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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

EDITORIAL - A Tecnologia: Israel e o Mundo

Watergen, a tecnolologia israelense chegando nos EUA: "Máquina milagrosa de água"


A cada século e a cada década, encontramos novos desafios - e muitos deles são gerados pelas próprias soluções encontradas no passado. Muito escutamos a respeito das vantagens da vida “como ela era” e das desvantagens trazidas pelas novas tecnologias; atualmente os celulares são os grandes vilões da vez junto com os carros, alimentos industrializados, vida urbana, etc. Por outro lado, poucos são os que se disponibilizam a abdicar de tudo o que o presente oferece e continuamos “poluindo” o ar, a terra, o convívio entre as pessoas. Neste jogo que parece sempre perdido, não deixamos de achar que é justo que todos tenham as benesses dos avanços tecnológicos.

Possuir rede de água e esgoto é considerado uma necessidade em todos os aglomerados humanos, quer na periferia das grandes cidades, quer em pequenas vilas. Mas estas instalações, que fizeram parte de avanços tecnológicos da humanidade, hoje apesar de tão necessárias custam muito caro para instalar e manter - e também geram grandes desvios de água e acúmulo de detritos. Fazem parte do mal necessário.

Neste ponto surge a oportunidade para mudanças – a oportunidade de se introduzir o NOVO. Em diferentes oportunidades já comentamos sobre o trabalho dos cientistas e técnicos de Israel em relação à obtenção e uso da água. Sempre focando na necessidade, visto que Israel é um pequeno país em uma região desértica onde a água é muito escassa. Lá foram-se os tempos em que os carros nunca eram lavados, ou que a louça era acumulada de forma a poupar a água da torneira. Tecnologia nova – e hoje Israel e Jordânia são países que não sofrem de variações sazonais na disponibilidade de água. NOVAS TECNOLOGIAS DE OBTENÇÃO de ÁGUA, baseadas em ciência básica israelense, que permitem a retirada da água do ar, passam agora a ser usadas em regiões e cidades americanas que dispõem de água, mas querem evitar aumentar a rede de distribuição. Esta semana a FoxBusiness apresentou a WaterGen USA, uma companhia israelense que abre uma filial americana para produzir aparelhos que retiram a água do ar e alimentam residências, comércios e pequenas indústrias. A ideia é que a produção local aumente o uso da mão de obra, e o produto acabe, a médio prazo, com a necessidade de ampliar rede de água!

Este novo equipamento é baseado em conhecimento novo, em ciência básica (química de polímeros) e em engenharia. Exportar conhecimento foi a opção de um país que está localizado em uma região com poucos recursos naturais, mas que tem como principal fonte de recurso a diversidade de seu povo e um importante investimento em estudo, pesquisa e inovação. Talvez seja por motivos como este que 137 países da ONU votaram, nesta semana, uma resolução a favor de Israel que promove, finalmente, o desenvolvimento de negócios com o país.

Estaremos diante de uma nova era?
 

Boa semana!

Regina P. Markus

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

VOCÊ SABIA? - NOVAS VOZES DO HOLOCAUSTO



DE REPENTE, APÓS 7 DÉCADAS, UM SURPREENDENTE HOLOCAUSTO RESSURGIU NA AMÉRICA.

“Tememos um pogrom, tememos deportações”, escreveu Renia Spiegel na primavera de 1942. “Ó Deus Todo-Poderoso! Ajude-nos! Cuide de nós, dê-nos sua bênção” - assim Renia suplicou ao Criador em seu diário.






Você sabia que depois de várias décadas adormecido, abandonado e sem ser reconhecido, o diário de uma jovem judia polonesa assassinada pelos nazistas em 1942 finalmente chegou às mãos de sua irmã em Nova York, em 1969? 

Renia Spiegel nasceu em 1924 e cresceu na casa de seu pai perto da fronteira da Polônia com a Romênia. Sua mãe morava em Varsóvia para desenvolver a carreira musical da irmã mais jovem, Ariana, a “Shirley Temple” polonesa.


Renia com a mãe Róza e a irmã caçula Ariana.

Durante este tempo as meninas moravam com os avós na calma cidadezinha de Przemysl, na fronteira ao longo do rio San.

