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segunda-feira, 23 de março de 2020

VOCÊ SABIA que os Hotéis aumentam sua HOSPITALidade em Israel - e não só lá?

Soldados do IDF - Forças de Defesa de Israel - trocam as armas por uma varinha de condão e, num toque de mágica, transformam um hotel de luxo em clínica para portadores do coronavírus.

Por Itanira Heineberg





VOCÊ SABIA que um hotel de luxo à beira-mar em Tel Aviv, em um passe de mágica, foi transformado em uma clínica para pacientes de coronavírus?

O Hotel Dan Panorama em Tel Aviv foi convertido em casa de saúde para
portadores de coronavírus com uma área especialmente esterilizada, uma rede CCTV para monitorar pacientes e avisos de advertência sobre possível infecção.

Oficiais do exército, médicos e a polícia israelense encontraram-se no hotel tomando providências no sentido de isolar e proteger o prédio e assim prevenir as instalações contra infecção na chegada dos pacientes.




O hotel não receberá pacientes seriamente comprometidos, porém acolherá aqueles atingidos moderadamente pelo vírus e sem condições de observar a quarentena a sós.




A transformação do hotel em hospital foi o resultado de uma solicitação do Ministro da Defesa em concordância com o Ministro da Saúde.




Além do Dan Panorama, o Hotel Dan em Jerusalém também vai começar a receber pacientes do coronavírus, chegando a um total de 2000 quartos que acomodarão milhares de pessoas.
Espera-se que outros hotéis da cadeia Dan em Haifa e Jerusalém sejam também adaptados para esta finalidade.




A cadeia de primeira classe Hotel Dan em Israel é a mais antiga e a mais luxuosa do país, com suas operações iniciadas em 1947 quando dois irmãos - Yekutiel e Shmuel Federmann - adquiriram o “Kaete Dan”, uma pousada de 21 quartos a beira-mar em Tel Aviv com a visão de que um dia Israel seria um
lugar turístico.
Atualmente a cadeia possui 14 hotéis de luxo em locais privilegiados do país, um centro de convenções internacional, um hotel escola e o Dan Lounges no aeroporto Ben Gurion.
O carro-chefe da cadeia, King David Jerusalem, recebe regularmente
dignitários de todos os lugares e faz parte do Leading Hotels of the World.


Hotel Dan Panorama – preparativos e providências para as mudanças.


Apesar destes dias difíceis pelos quais a humanidade está passando, parece que os contos de fadas e encantamentos não acabaram ainda.
Um shopping a céu aberto elegante também aos poucos se converte em
refúgio para os que contraíram o contagiante vírus deste início do século: o Mamilla Mall, em Jerusalém.





O Shopping Mamilla posiciona-se perpendicularmente ao Muro da Cidade Antiga, entre as ruas Jaffa e Yitahak Kariv. 




O projeto para a construção do shopping foi aprovado em 1970, mas o complexo só abriu as portas ao público em 2008, isto é, 37 anos após a proposta inicial.

A construção do mall foi postergada e interrompida diversas vezes devido à oposição de preservacionistas, ecologistas, grupos religiosos, disputas burocráticas, litígios e arbitragem.




O Shopping Mamilla e componentes do quarteirão Alrov Mamilla foram
planejados pelo arquiteto israelense Moshe Safdie. Considerando a importância histórica e arqueológica da área, Safdie optou por inserir o prédio em seus arredores e adjacências em vez de introduzir um estilo moderno nas proximidades.

Assim, ele escolheu materiais e estilos de construção semelhantes aos da vizinhança histórica de Mamilla, como construção de blocos de alvenaria e grande predominância de arcos.
Fachadas de prédios do século XIX foram removidas das construções originais da rua Mamilla e colocadas na nova obra do shopping.


Shopping Mamilla antes do coronavirus.




As imagens abaixo são de março de 2020 e mostram a preparação do Mamilla: criando condições, fazendo diligências e preparativos para receber os
"novos clientes".






