1949 em Tel Aviv.

Ehud Barak nasceu em 12 de fevereiro de 1942 em Mishmar Hasharon, no mandato britânico na Palestina.

Ariel Sharon nasceu em 26 de fevereiro de 1928 em Kfar Malal, no mandato britânico na Palestina.

Ehud Olmert, nasceu em 30 de setembro de 1945 em Binyamina, Givat Ada, no mandato britânico na Palestina.

Yitzhak Rabin, nascido em 1º de março de 1922 em Jerusalém, mandato britânico na Palestina.

Yitzhak Navon, presidente de Israel em 1977-1982. Ele nasceu em 9 de abril de 1921, em Jerusalém, no mandato britânico na Palestina.

Ezer Weizman, presidente do Estado de Israel, em 1993-2000. Nascido em 15 de junho de 1924 em Tel Aviv, no mandato britânico na Palestina.

Líderes árabes palestinos:

Yasser Arafat, nasceu em 24 de agosto de 1929 no Cairo, no Egito
Saeb ERAKAT, nascido em 28 de abril de 1955, na Jordânia. Ele tem cidadania jordaniana.

Faisal Abd al-Qader al-Husseini, nasceu em Bagdá em 1948, no Iraque.

Sari Nusseibeh nasceu em 1949 em Damasco, na Síria.

Mahmoud al-Zahar nasceu em 1945 no Cairo, no Egito.

Agora veja se faz sentido: líderes israelenses na Palestina são chamados por muitos de "colonos ou invasores";
Líderes árabes palestinos nascidos no Egito, Síria, Iraque e Tunísia são "Palestinos Natos"?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

EDITORIAL - Educação X Doutrinamento

Educação x Doutrinamento
Formar x Informar

Ciência x Opinião



Em tempos modernos, quando a informação pode ser obtida rapidamente temos que saber selecionar, filtrar e classificar. Entender a relevância dos temas e ao mesmo tempo avaliar a validade dos mesmos. Nestes tempos formar é mais do que apenas informar e educar é mais do que indicar o certo e o errado. Há necessidade de empoderar as pessoas, jovens e não tão jovens com habilidades que permitam filtrar e classificar as informações.

A longa trajetória do Povo Judeu, os milênios de existência da Terra de Israel desde os tempos da Terra Prometida até o moderno Estado de Israel foram sempre pautados por educação. Nos momentos mais difíceis da história judaica, incluindo o holocausto, há sempre relatos importantes sobre a educação dos filhos. Ouvir histórias pessoais da geração de nossos pais e avós que aprenderam matemática em condições muito adversas dão a dimensão da importância do ensino e do conhecimento para que tempos difíceis possam ser superados.

O cientista Aaron Ciechanoven, nascido em Haifa, Israel, e prêmio Nobel de Química em 2004 por detectar um sistema responsável por eliminar moléculas proteicas danificadas ou desnecessárias para o organismo (ubiquitina), durantesuas palestras em Brasília em agosto deste ano, invocou aos jovens a questionar as regras estabelecidas, seguir seus sonhos e trabalhar em algo em que realmente acreditem. Para manter a motivação por 40 anos pesquisando o mesmo assunto, disse ele, é preciso foco, resiliência e coragem para se adaptar às circunstâncias - uma das características fundamentais do povo judeu.

Dan Schectman, prêmio Nobel de Química em 2011, foi o convidado de honra da 64ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC, São Luiz do Maranhão, 2012). Acostumado a fazer palestras motivacionais, fez questão de conversar com alunos em uma escola de ensino médio da periferia de São Luiz. A conversa sobre o tema dos "quase metais" que foi objeto do Prêmio Nobel fluiu fácil e todos perguntavam. Alguns através dos muitos professores intérpretes que estavam entre os jovens, e outros aventurando-se no inglês. A vida destes jovens foi marcada positivamente, e alguns decidiram que valia a pena entrar na Universidade Federal do Maranhão para seguir seus estudos.



Esta é uma semana muito importante para o Brasil. Está sendo realizada a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, e o tema central é a MATEMÁTICA. Sim, a matemática está em tudo, como uma forma de codificação e uma forma que permite com que contemos a passagem do tempo e as transformações e processos sequenciais.

Os leigos costumam dizer que a matemática não mente - ela tem a precisão dos fatos e é isenta. Será? Lembrando de mestres do século passado, que eram exímios matemáticos e estatísticos, fica sempre a dúvida dos números.

Dois amigos entraram em um restaurante e um comeu um frango inteiro e o outro nada. Em média os dois estão alimentados. Os números falam sobre uma verdade, a que pode ser observada por quem serviu o frango e viu os amigos, mas não refletem os fatos, porque ninguém observou quem comia.

A História de Israel é contada de diversas formas, e é importante avaliar as diferentes versões, analisar criticamente para além da matemática. Os fatos apresentados, muitas vezes mesmo não distorcidos intencionalmente, levam a falsas narrativas. E é esta a diferença entre doutrinar e educar. A educação judaica, baseada em contínuos questionamentos com muitas respostas para uma mesma pergunta, tem ao longo dos anos permitido a adaptação mesmo em tempos difíceis e uma consistente ressignificação de raízes.

Educar e não doutrinar, saber que formar é mais do que informar, e que o avanço do conhecimento é feito através de conquistas científicas independentes de opiniões locais, têm sido uma forma importante de sobrevida. A cada girada da história é possível ver que este método de priorizar a educação investigativa, baseada na curiosidade e no questionamento é uma forma de preparar a futuras gerações para o que vier, e não para supostos modelos.



Machado de Assis, personagem do nosso “Você Sabia” desta semana e grande escritor brasileiro, soube viver além de seu tempo, superando o presente para que pudesse ser um dos grandes destaques do amanhã. Conseguiu integrar essa visão de interculturalidade e pluralidade ideológica através de seu respeito e apoio aos judeus na sua poesia. Educar sempre e nas mais adversas situações é a forma de construir o amanhã.

Vamos surfar esta onda.

Editoras da EshTÁ Na Mídia

Mulheres pela paz em Curitiba

"Quando um grupo de mulheres israelenses e palestinas se juntaram na caminhada pela esperança, a palavra "paz" assumiu a definição encontrada no dicionário bíblico: totalidade, perfeição e harmonia. 
Os homens nos fizeram acreditar que a violência é inevitável; cabe a nós, mulheres - a outra metade da humanidade - mostrar que não é bem assim. Que não pode ser assim."

No dia 29 de outubro de 2017, Curitiba vai sediar a caminhada das MULHERES PELA PAZ. O movimento WOMEN WAGE PEACE teve início em Israel, onde palestinas, muçulmanas e israelitas se uniram e através da música PRAYER OF THE MOTHER, escrita por YAEL DECKELBAUM, propondo uma mudança através da união entre todas as pessoas, independente de raça ou credo, que através da música e do amor levarão o mundo à Paz!

Saiba mais assistindo ao vídeo abaixo e clique AQUI para informações sobre evento.