Aos 15 anos de idade, Renia iniciou seu diário num ímpeto de desabafo:
“Why did I decide to start a diary today? Has something important happened? Have I discovered that my friends are keeping diaries of their own?”
 “Por que decidi iniciar um diário hoje? Aconteceu alguma coisa importante? Descobri que meus amigos estão escrevendo seus próprios diários?”

Assim Spiegel inicia seu texto (em tradução para Smithsonian por Anna Blasiak e Marta Dziurosz).

 “No! I just want a friend. Somebody I can talk to about my everyday worries and joys. Somebody who will feel what I feel, believe what I say and never reveal my secrets.”

“Não! Eu só preciso de um amigo. Alguém com quem possa falar sobre minhas preocupações e alegrias diárias. Alguém que sentirá o que eu sinto, acreditará em mim e nunca revelará meus segredos.”

Como toda adolescente preocupada com as mudanças em seu corpo e em seus pensamentos infantis, Renia dedica-se com afinco às suas narrativas plenas de introspecção e análise do novo mundo que a envolve.
Sua melhor amiga, Nora, também é receptáculo de suas ideias, críticas e decisões.
Assim surgem suas descrições pessoais sobre colegas, professores, férias visitando a mãe em Varsóvia e muitas, muitas saudades da mãe adorada.
Sua obsessão pela mãe é algo incontestável.
Seu texto é intercalado com ilustrações e poesias próprias:


Aos poucos a violência se aproxima, o medo surge, a instabilidade a aflige, o tratado da Rússia com a Alemanha deixa toda a população local em alerta e todos começam a estocar alimentos.
Vem a tristeza e a humilhação da estrela de David obrigatória, a mudança e reclusão no gueto, o medo constante por tudo e por todos, a separação dos membros da família, a ausência de paz.
Relata com orgulho seu trabalho de servir chá aos soldados poloneses e de lutar com o resto da Polônia pela vitória de seu país.
Em 1º. de setembro de 1940, Renia conheceu Zygmunt Schwarzer e aos poucos o romance começou. Viveu então momentos de grande alegria, paixão e muito amor. Muita poesia também. E êxtase!



“Esta é a melhor história nunca contada", disse o cineasta Tomasz Magierski após a descoberta e leitura do diário em apenas três dias (700 páginas em 6 cadernos costurados).
O diário já foi publicado na Polônia e brevemente será publicado em inglês, porém o mistério persiste: o nome de Renia ainda não foi encontrado em qualquer das listas de vítimas do Holocausto, tanto na Polônia como em Israel.
Magierski já voltou várias vezes a Przemsyl a fim de pesquisar sobre os últimos dias da jovem tentando encontrar mais detalhes relevantes sobre o seu fim.
“Durante a segunda quinzena de julho, Renia testemunhou o início das deportações em massa para o campo de extermínio nazista Belzec, onde até 600.000 judeus foram assassinados em câmaras de gás. Para evitar a captura, deixou o gueto para a parte ariana da cidade. Junto com os pais de Schwarzer, ela se viu escondida no sótão de um prédio ligado ao tio de Schwarzer, um membro do Conselho Judaico.
Alguns dias depois, em 30 de julho, ela foi capturada junto com os pais de Schwarzer. Eles foram mortos em frente ao prédio ou ao cemitério judeu, conforme narrativas variadas.
 “Três tiros! Três vidas perdidas! Aconteceu ontem à noite às 10:30 da noite. O destino decidiu tirar meus entes queridos de mim”, escreveu Schwarzer. Ele não escreveu essas palavras em seu próprio diário, mas no diário de páginas amarelas de Renia, que lhe havia sido confiado alguns dias antes.
“Minha vida acabou”, escreveu Schwarzer. “Tudo que eu posso ouvir são tiros, tiros. . .shots! Minha querida Renia, o último capítulo do seu diário está completo.”

Assistamos agora ao início do diário no filme de Magierski:
FILME   -  UPDATE 22 by Tomasz  Magierski
First entry in Renia's diary on Jan 1939 spoken by Ola Bernatek in my film.