A exemplo desta ideia bastante pioneira, vários outros hotéis de Israel já estão sendo adaptados para atuar como hospitais de média complexidade. Muitos também em outros países como o nosso Brasil: várias cadeias hoteleiras aqui ofereceram ao governo esta possibilidade. 

É interessante que em hospitais se fala em hotelaria na parte de conforto ao paciente. E nos hotéis falamos em hospitalidade. Essas palavras se misturam... em ambos somos hóspedes, mas a diferença é o motivo que nos leva para lá. Fiquemos todos bem, em casa!



FONTES:

https://unitedwithisrael.org/how-the-idf-transformed-a-luxury-tel-aviv-beachfront-hotel-into-
a-coronavirus-clinic/

https://www.danhotels.com/AboutDanhotels/History
https://en.wikipedia.org/wiki/Mamilla_Mall


sexta-feira, 20 de março de 2020

Editorial: Em tempos de Corona Vírus




O presidente de Israel lendo histórias para as crianças pela televisão


Hoje já é quinta-feira, dia 19 de março, início da noite. Em geral este editorial é escrito alguns dias antes, mas esta semana foi atípica para todos - inclusive para as editoras do EshTá Na Mídia e nossa inestimável colaboradora Luciana S. van Deursen Loew. Os dados foram surgindo e as pessoas, se ambientando a uma nova realidade. Eu, Regina, me lembrando dos tempos de escola quando li "A Peste" de Albert Camus explorado de forma ficcional o que estamos vivendo hoje. Lá, na década de 1960, a grande conclusão de minha classe foi que a guerra do futuro mataria pessoas sem destruir as construções.

Hoje, todos conhecem o corona. Verdades e fake news são transmitidas por todos os meios de comunicação, e cada um filtra como pode. Mas um fato é verídico: este retrovírus não respeita fronteiras e viaja de um continente para o outro transportado pelo próprio ser humano. Vírus que induz sintomas iguais a uma gripe, que em pessoas menos resistentes pode ser fatal. O grande problema é que a maioria da população é portadora sã e transporta o vírus para todos os rincões de forma muito rápida.
Muitos países, inclusive o Brasil e Israel, têm adotado a tática proposta pela Organização Mundial de Saúde de isolar as pessoas socialmente de forma a impedir o contato e com isso a transmissão do vírus.

O mundo científico se movimenta para melhor detectar o vírus e também poder tratar os doentes. Dia-a-dia são relatadas novidades. Mas esta situação, tão nova para todos, inclusive se pensarmos em termos de ficção, gera uma onda de solidariedade humana que gostaríamos de destacar. Aqui no Brasil pessoas dispensam diaristas e, quando podem, continuam mantendo os seus salários. Na Universidade de São Paulo e em outras universidades e escolas país afora a aulas estão sendo ministradas de forma virtual. Foi muito reconfortante ver quantas pessoas disponibilizaram computadores e tablets antigos para alunos que não tinham ainda estas facilidades em casa, e como alunos da engenharia viabilizaram seu uso. Uma corrente de solidariedade humana.

Em Israel a escola virtual é uma realidade. Um país em constante ameaça há muito treinou os seus alunos, de todos os níveis, para que bombardeios não interrompessem o ano letivo. Assim, o isolamento social veio acompanhado da escola à distância. O professor fala com toda a sua classe, e cada um, de seu computador, tablet ou celular participa ativamente das aulas. Mas há algo de diferente nestes tempos de Corona. Quando há uma ameaça de bombardeio muitos estão juntos em bunkers subterrâneos, mas agora cada um está isolado em sua casa, sem contato com os vizinhos.

Neste momento, o Presidente de Israel considerou que era muito importante cuidar do futuro e, na quinta-feira fez uma transmissão ao vivo por todas as mídias disponíveis. Esta foi uma transmissão muito diferente e muito especial: ele sentou em uma cadeira, e como o Vovô de todos, leu histórias para as crianças. As notícias que chegam é que estas entenderam e ficaram encantadas em saber que apesar do isolamento, todos estavam juntos!