Zygmunt sobreviveu a vários campos nazistas.
Róza, mãe de Renia, e sua irmã Ariana também. Ficaram escondidas em casa de uma família cristã. Após a guerra, ambas foram para a América.
Nos anos 1950, Zygmunt encontrou-as e deu-lhes o diário.
As duas mulheres, em choque, não tiveram forças para lê-lo e mais uma vez o diário foi olvidado.
Após a morte de Róza, Alexandra Bellak, filha de Ariana, decidiu então que algo devia ser feito; consultou a mãe e, com seu consentimento, encontrou um tradutor que o reescreveu em inglês.




Ariana e o diário (em polonês) de sua irmã.

Após a leitura emocionante com relatos do dia a dia dos judeus aprisionados no gueto, suas necessidades e sofrimentos, Alexandra convenceu sua mãe a procurar o cineasta já mencionado acima. E assim, este texto vibrante e pungente da adolescente Renia veio à  tona e ao conhecimento do mundo.



JUDEUS REUNIDOS PARA TRABALHOS FORÇADOS EM PRZEMYSL, POLÔNIA, OUTUBRO DE 1939 (DOMÍNIO PÚBLICO)

Em 15 de julho de 1942, Renia escreveu:

“Remember this day; remember it well,”

 “You will tell generations to come. Since 8 o’clock today we have been shut away in the ghetto. I live here now. The world is separated from me and I’m separated from the world.” Leaving the ghetto without a pass, she writes, is “punishable by death”.

“Lembrem-se deste dia; lembrem-se bem,
Vocês contarão às próximas gerações.
Desde as 8 horas da manhã estamos trancados no gueto. Agora eu vivo aqui. O mundo está separado de mim e eu estou separada do mundo. Sair do gueto sem uma permissão por escrito é sentença de morte.”


Renia Spiegel in 1939, in Skole, Ukraine (then Poland). Photograph: Bellak Family Archive

Página do diário de Renia Spiegel. Photograph: Bellak Family Archives



“Inside, there are only our people, close ones, dear ones. Outside, there are strangers. My soul is so very sad. My heart is seized with terror,”  “Israel, save us, help us. You’ve kept me safe from bullets and bombs, from grenades. Help me survive! And you, my dear mamma, pray for us today, pray hard. Think about us and may your thoughts be blessed. Mamma! My dearest, one and only, such terrible times are coming. I love you with all my heart. I love you; we will be together again.”

“Aqui dentro só tem o nosso povo,  pessoas conhecidas e queridas. Lá fora estão os estranhos, desconhecidos. Minha alma está tão triste. Meu coração está tomado de terror. Israel, salva-nos, ajuda-nos. Você tem nos mantido a salvo dos tiros e bombas, das granadas.
Ajuda-me a sobreviver! E tu, minha querida mamãe, reza hoje por nós, reza de verdade. Pensa em nós e que teus pensamentos sejam abençoados! Minha querida, uma e única mamãe, terríveis tempos estão vindo. Eu te amo com todo meu coração. Eu te amo: nós nos reuniremos outra vez .”


FONTES:







terça-feira, 13 de novembro de 2018

EDITORIAL: ISRAEL SOB ATAQUE




Apesar do cessar-fogo anunciado nas últimas horas, a crise dos últimos dias no conflito com Gaza é muito grave. Uma mediação no momento mais crucial parece ter permitido que o conflito não avançasse e ficasse mais sanguinário.

Embora normalmente não tratemos dos conflitos, entendemos ser importante fazer este editorial com o objetivo de, alinhados ao nosso objetivo de equilibrar os fatos muitas vezes enviesados da mídia, ressaltar a necessidade, mais urgente do que nunca, de se narrar os acontecimentos dentro de uma contextualização lúcida e de se reverberar estes acontecimentos, disseminando o ponto de vista de Israel.

Sabemos que há meses o Hamas, que ocupa a faixa de Gaza e mantém sua população refém, vem bombardeando Israel de diferentes maneiras. Foram pipas, balões e outros artefatos que incendiavam os campos e vez ou outra também algumas casas. Foram tentativas de sequestro relâmpago e criação de túneis construídos com alta tecnologia que terminavam dentro de cidades e kibutzim (aldeias agrícolas) israelenses. Os vizinhos de Gaza vivem há muitos anos sob o domínio do terror.


É preciso lembrar que esta faixa de terra que pertencia ao Egito e que foi conquistada por Israel em 1967 não passou de novo para o Egito, como todo o Sinai. Nos anos em que ficou sob a gestão de Israel, os israelenses mantiveram extensas plantações. Tomates de todos os tipos, inclusive os tomates cereja, desenvolvidos a poucos quilômetros de Gaza, no Instituto Agrícola da Universidade de Jerusalém, em Rehovot, eram produzidos e exportados. Tudo isto foi retirado pelo próprio Estado de Israel, que cumprindo o que foi estabelecido em um dos tratados de Paz (2005) RETIROU todos os judeus de GAZA. Nestes 13 anos, esta faixa de terra ocupada pelos Terroristas – pelo HAMAS – tem feito tudo para impedir que os habitantes da Gaza e os de além fronteira tenham uma vida normal.

Os de Gaza são instados a tornarem-se alvo, e a invadirem a pé o Estado de Israel, os de além fronteira são obrigados a esconderem-se em abrigos rapidamente, assim que as sirenes avisam que o perigo está chegando.

No último dia 12, Israel foi atacado com mísseis modernos, mais de 500 em 24 horas. Isto ocorreu em resposta à entrega de 15 bilhões de dólares vindo dos países do Golfo, na qualidade de ajuda humanitária.

Nesta semana, compartilhamos em nossa página o relato de André Lajst, diretor da StandWithUS Brasil, que transcrevemos logo abaixo. É necessário, mais do que nunca, entregar informações claras para o mundo sobre o que vem acontecendo em Israel. Deixar claro que o conflito não é contra um povo, mas contra uma organização terrorista com práticas tão cruéis e desumanas quanto o ISIS (Estado Islâmico).

Estaremos acompanhando os acontecimentos e mantendo os nossos canais atualizados, principalmente, no sentido de derrubar as falsas narrativas que circulam na internet. Contamos com o acompanhamento de todos e com o compartilhamento das informações para que o mundo possa entender, de fato, o que está acontecendo.

Regina P. Markus e Comitê Editorial

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

VOCÊ SABIA? - SABRINA PASTERSKI, o novo EINSTEIN do século XXI



Você sabia que “o Einstein da nossa geração” já nasceu, é mulher e tem hoje 25 anos?

Sabrina Gonzalez Pasterski nasceu em Chicago em 3 de junho de 1993, é cubana-americana e foi aluna da primeira geração das Escolas Públicas Cubano-Americanas de Chicago.

“Eu sou apenas uma estudante. Tenho muito a aprender. Não mereço a atenção".

É com estas palavras que a física do MIT se apresenta em seu site Physicsgirl.
Sabrina não tem smartphone, nem conta no Facebook ou no Instagram. Além de seu site, tem apenas mais uma presença digital em um canal no Youtube. Apesar de modesta, Sabrina já se destacou na comunidade acadêmica e aos 22 anos foi incluída na lista “30 under 30” (30 gênios abaixo de 30 anos) da Forbes que aponta os mais promissores jovens nas mais variadas áreas, tais como tecnologia, ciência, mídia, etc.




“Esta jovem de apenas 25 anos tem conquistado o campo científico e está sendo comparada a gênios como Stephen Hawking e Albert Einstein.
Trata-se de Sabrina Gonzalez Pasterski, nascida em uma família judaica de classe média que possui uma inteligência incomum desde muito cedo.
 As comparações feitas entre ela e grandes nomes da ciência não são em vão. Quando tinha apenas 14 anos, a garota construiu sozinha o seu próprio avião de motor único.


Como se não bastasse, ao terminar a obra, ela fez questão de o pilotar, entrando para a história como a pessoa mais jovem a conduzir uma aeronave. Sabrina levou dois anos para montar o avião, cuja construção foi documentada por ela no YouTube.


Formada na Illinois Mathematics and Science Academy desde 2010, Pasterski se inscreveu no renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

 De imediato, ela precisou esperar para ser aceita, mas, logo depois que professores da instituição viram o seu vídeo, foi aprovada. “Ficamos pasmos, de boca aberta, depois de entrevistá-la. Seu potencial está fora das paradas”, afirmou, em entrevista ao Femalista, Allen Haggerty, um dos professores. Com apenas três anos no MIT, a jovem já atingiu a mais alta média de pontos de classificação, 5.0.
Em 2017, Sabrina, aos 24 anos de idade, investia em seu doutorado na Universidade de Harvard com total liberdade acadêmica. Para a surpresa de muitos, ela não estava mais interessada em construir aviões; agora o seu maior interesse era pelos estudos da Física na análise de buracos negros e questionamentos sobre a gravidade.”