O corona trouxe uma parada compulsória. Todos têm que ficar alerta pois existe uma ameaça que não escolhe lados. E o resultado muitas vezes surpreende: israelenses e palestinos colaborando nesta emergência - esta semana foram postadas informações que vale a pena conferir.

Muitos outros fatos interessantes ocorrem entre os judeus brasileiros. As sinagogas foram fechadas e os serviços religiosos agora são virtuais. Na última sexta-feira, muitos judeus que não costumam frequentar os serviços aproveitaram não precisar enfrentar o trânsito de São Paulo. A expectativa é que a frequência aumente neste fim de semana.

Em tempo de Corona Vírus, vamos trabalhando para buscar soluções para evitar contaminações e também melhor entender este mundo dos seres micróbios e qual é a melhor forma de sobreviver a uma guerra que une os homens.

Que todos possam usufruir da melhor forma estes momentos diferentes e possam achar histórias interessantes para contar.

Boa Semana!

Regina, Marcela e Juliana

segunda-feira, 16 de março de 2020

VOCÊ SABIA? - Onde a mulher de Ló olhou pra trás, Israel olha pra frente.



Monte Sodoma, esposa de Ló transfigurada em estátua de sal: neste mesmo local foi encontrada em 2019 uma das maiores cavernas de sal do mundo, segundo pesquisadores israelenses.

Por Itanira Heineberg


VOCÊ SABIA que uma das maiores cavernas de sal do mundo, com 10 km de extensão, encontra-se em Israel e situa-se próxima ao local onde, de acordo com o relato bíblico, a mulher de Ló foi transformada em uma coluna de sal?




Monte Sodoma

A extensa caverna com o nome “Malham” passa pelo Monte Sodoma, maior montanha do país, e se espalha para o Mar Morto. Formações rochosas sedimentares, estalactites salgadas, saem do teto da caverna e várias paredes brilham com os cristais de sal.



Yoav Negev, líder do projeto de mapeamento da caverna Malham e as estalactites salinas. (Foto: AFP)






A descoberta da caverna deve-se aos trabalhos de Amos Frumkin, fundador do Centro de Pesquisa de Cavernas da Universidade Hebraica. Nos anos 80 ele mapeou 5 km da caverna.

“Dois anos atrás, o espeleólogo israelense Yoav Negev decidiu completar o trabalho de Frumkin. Uniu forças com o pesquisador Boaz Landford para organizar uma delegação de oito espeleólogos de nove países para concluir o mapeamento da caverna.





 “A caverna Malham superou o recorde de 13 anos da Caverna dos Três Nus, uma caverna de 6.850 metros no sul do Irã. Com o escoamento da chuva que dissolve suas superfícies, Malham pode se alongar ainda mais com o tempo.”




Monte Sodoma, o mais alto do país.



Este monte é constituído quase que na sua totalidade de um gigantesco bloco de sal, tendo em sua superfície uma escassa camada rochosa.


“Para Negev, Malham entra em uma categoria única. “Não há nada como isso em Israel”, disse ele, alegando que nenhuma outra caverna chegou perto da marca de 10 km.”


Imagem do lado externo da caverna Malham no Monte Sodoma, em Israel. (Foto: AFP)





Negev considera a rede de cavernas como a “mais impressionante e complexa” em Israel.”



FONTES:

quarta-feira, 11 de março de 2020

Editorial: A Sobrevivência do Povo Judeu - do cotidiano aos momentos marcantes


Na última terça-feira, dia 10 de março de 2020 (14 de Adar de 5780), foi comemorada a festa de Purim. Lembrando que as festas judaicas sempre iniciam sua comemoração na noite anterior (erev). Como as imagens mostram, esta é uma festa muito alegre. Há maçãs, fantasias, reco-recos e muita alegria, somadas a um doce muito especial conhecido como "orelha de Haman" e a leitura da História da Rainha Esther, que está em um rolo de pergaminho e é lida nas sinagogas do mundo inteiro.





Esta festa comemora a primeira vez na história que os judeus foram ameaçados em sua totalidade. A história aconteceu na cidade de Shushan, localizada na Pérsia, hoje Irã. Uma judia, chamada Esther, sobrinha de Mordechai (leia o "ch" como "rr") conseguiu convencer seu esposo, o Rei Achashverosh (provavelmente Artaxerxes II) de que os conselhos do primeiro ministro Haman sobre o povo judeu estavam totalmente errados - e o povo foi poupado de uma destruição geral.(http://www.morasha.com.br/purim/a-festa-de-purim.html).





Hoje, no século XXI, a Pérsia e o Povo Persa mudaram de nome e o país é chamado de Irã. Ainda hoje, nas mesmas terras onde se desenrolou a história de Purim, podem ser encontradas as tumbas das Rainha Esther e de Mordechai, que aparecem na fotografia abaixo. O edifício foi construído muitos anos depois, mas neste local foi encontrada uma Torah especial que data da época de Xerxes, Rei da Pérsia. (https://www.iranroute.com/sights/285/tomb-of-esther-and-mordechai;

https://www.irangazette.com/en/12/1188-tomb-of-esther-and-mordechai.html).








Nas últimas semanas, circulou na internet a informação que os iranianos iriam destruir os túmulos de Esther e Mordechai, localizados na cidade que atualmente chama-se Hamadan.

Os judeus sobreviveram, na antiguidade, por ações heróicas e inusitadas de alguns personagens. E sobreviveram ao longo de milênios devido a quê? Muito difícil definir um motivo, mas certamente o regramento de todos os dias e o olhar pelas pequenas coisas também teve a sua importância. Entre as muitas regras, existe uma que exige que as mãos sejam lavadas para preparar os alimentos e para sentar à mesa, ao lidar com coisas impuras, como cadáveres, ou com coisas do dia a dia, como cultivar a terra. Para que isto nunca seja esquecido, existe uma benção que deve ser feita ao lavar as mãos.


Esta regra é seguida ainda hoje pelos judeus ortodoxos - e é claro que por todas as pessoas civilizadas, que o fazem sem falar a benção. Em tempos de peste negra, durante a idade média na Europa, as regras de higiene foram importantíssimas para evitar muitas mortes. Em tempos de corona vírus no século XXI, os rabinos espalham por toda a internet as regras de como deve ser feita a benção de lavar as mãos (Leviticus 15:11). Veja na figura abaixo, e podemos ter certeza que ao menos nossas mãos estarão adequadamente limpas.





"Bendito sejas Tu, Adonai Eloheinu, Rei do Universo que nos santificaste com a obrigação de levantar as mãos". Na interpretação talmúdica, as mãos tem que ser levantadas limpas! Até agora isto era feito com uma água limpa colocada em uma caneca com duas alças, e com um outro tipo de ritual. Daqui para frente a idéia é não só lavar todos os cantos da mão, como deixar limpa a torneira e de preferência seca a pia.

Pois é, caro leitor, hoje saímos um pouco da nossa forma de escrever, para dar o gostinho do que é sobreviver não só a catástrofes, mas também criar mecanismos para melhorar e assegurar nossa vida no dia a dia. Lavar as mãos cuidadosamente, é uma destas formas.


Boa Semana!


Regina P. Markus


VOCÊ SABIA? - Sefer Torah de 2000 anos



Terremotos revelam tesouros da antiguidade:

Sefer Torah de 2000 anos aparece após sismo na Turquia.

Por Itanira Heineberg




Você sabia que uma Torah de 2000 anos de existência, escrita em tinta de ouro, apareceu durante o recente abalo de janeiro de 2020 na Turquia?


O vídeo abaixo mostra a Torah que veio à tona após dois milênios devido ao terremoto de magnitude 6.8 no leste da Turquia, cujo epicentro do temor situou-se próximo às províncias de Elazig e Adana.