“É a partir daí que surgem as comparações do corpo docente com Einstein e Hawking, segundo reporta o jornal britânico Independent. A garota não nega o desejo de estudar a “gravidade quântica” e, caso suas pesquisas alcancem êxito, algumas descobertas poderão mudar a maneira como se entende o universo.

Paterski costuma registrar os seus estudos e pesquisas em seu site Physics Girl, e, em depoimento à revista Marie Claire, a jovem cientista incentivou o otimismo na busca dos sonhos. “Seja otimista sobre o que você acredita que pode fazer. Quando você é pequeno, diz muitas coisas sobre o que você fará ou será quando for mais velho. Eu acho que é importante não perder de vista esses sonhos”, disse.

No ano passado, Sabrina foi homenageada na premiação Young Women's Honors como destaque jovem na ciência e, na ocasião, as atrizes Mayim Bialik, de The Big Bang Theory, e Melissa Benoist, que interpreta a Supergirl, fizeram referência ao fato. Benoist introduziu a física com entusiasmo: "Ela é formada no MIT, e foi a primeira mulher em 20 anos a se formar como a melhor da turma. Ela está atualmente estudando para obter um PhD em Harvard e Stephen Hawking - sim, aquele Stephen Hawking - cita os artigos dela".
Enquanto segue no meio acadêmico, Sabrina já sabe que o mercado de trabalho está de portas abertas para ela. Jeff Bezos, fundador da Amazon e da empresa de astronáutica Blue Origin, afirmou que há uma disponível para a física quando ela quiser. Na universidade de Harvard, a "nova Einstein" tem uma bolsa para desenvolver suas pesquisas e liberdade do seu orientador para estudar o que quiser, como quiser. A independência e autonomia agradam a cientista. "É ótimo ter uma bolsa apenas para pensar. Eu tenho muito o que pensar", declarou.”



Esta história nos faz imaginar quantos mais gênios como ela não existem por aí, prontos para serem descobertos, em todos os cantos do mundo!

Este texto é uma colaboração especial de Itanira Heineberg para os canais da EshTá na Mídia.


FONTES:





quinta-feira, 8 de novembro de 2018

EDITORIAL: Olhando o Futuro - Honrando o Passado

A ciência avança - e portanto é a fiel depositária do passado, e a mais importante e segura rota para o futuro.



7 de novembro de 2018

Ao falar de passado e futuro é preciso definir o presente. Este texto foi iniciado com a menção à data em que foi escrito porque está falando sobre o HOJE, sobre a SEMANA, o MÊS em que vivemos. Foram tantas as notícias de jornal e os temas que permearam as conversas de muitos brasileiros, que tornaram o escrever semanal mais presente. Foram publicadas as notícias de Abu Dahbi, abrindo a esperança para um novo Oriente Médio e todos comentamos a respeito do resultado das eleições - no Brasil, nos Estados Unidos e em Israel. Sim, nestas últimas duas semanas os três países tiveram eleições que movimentaram a população e que permitiram ver que nossas sociedades, apesar de terem problemas diferentes, seguem a tendência dos tempos de lateralizar e agudizar muitas questões.

MAS - e sempre tem um MAS - também foi divulgada uma notícia que talvez não merecesse um destaque sobre todas as demais, uma notícias relevante para uma comunidade pequena, que envolve menos do que uma cidade. O presidente da Congregação do Instituto Weizmann de Israel (WIZ) votou secretamente, e aprovou o primeiro nome na lista apresentada pelo comité de busca para assumir o próximo mandato como Presidente do Instituto Weizmann de Israel - Prof. Alon Chen (48 anos). 

LEITOR, por favor, siga mais umas linhas... Sim, Prof. Chen é um cientista de renome, um gerenciador e administrador de ciência de sucesso e ... ao mesmo tempo é o Chefe do Departamento de Neurobiologia do WIZ e Diretor do Laboratório de Neuropsiquiatria e Genética do Comportamento do Instituto Max Planck na Alemanha e... Professor Adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Ludwig Maximilium em Munique, Alemanha.