Vejamos agora o percurso dos judeus no mundo, levando sempre consigo suas leis, seus livros e sua religião:





Como a História Universal nos relata, em 722 AC os assírios destruíram o Reino de Israel ao norte, e levaram as 10 tribos como cativas para sua terra, a Assíria.
Em 586 AC o imperador da Babilônia, Nabucodonosor II, invadiu o Reino de Judá, ao sul, destruiu Jerusalém e deportou os judeus para a Mesopotâmia, hoje Iraque.
Aí começou a dispersão do povo judeu pelo mundo.

A primeira referência judaica à Turquia está na Torah, Gênesis, quando a Arca de Noé estaciona no Monte Ararate e todos seus passageiros desembarcam.


Monte Ararate visto da Armênia

O famoso monte localiza-se na Turquia de nossos dias. E os não menos famosos rios Tigres e Eufrates aí nascem, nas Montanhas Taurus do citado país.






Até agora nada se descobriu desta Torah encontrada na Turquia.

Arqueólogos e pesquisadores com certeza irão pesquisar e nos darão notícias deste achado precioso que nos chegou às mãos após o inesperado e devastador acontecimento.





Em 2017, outra descoberta enriquecedora aconteceu: uma Bíblia hebraica de 1000 anos, perdida, foi localizada numa prateleira toda empoeirada da sinagoga do Cairo.

Trata-se de um códice maciço e em boa preservação de 616 páginas, escrito em 1028.

Mais uma revelação no campo da cultura e religião de Abraão:  livros antigos são um tesouro para o povo Judeu.



Salmo 1 do Códice Zanharia Ben 'Anan, redescoberto em 2017 pelo estudioso israelense Prof. Yoram Meital em uma sinagoga do Cairo. (Yoram Meital)
“Como Meital relatou em artigo publicado recentemente na Jewish Quarterly Review, “ Um manuscrito bíblico de mil anos redescoberto no Cairo : o futuro do passado judaico egípcio”, a descoberta deixou o historiador “impressionado”.”



E ...nesta onda recente de revelações e descobertas, qual não foi minha surpresa em uma cerimônia religiosa na Comunidade Shalom de São Paulo, ao me deparar com uma copista de pena em punho, na parte traseira da sinagoga a copiar o texto da Torah em pergaminho!



“Ajudei a escrever a primeira 'Torah' das mulheres”! Rachel Reichhardt


“Na tradição judaica, o trabalho de copista do Pentateuco é o ofício mais sagrado. Mulheres não eram consideradas confiáveis para fazê-lo. Fui a primeira mulher do mundo a receber um diploma de escriba.”


“Nasceu em 8 de julho de 1959.  É professora de hebraico desde a juventude e trabalha com educação judaica na Comunidade Shalom, em São Paulo. Em 2004, recebeu o diploma de escriba da Torá"

O passado de milênios continua a nos oferecer presentes escondidos em nosso planeta, deixados por aqueles que nos precederam.
O presente vivemos a cada dia, sempre nos surpreendendo com as notícias do momento, venham elas de longe ou não; com a tecnologia que nos cerca o mundo ficou mais perto de todos.




Em pleno século XXI nos perguntamos quais serão os mistérios dos tempos futuros ... como teremos acesso às sagradas escrituras...






FONTES:

https://www.milkpoint.com.br/colunas/adriane-elisabete/probioticos-para-viagens-espaciais-107126n.aspx


quinta-feira, 5 de março de 2020

EDITORIAL: INCLUSÃO - ontem e hoje - visando o amanhã.


INCLUSÃO é a temática do século XXI. Criar condições e oportunidades para todos. Em muitas culturas, esta ação é confundida com igualar; eliminar as diferenças ou dar aos que são diferentes algumas vantagens para evitar que partam de patamares diferentes.
Acabar com as diferenças, apesar de parecer algo bom à primeira vista, a longo prazo causa estagnação. Aprender desde cedo a lidar com as diferenças e admitir que estas muitas vezes apenas aguçam os sentidos seria uma forma interessante de incluir.

Mas como incluir os diferentes mantendo as suas características? Teoricamente a democracia seria a melhor forma. Sabemos ser isto verdade, quando não acontecem intensas polarizações que dividem o todo. Outra forma, é quando algum objetivo comum, muito específico e que seja de interesse de todos pode ser executado a partir de competências diferentes.

Entre o Povo Judeu saindo do Egito, na antiguidade, e as eleições que ocorreram em Israel na última segunda feira podemos ver exemplos de como a unidade pode ser formada sem descaracterizar os indivíduos.

Primeiro vamos lembrar da Parashat (capítulo da Torá lido semanalmente nas sinagogas) da semana que passou. TERUMÁ (DOAÇÃO) (Exodus 25:1 a 27:19). E lá estava o Povo Judeu no Deserto e D'us pediu para que fosse construído o Tabernáculo, tenda onde para abrigar a Arca que continha as Tábuas da Lei. Eram necessários recursos para a realização de uma obra cheia de detalhes e, para tanto foi solicitado que o povo doasse recursos. Havia sempre o dilema dos ricos e pobres, dos que queriam ou não queriam doar - e a partir daquele momento ficou estabelecido que a doação seria anônima, e que cada um doaria o que fosse possível levando em conta suas prioridades. Conta a parashat que as doações superaram em muito o necessário e que, naquele momento, estava estabelecidoa a principal forma de sobrevivência. Cada um deve doar o que considerar viável, e a soma poderá resolver diferentes situações. Sim, todos foram doadores, todos foram incluídos no ato de dar, porque o importante não era o quanto cada um doou, mas sim o próprio ato de doar. Todos foram INCLUíDOS porque todos foram RESPONSÁVEIS.

E o sábado acabou e chegou a segunda-feira, quando os israelenses foram às urnas pela quarta vez em um ano. O Estado de Israel é um estado democrático, parlamentarista. O partido que tem o maior número de cadeiras no parlamento forma o governo. Nas três eleições anteriores, nenhum partido conseguiu a maioria, ou conseguiu formar coalizões que permitissem montar um governo e então novas eleições foram chamadas.

O tema da semana é INCLUSÃO - e, nestes episódios nacionais é que podemos apreciar o quanto este é um conceito importante para o único Estado Judeu. Todos os cidadãos israelenses votam, e com igual direito, independentemente de religião, etnia ou outras características que possam separar indivíduos. Nestas eleições, nos tempos de corona vírus, foram montados cenários de ficção científica para que os que estão em quarentena pudessem votar. Mas o principal fator que destaca a inclusão é o resultado das eleições: os partidos árabes (isto mesmo, árabes), que incluem os árabes cristãos e muçulmanos, formaram a terceira maior bancada da Knesset, o parlamento israelense. Oops - mas como é possível em um país que é diariamente acusado de praticar "apartheid". Sim, é possível porque são acusações falsas, que podem ser facilmente contestadas pelas ações.

INCLUIR é permitir que o todo seja formado pela soma dos diferentes. O único Estado Judeu no mundo, o Estado de Israel é um estado inclusivo porque todos os seus cidadãos têm direito a opinar sobre os destinos do país, votando para ter representantes na mais alta instância.

INCLUIR é assumir a responsabilidade pelos que estão ainda sem recursos para aproveitar suas potencialidades também - o que nos leva ao vídeo que compartilhamos esta semana.


Boa Semana!

Regina, Marcela e Juliana



segunda-feira, 2 de março de 2020

VOCÊ SABIA? - קַבָּלָה Cabalá = Receber


Cabalá Judaica, Alma do Judaismo     72 NOMES de D’US
Por Itanira Heineberg







VOCÊ SABIA que a artista plástica israelense Ofra Grinfeder lançou recentemente um site ilustrando com imagens e palavras os 72 Nomes de D’us, ferramentas indispensáveis ao cruzarmos o Mar Vermelho de nossas vidas?