SIM - as duas instituições Max Planck na Alemanha e Instituto Weizmann em Israel tem laços históricos importantes que foram interrompidos na década de 1940. Hoje podemos dizer que o vale formado pela era do nazismo é apenas um vale na paisagem do tempo. Um vale profundo e que não deve ser esquecido. Falando em termos científicos, a energia emitida durante a queda foi enorme!!! E a energia dispendida para sair do vale também. 

FUTURO - todas as notícias da semana apontam para o futuro, mas esta aqui destacada mostra que o futuro, construido lentamente através das relações humanas positivas é capaz de superar passados nunca dantes imaginados. Superar passados não significa esquecê-los, significa lembrar e guardar (Zarror ve Shamor) e, com isto, superar.

E lá vamos, cada um de nós a construir O FUTURO!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

VOCÊ SABIA? - Topol e o cinema israelense



Você sabia que o famoso ator Chaim Topol, que encarnou com maestria o personagem do leiteiro Tevye no filme O Violinista no Telhado, foi também o intérprete de Sallah Shabati no filme de mesmo nome, considerado um dos melhores filmes israelenses do século XX?


Tevye, o leiteiro em O Violinista no telhado, conversando com Deus.


Tevye, o leiteiro em O Violinista no telhado, conversando com Deus.

Em 1964 a película Sallah Shabati, com 110 minutos de duração, sob a direção e texto de Ephraim Kishon e produção de Menahem Golan, causou sucesso no mundo ao ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro na edição de 1965, representando o jovem país Israel.
Ephraim Kishon, sobrevivente de alguns campos de concentração, conseguiu fugir enquanto era transportado para Sobibor, disfarçou-se de eslovaco para sobreviver à guerra e quando o comunismo tomou conta de sua Hungria natal, fez Aliyah (imigrou) para Israel onde aprendeu hebraico e transformou-se num dos mais aclamados e amados escritores e diretores de teatro. Este foi o cinema que caracterizou as décadas de 60 e 70 em Israel, marcadas pelo humor e pela música. 

“Sallah Shabati é um marco na história do cinema israelense porque, lançado em 1964, talvez tenha sido o primeiro grande desvio da ideologia do Sionismo Trabalhista e do movimento kibutz (embora ao contrário das punhaladas que estão por vir, não foi nada mesquinho). E Kishon não se detém nos kibutzim; essencialmente tudo na sociedade israelense em meados da década de 1950, quando o filme acontece, é um alvo: burocracia mesquinha, a democracia israelense, o ma'abarot (favela), o Fundo Nacional Judaico, doadores e turistas judeus americanos, Yekkes, sabras, ashkenazim e, no que mais tarde se tornaria politicamente incorreto, os imigrantes Mizrachi, cuja história é retratada em detalhes.”

“Nosso personagem segue a trilha tradicional dos personagens principais das sátiras: o idiota sabido que através de sua sabedoria ou idiotice (isto nunca fica totalmente claro), inverte o sistema estabelecido para obter o que deseja.”
“Sallah, papel de Chaim Topol, chega em Israel oriundo de um país árabe não especificado, com sua família a reboque, em uma série de piadas que hoje ofenderiam os princípios do politicamente correto: não sabe exatamente o número de filhos que possui, não identifica a velhinha que o acompanha, entre outras saídas engraçadas.”



“Considerado por si mesmo, Sallah talvez não seja um personagem admirável - ele é preguiçoso, ele é um bêbado, ele é um jogador que traz sua prancha de backgammon para a sinagoga, seu estilo parental poderia ser descrito como "sem envolvimento", sua atitude em relação à esposa varia de “desdenhoso” a “insultuoso”, ele geralmente ignora suas filhas, ele, a princípio, se recusa a falar com mulheres, e ele está perfeitamente disposto a vender sua filha mais velha pelo maior lance. E, no entanto, ele pode ser o personagem mais adorável da história cinematográfica de Israel.”



Assistamos agora partes do filme em pauta, 2 minutos e 21 segundos de pura hilaridade.



Este texto é uma colaboração especial de Itanira Heineberg para os canais do EshTá na Mídia.


FONTES:


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Editorial - Novos Horizontes, Novos Tempos

Uma semana para ser lembrada:
PASSADO – PRESENTE e FUTURO para terminar o Mês Rosa.

Esta é uma semana em que o mundo, o Brasil, os judeus americanos e Israel presenciaram um ponto de mudança, um ponto único na linha do tempo. Eventos marcantes que serão lembrados com maior ou menor ênfase por diferentes grupos de pessoas, mas que certamente são pontos de inflexão, pontos de mudanças abruptas que mostram que o impossível acontece.

No Brasil, tivemos a eleição de Jair Messias Bolsonaro para Presidente. Uma eleição que mobilizou o país sem sujar as ruas. Pela primeira vez na vida dos paulistanos e imagino que de todos os brasileiros, chegamos aos locais de votação pisando em ruas limpas. E, para mostrar que o povo brasileiro é muito especial, o pipoqueiro em frente à escola em que votei tinha três vitrines com pipocas – uma verde amarela, a outra vermelha e a terceira branca! E todos os passantes compravam pipocas! 

Esta eleição mostra que teremos mudanças – e há profetas de todas as matizes – sabemos que chegamos a uma encruzilhada e a maioria escolheu o caminho que devemos seguir, certamente muito diferente se a escolha fosse o outro caminho. A única certeza que fica no fim da semana é que as relações entre Brasil e Israel já mudaram. O embaixador de Israel, Yossi Shelley, esteve com o Presidente eleito que já conversou por telefone com o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. E, como fato concreto, está sendo negociada a doação de uma usina de dessalinização de água a ser instalada no Nordeste. A mesma tecnologia que tornou Israel e Jordânia, países desérticos, autossuficientes em água.

Mas também nesta semana os sons do passado ecoaram. Nos Estados Unidos, na cidade de Pittsburgh, estado da Pensilvânia, foram mortas no sábado 11 pessoas que rezavam na Sinagoga Árvore da Vida (Etz Chaim). Judeus mortos por serem judeus! O passado ecoando alto e mostrando que os judeus, apesar de serem um povo que em todo o mundo chega a 14 milhões de pessoas, é alvo de uma discriminação impossível de ser definida. Para isto, há necessidade de uma eterna vigilância - de ampliar a capacidade de cuidar, acolher e seguir em frente. SOBREVIVER é ser capaz de viver eternamente. SOBREVIVER é poder se encontrar com um futuro que o dia de ontem dizia ser impossível.

Esta semana também nos premiou com um dos pontos mais altos do encontro entre os povos. Sempre ouvi a frase “só se faz paz com um inimigo” e esta, na maioria das vezes, soava falsa. Paz feita de apertos de mãos entre dirigentes e políticos, sob o flash das câmeras, apenas serve para garantir aos repórteres a primeira página dos jornais. Em geral, nada conhecemos dos bastidores e nem mesmo das intenções daquele ato. 
MAS AÇÕES do DIA a DIA, ações disruptivas que provam que o impossível também acontece, estas deixam marcas que permitem visualizar um mundo novo. Um futuro diferente. Esta semana, a equipe de Judô israelense competiu em Dubai nos Emirados Árabes Unidos (EAU). A Confederação Internacional de Judô havia exigido que todos os classificados para o certame pudessem competir. O israelense Sagi Muki ganhou, no dia 28 de outubro, a medalha de ouro na categoria abaixo dos 100 Kg. 
O presidente da Confederação Internacional de Judô, Marius Vize, havia sido incisivo. Todos os que fossem classificados deveriam participar do torneio em Dubai, sob a pena do torneio ser realizado em outra região. A interação superou a expectativa: os EAU  receberam também a Ministra de Esportes de Israel, Miri Regev, que não conseguiu conter as lágrimas ao escutar pela primeira vez o Hino de Israel, A Esperança (Hatikva), ser tocado enquanto a bandeira com o escudo de David era hasteada. INÉDITO!

Esta boa nova é a primeira de muitas. Outros ministros estão com visitas marcadas para os países do Golfo e na esteira do esporte vem a ciência e tecnologia.

Presente, Passado e Futuro – todos representados em uma semana que não deveria ser nada mais que a última semana de outubro – o mês rosa. E, nesta semana ganhamos várias mensagens – conhecer o passado, construir no presente e captar os recados de um futuro promissor.

Regina P. Markus