Ilustração de Ofra
Nome de D’us  #  4 - AIN - LAMED – SAMECH  -  ELIMINANDO PENSAMENTOS NEGATIVOS


“Luz versus Escuridão.
Embate... bem... mal...
Pensamentos negativos têm o poder de destruição, arrasam mentes, dilaceram corações, vidas...
Constantes miríades de pensamentos, das mais diversas tonalidades, nos invadem...
Temos o poder de banir os mais escuros e de deixar que a Luz prevaleça e nos ilumine com pensamentos positivos.”   Itanira



Ofra trouxe em sua bagagem cultural um extenso e variado currículo artístico. Fez exposições individuais em museus e galerias pelos tantos países onde habitou e, ao chegar ao Brasil, deslumbrou-se com a diversidade de culturas, credos, culinária, vegetação, cores e aromas, dedicando-se com afinco a tudo absorver, entender e retratar. Cerâmica, telas, arte indígena, tecelagem, instalações, trabalhos de agulhas ...
Mas num determinado momento de sua trajetória, sentiu necessidade de falar sobre seu povo, o povo judeu. Aproximou-se dos menos privilegiados, aqueles que ao chegarem à idade de colher os louros de seus trabalhos na terra encontravam-se pobres, destituídos, abandonados e sem esperanças.
Foi conhecê-los de perto, ouvir suas histórias, ampará-los com abraços e sorrisos.
Enquanto ela os fotografava e pintava, recorreu à sua amiga de várias décadas, Itanira, para que redigisse seus textos biográficos.



Itanira e Ofra à direita, anos 80.

Assim, em 2013, após três anos de intenso trabalho, trocas e amizade, aconteceu a exposição “Bom Retiro, Relatos e Retratos” no Museu de Energia de São Paulo.


Ofra com Rabino David Weitman, nosso veículo de acesso aos beneficiários do Ten Yad, instituição caritativa por ele dirigida, que apoia os judeus necessitados de São Paulo.



Alfabetizada em hebraico em sua infância, Ofra sempre teve fascínio pelo alfabeto de sua terra natal. As letras, escritas da direita para a esquerda, e seus arabescos em movimento, já inspiravam a genuína artista na menina que observava o mundo, as cores e os elementos que a rodeavam.
Ao ser apresentada aos Nomes de D’us na Cabalá, Ofra encantou-se, envolveu-se e devotou-se a representá-los seguindo sua inspiração.


Ilustração de Ofra

Nome de D’us   # 5 -       CURA      -     MEM - HEY - SHIN

“Curar o corpo físico, a alma imaterial, conquistar a saúde de nossas relações e empreendimentos.
Sem ressentimentos, sem ódios, com a alma pura, atingimos um grande poder espiritual: o Poder da Cura.
Isto faz parte da batalha pela vida.
E ao intercedermos pelos doentes, redobramos nossa energia, chegamos mais perto da Luz e usufruímos deste Poder.”    Itanira

Mais uma vez sua amiga traduziu em palavras os pensamentos para orientar a meditação sobre os mesmos.



Rabino Weitman aprecia o trabalho dos 72 Nomes de D’us em exposição de Ofra Grinfeder na Galeria Art 57 em São Paulo.

Confira abaixo o link do trabalho realizado por Ofra e Itanira nos últimos 5 anos:

https://sites.google.com/view/kabbalah-cabala/home





“A Cabalá não é um ensinamento sagrado.
 É o ensinamento de um segredo.”



FONTES:

BIBLIOGRAFIA do trabalho da confecção do Site:
The 72 Names of God, Technology for the Soul, Yehuda Berg
First Edition /  May 2003

Segredos do Zohar, Histórias e Meditações para Despertar o Coração, Michael Berg
Primeira Edição /  Versão de Bolso
Agosto de 2014

Nano -  Tecnologia da Mente Sobre a Matéria , Kabbalista Rav Berg
Primeira Edição / 2011
Segunda Edição / 2015

O Caminho, Michael Berg
Imago Editora  /  2003

La Kabbale Vivante, Daniel Beresniak
Éditions Poche Véga / 2009

O Poder da Kabbalah – baseado nos estudos de Rav Berg
Best Seller International – Edição Pocket / 2015